sábado, 3 de agosto de 2019

A atual mudança climática não é um fenómeno natural, segundo dois grandes estudos


Dois novos estudos demonstram que os acontecimentos de arrefecimento e aquecimento climático antes da Era Industrial foram em muito menos escala do que o fenômeno global que acontece atualmente. Os trabalhos foram publicados nas revistas Nature e Nature Geoscience.
Os principais eventos de mudança climática registrados nos dois últimos milênios foram a Pequena Era do Gelo (entre os séculos XIV e XIX, no hemisfério norte) e o Período Quente Medieval (entre o século X e XIV, na Europa). Mas são localizados e pontuais em comparação com o aquecimento que estamos observando atualmente.




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Os objetivos climáticos do Acordo de Paris



Para chegar à esta conclusão, os investigadores estudaram 700 registos de temperaturas históricas, que incluem características de árvores, sedimentos, corais, depósitos em cavernas e documentos feitos por pessoas e registros de equipamentos, ficando assim com um retrato global das mudanças climáticas deste a época dos romanos.
 A conclusão principal é que a variável climática no período contemporâneo é muito diferente do que tem acontecido nos últimos 2 mil anos. O calor e frio do passado eram regionais, enquanto o que vemos agora é global”, diz o cientista atmosférico Nathan Steigernuma conferência de imprensa.







Para os que pensam que a Pequena Era do Gelo foi um evento global, uma extensa análise publicada na revista Nature não encontrou nenhuma evidência que confirme esta ideia. O que os pesquisadores encontraram foram temperaturas baixas em locais e épocas diferentes, mas mesmo assim só atingiu metade do planeta
Já no Período Quente Medieval, apenas 40% da superfície da Terra atingiu temperaturas altas.
Assim, a variação atual se destaca desses outros eventos. Este é o período mais quente dos últimos 2 mil anos, e acontece em 98% do globo.



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Podemos estar a retroceder climaticamente 50 milhões de anos



Já o estudo publicado na revista Nature Geoscience examinou as causas destes acontecimentos climáticos, e concluiu que o aquecimento e arrefecimento pré-industrial aconteceram de forma primária por influência vulcânica.
As pesquisas das duas entidades concluem que esses eventos antes da Revolução Industrial eram locais e curtos, sem produzir mudanças a nível global. A mudança climática atual, porém, está acontecendo numa escala muito maior e não pode ser explicado apenas por variáveis naturais.
As Nações Unidas acabam de publicar um relatório que alerta para um “Apartheid Climático” conforme as mudanças climáticas se intensificam.





Philip Alston, especialista em pobreza extrema e direitos humanos da ONU, explicou no Conselho de Direitos Humanos da ONU em Génova que milhões de pessoas vão passar por insegurança alimentar, migração forçada, doença e morte neste século, devido a crises causadas pelas mudanças climáticas.
Isso pode conduzir mais de 120 milhões de pessoas para a pobreza até 2030. A mudança climática ameaça desfazer os últimos 50 anos de progresso no desenvolvimento, saúde global e redução de pobreza”, diz ele.
Os maiores riscos são para as populações mais pobres dos países em desenvolvimento. Essas nações nem sequer são as mais responsáveis pela poluição por CO2, mas são as que vão sofrer mais.
As pessoas em situação de pobreza tendem a viver em áreas mais suscetíveis às mudanças climáticas e em habitações menos resistentes. São elas que perdem relativamente mais quando afetadas, e que têm menos recursos para mitigar os efeitos; e são as que recebem menos apoio de redes de segurança social ou do sistema de financiamento para prevenir ou se recuperar de catástrofes”, diz o relatório da ONU.
Eles estão mais vulneráveis aos desastres naturais que trazem doenças, destruição das plantações, alta de preço de alimentos, morte ou incapacidade.


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As alterações climáticas poderiam tornar a Sibéria mais habitável?


Isso tudo ajuda a explicar porque apenas neste século atual, pessoas de países mais pobres têm morrido em desastres numa taxa até sete vezes mais alta que cidadãos de países ricos. Este fenômeno será exacerbado conforme mais desastres naturais acontecerem.





O relatório identifica falhas das lideranças dos governos e do setor privado como fator principal por trás da falta de ação para diminuir a velocidade a que as mudanças climáticas estão acontecendo.
A solução, explica Alston, é “fazer mudanças estruturais profundas na economia mundial”, adotando uma economia sustentável, ao mesmo tempo em que se oferece uma rede de segurança para trabalhadores que perderem seus trabalhos neste meio tempo.
O relatório admite que esses são desafios enormes, mas que não há outra alternativa. “Algumas pessoas e países ficaram incrivelmente ricas a custa de emissões sem pagar pelos custos disso. Ações climáticas não devem ser vistas como um impedimento de crescimento econômico, mas como uma motivação para dissociar o crescimento econômico das emissões e extração de recursos”, diz Alston.















sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Cientistas descobrem material extraterrestre na neve radioativa da Antártida

Cientistas alemães isolaram meia tonelada de neve de uma estação de pesquisa polar, localizada em uma área não contaminada da Antártida e a fundiram para extrair os átomos isolados de um isótopo de ferro que raramente é encontrado na Terra e podem ser traços de grandes explosões estelares.
Os investigadores extraíram um raro isótopo de ferro, ferro-60, segundo a publicação da Physical Review Letters.


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24% do gelo da Antártida Ocidental esta se tornando instável



 As partículas, radioativas, que raramente são encontradas na Terra, foram encontradas na neve que supostamente caiu com a poeira espacial há menos de duas décadas.
Segundo a equipa de pesquisa, o Sistema Solar está agora viajando através da chamada Nuvem Interestelar Local. Eles sugeriram que esta área poderia ter algumas partículas de ferro-60, criadas por explosões estelares ao longo dos últimos milhões de anos, como revelou uma pesquisa anterior. Os investigadores concluíram que esses vestígios de supernovas com um milhão de anos ainda podem atingir a superfície do nosso planeta.



Para provar isso, pegaram meia tonelada de neve da estação de pesquisa polar Kohnen , e a derreteram em Munique tendo depois usado um acelerador de partículas para obter átomos individuais do isótopo raro. Após isso, as teorias de que o ferro-60 podia ter origem no Sistema Solar ou ser o resultado dos testes nucleares foram descartadas, e apareceu a sugestão de que a Nuvem Interestelar, tem viajado pelos últimos 40.000-50.000 anos, sendo as maiores evidencias para a explosão principal.



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A vida extraterrestre pode ser mais rara do que se imaginava



Descartando fontes terrestres e cosmogênicas, concluímos que encontramos, pela primeira vez, ferro-60 com origem interestelar na Antártida”, concluíram os investigadores.
Eles agora estão planeando estudar a camada de gelo da Antártida para procurar o isótopo raro na neve que remonta ao tempo em que a Terra entrou na Nuvem Interestelar Local.


O colapso da camada de gelo da Antártida pode ser evitado


Resíduos nucleares aprisionados nas geleiras ameaçam libertar-se


Fonte//SputnikNews









quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Nokia lança telemóvel que custa 13 euros e a bateria aguenta 18 dias


A marca finlandesa Nokia lança agora o Nokia 105, o novo telemóvel da marca, e vai custar apenas 13 euros. Quando em standby, a bateria consegue aguentar 18 dias sem carregar.



Photo Dr Nokia

Google grava todas as suas chamadas de voz



A prestigiada marca de telemóveis, e outrora uma gigante no mercado, a Nokia tem vindo a perder proeminência com o passar dos anos. Marcas como a Apple e a Samsung ultrapassaram completamente a Nokia no que toca a tecnologia levando a que os consumidores deixassem de utilizar os telemóveis da marca finlandesa.





Mas, há sempre aqueles que não gostam dos smartphones, caros e sofisticados, e apenas querem um telemóvel, a empresa lançou agora um modelo que parece preencher essas expectativas. O novo Nokia 105 custa apenas 13 euros, cerca de cem vezes menos do que o mais recente iPhone X.
Obviamente que tem muito menos funcionalidades, no entanto, além de permitir fazer chamadas e enviar sms, este novo modelo tem rádio incluído, lanterna e os videojogos, clássico Snake, o Sky Gift, o Tetris, o Air Strike, o Nitro Racing, o Ninja Up !, e o Danger Dash.

O telemóvel é um dual SIM e a bateria tem capacidade para 18,3 dias em standby e aguenta 14.4 horas em chamada. Pesa 73 gramas e as suas dimensões são 110x50 milimetros.
O sistema operativo do novo Nokia 105 não permite instalar aplicações como o Facebook, Instagram e WhatsApp, mas tem 4 MB de RAM e 4 MB de armazenamento no dispositivo o que permite o armazenamento interno de 2.000 contactos e 500 mensagens.



Photo Dr Nokia

Huawei lançou o Mate X com ecrã dobravel



Juntamente com o Nokia 105, a Nokia lançou também o Nokia 220, com ligação 4G, e também com um preço muito baixo, 39 euros. A bateria aguanta 27 dias em standby, mas só aguenta 6,3 horas em chamada.
Também é leve e compacto com rádio FM, lanterna LED, armazenamento de 24MB embutido e 16MB de memória.
Mede 121,3 por 52,9 por 13,4 mm e pesa 86,5 gramas e possui um display de 2,4 polegadas. Também tem Bluetooth e possui um MP3 player
Os dois novos modelos da Nokia estarão disponíveis para venda já a partir do próximo mês de agosto.


Huawei lançou o Mate X com ecrã dobravel

Baterias de fluor com grande duração para breve


Há suspeita de que o Facebook escuta os seus utilizadores usando o aplicativo


Fonte//ZDnet









quarta-feira, 31 de julho de 2019

Super-Terra recém-descoberta pode ser habitável


Os astrónomos encontraram mais um exoplaneta , desta vez uma "Super-Terra" próxima, que pode ter vida tal  como a conhecemos. 
O planeta foi descoberto, no início deste ano, recorrendo ao Transition Exoplanet Survey Satellite (TESS) da NASA na constelação de Hydra, a cerca de 31 anos-luz da Terra, de acordo com um comunicado da NASA . (Um ano-luz é a distância que a luz percorre num ano, cerca de  10 triliões de quilómetros.)


Photo NASA

NASA abrirá Estação Espacial Internacional ao turismo espacial



Julga-se que o exoplaneta, chamado GJ 357 d, tenha cerca de duas vezes o tamanho da Terra e seis vezes a sua massa. Localizado na borda externa da "zona habitável" de sua estrela hospedeira, os cientistas acreditam que esta super-Terra possa ter água na superfície.
"Se o planeta tiver uma atmosfera densa, que levará estudos futuros para determinar, ele poderia reter calor suficiente para aquecer o planeta e permitir a entrada de água líquida na sua superfície", afirmou Diana Kossakowski, investigadora do Instituto Max Planck de Astronomia em Heidelberg. Alemanha, e coautora do estudo recente.





O planeta potencialmente habitável e mais dois vizinhos foram encontrados orbitando uma estrela anã, com cerca de um terço do tamanho e da massa do nosso próprio sol e 40% mais frio. A TESS notou que a luz que vem desta pequena estrela escurece levemente a cada 3,9 dias, uma pista de que um exoplaneta pode estar passando entre a estrela e a terra, na sua orbita.
 Esse planeta é GJ 357 b, uma "Terra quente" que orbita 11 vezes mais perto a sua estrela hospedeira do que Mercúrio orbita o  sol e provavelmente tem uma temperatura de superfície de cerca de 490 graus Fahrenheit (254 graus Celsius)
Mas o planeta vizinho possivelmente habitável de GJ 357 d, sacou-lhe o lugar. Outras observações mostraram que o GJ 357 d orbita sua estrela a cada 55,7 dias a uma distância de cerca de um quinto da distância da Terra em relação ao Sol, e poderia ter condições semelhantes à da Terra, de acordo com uma declaração da Universidade de Cornell.


Photo NASA


Sonda movida a vapor poderia explorar o espaço para sempre


"Nós construímos os primeiros modelos para perceber como poderia ser este novo mundo", disse Jack Madden, doutorando em Cornell e co-autor do estudo, num comunicado. " Saber que pode existir água líquida na superfície deste planeta motiva os cientistas a encontrar maneiras de detetar sinais de vida."
 O outro planeta no sistema, GJ 357 c, é tem pelo menos 3,4 vezes mais massa que a Terra e orbita a estrela a cada 9,1 dias. GJ 357 c provavelmente tem uma temperatura de superfície de cerca de 260 Fahrenheit (127 C), disseram os funcionários da NASA.
A equipa espera em breve poder procurar sinais de vida no exoplaneta com futuros telescópios.




Um asteróide aproximou-se da Terra e quase não o via-mos

Naves espaciais com motor de fusão podem estar para breve


O estudo foi publicado em 31 de julho na revista Astronomyand Astrophysic

Fonte//Space








terça-feira, 30 de julho de 2019

Novo submarino autónomo, pode mudar a configuração


O Aquanaut é um novo robô autônomo e parece ter saído do filme dos Tranformers.
O robô pode mudar de forma entre uma forma humanoide tipo sereia e uma forma submarina, de acordo com o IEEE Spectrum.
Isso o torna mais adequado para reparações a grandes profundidades, outras tarefas que outros robôs podem realizar e que são muito perigosos para mergulhadores.




Photo Futurism

Noruega inspeciona submarino soviético naufragado há 30 anos


Evan Ackerman, do IEEE Spectrum , observou Aquanaut durante um teste numa gigantesca piscina que a NASA usa para simular microgravidade para astronautas em treino, tendo observado a forma como o submarino autônomo abriu o seu chassi externo para revelar dois braços semelhantes a garras.











Por enquanto, o robô está limitado a testes de piscina, segundo o IEEE Spectrum. Mas, depois disso, haverá experiencias no oceano e, em seguida, a implantação ativa, onde se espera que opere sem prolemas em águas profundas em trabalhos para plataformas de extração de petróleo e gás.
O acesso à piscina da NASA é cortesia das cerca de duas dúzias de ex-funcionários da NASA que atualmente trabalham na Houston Mechatronics, Inc, empresa que desenvolve o Aquanaut.
“A NASA ajuda a colocar robôs em locais remotos e fazer com que eles façam trabalho útil em ambientes difíceis e desempenhando bem o seu trabalho offshore.”, disse o co-fundador da HMI, Nic Radford, ao IEEE Spectrum.

A China está construindo drones submarinos para defender mar do Sul da China




Fonte//Futurism










Um asteróide aproximou-se da Terra e quase não o via-mos

Os investigadores do Royal Institution of Australia, uma organização científica australiana sem fins lucrativos, informaram que um asteróide com grande potencial destrutivo, passou muito perto da Terra quase despercebido.
Nomeado Asteróide 2019 OK, tem um diâmetro entre os 57 e os 130 metros e passou a uma distância de aproximadamente 73.000 quilómetros da Terra, menos de um quinto da distância até a lua.



Photo Pixabay

Asteroide pode provocar 'inverno cósmico' na Terra


Francamente, é muito preocupante. Não se trata de um filme de Hollywood. É um perigo real. Seria como uma explosão de uma bomba nuclear muito grande”, esclareceu Alan Duffy, principal investigador do instituto australiano.
É provavelmente o maior asteróide a passar tão perto da Terra em muitos anos”, complementou Michael Brown, astrónomo e professor da Universidade Monash, ao The Post.
O asteróide foi detetado na semana passada por duas equipes de astronomia diferentes, uma no Brasil e outra nos EUA.
Os astrónomos não identificaram o objeto, de um tipo conhecido como “assassino de cidades”,  até estar já muito perto da Terra, deslocando-se a cerca de 61 vezes a velocidade de um jato comercial.
Os dados sobre seu tamanho e órbita só foram compilados algumas horas antes de ele passar pelo planeta.





Comparativamente, o incidente com meteoro de 2013 em Chelyabinsk, na Rússia, tinha apenas 20 metros de diâmetro e explodiu com mais energia do que uma arma nuclear. Por que não o detetamos antes? Como deixamos um asteroide tão grande quase passar despercebido?
Justamente por causa do seu tamanho e órbita. Embora seja grande, o Asteróide 2019 OK não é do tamanho da asteróide que causou a extinção dos dinossauros. Objetos deste tipo são detetados 90% das vezes pelas instituições científicas.
Além disso, o asteróide tem uma órbita muito elíptica. Segundo Brown, ele passou bem além da órbita de Marte, quase na órbita de Vénus, de forma que ficou difícil deteta-lo.
Por fim, há a questão da velocidade. O asteróide viajava a 24 quilómetros por segundo. As rochas espaciais detetadas recentemente possuíam velocidades entre 4 e 19 quilómetros por segundo.



Photo Pixabay

Todos os dias 17 meteoros atingem a Terra


Segundo os astrónomos, essa deteção tardia serve para nos avisar da ameaça real que asteroides podem representar para a Terra. Se tivesse nos atingido, teria sem dúvida resultados devastadores.
Embora as hipóteses de um grande asteróide destruir uma cidade inteira sejam reduzidas, Brown afirma que vale a pena investir em recursos para a deteção e prevenção deste tipo de objetos. O Asteróide 2019 OK prova que existem outros por aí potencialmente perigosos dos quais não temos conhecimento, que podem se aproximar da Terra sem aviso prévio.
De acordo com o The Washington Post, os astrónomos estão desenvolvendo pelo menos duas abordagens para tentar desviar asteróides possivelmente perigosos para o planeta.
Duffy explicou que uma das estratégias envolve empurrar o asteróide lentamente para longe da Terra, e a outra, chamada de trator de gravidade, usa a gravidade de uma nave para desviar o objeto, mas tem que ser  detetado a tempo


O que acontecerá se um asteroide atingir a Terra





Fonte//Futurism TheWashingtonPost








segunda-feira, 29 de julho de 2019

Hoje esgotam-se os recursos naturais do planeta para 2019


No dia 29 de Julho, atingimos um limite alarmante. Esta data marca o Dia da Sobrevivência da Terra, o ponto a cada ano em que a humanidade começa a consumir os recursos naturais do mundo mais rapidamente do que eles podem ser repostos.
Levamos apenas 209 dias para consumir um ano inteiro de recursos, de alimentos e madeira a terra e carbono. Estamos usando a natureza 1,75 vezes mais rápido do que ela pode recuperar.


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O colapso da camada de gelo da Antártida pode ser evitado


Esses números mais recentes vêm da Global Footprint Network, uma organização internacional sem fins lucrativos que calcula nosso consumo ecológico anual e a data em que o excedemos. Depois de rompermos esse limite, começamos a devorar recursos a uma taxa insustentável.
"É um esquema de pirâmide", disse Mathis Wackernagel, CEO e fundador da Global Footprint Network. "Depende de usar mais e mais do futuro para pagar o presente".
É como estar em dívida financeira, e é muito difícil de recuperar. "Não há nada que impulsione a economia se usarmos demais nossos recursos", disse ele, "porque toda atividade econômica depende do capital natural e, sem isso, não vai funcionar".
O peso dessa dívida ecológica está ficando mais pesado. Começamos a consumir recursos excedentes nos anos 70 e, desde então, tem piorado progressivamente. Nos últimos 20 anos, o Earth Overshoot Day avançou mais de dois meses. E este ano, cai na data mais antiga ainda. Para consumirmos de forma sustentável, precisaríamos dos recursos de 1,75 Terras.





Derrubam-se as florestas num ritmo alarmante para fornecer madeira e terrenos limpos para a agricultura. A cada minuto desmata-se uma área equivalente a dois campos de futebol na floresta amazônica. Estamos super explorando os recursos hídricos para a indústria e a agricultura, e para fornecer água potável para cidades em constante expansão. E nosso vício em combustíveis fósseis significa que estamos produzindo emissões de carbono em níveis que nos levarão ainda mais longe nas perigosas subidas de temperatura.
Os incêndios florestais são cada vez mais frequentes e mais devastadores. Em todo o mundo grandes cidades lutam contra a falta de agua segundo um relatório sobre biodiversidade da ONU, publicado em maio, 1 milhão de espécies podem se extinguir graças a ações humanas.


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9000 km de algas no Atlântico ameaçam a vida marinha


Embora as consequências atinjam mais as nações mais pobres, são as populações de nações mais ricas, as que mais recursos consomem e as que vivem além de suas possibilidades, isto de acordo com a Global Footprint Network. Se todos vivessem como os habitantes dos Estados Unidos, por exemplo, precisaríamos de cinco Terras a fornecer esses recursos, e contrastando, se todos consumíssemos recursos como a Índia, precisaríamos apenas de sete décimos do nosso planeta para atender às nossas necessidades.
Precisamos investir num futuro onde a próxima geração, possa prosperar. Existem soluções possíveis, mas parece não querermos isso…..

“Apartheid Climático” é iminente. Apenas os ricos sobreviverão.


Fonte//Huffpost









Nova tecnologia permite que um motorista conduza dois camiões

 No recente Automated Vehicle Symposium em Orlando, na Flórida, a startup de Silicon Valley revelou o Automated Following, um novo sistema que permite a um camião um grau extraordinário de autonomia, tendo sido projetado para copiar a condução do motorista.  O sistema Automated Following funciona duplicando as instruções de direção e travagem de um segundo camião conduzido por um ser humano, criando um “comboio” de dois veículos.



Photo Futurism

Grandes camiões da Nikola Motor movidos a hidrogénio



Foi adotada uma abordagem diferente para a introdução comercial de automatização em veículos da classe 8”, disse o CEO Josh Switkes no lançamento. “Os condutores são o melhor sistema de condução do mundo e aproveitamos isso para permitir que os motoristas de hoje sejam mais produtivos, conduzindo não um, mas dois camiões em simultâneo, sendo o segundo automatizado”.





Esta tecnologia tem o potencial de fazer com que as empresas proprietárias de camiões economizem muito dinheiro, permitindo reduzir o custo do combustível, além de diminuir congestionamentos, emissões de carbono e acidentes



Hidrogénio, o combustível do futuro energético limpo e seguro



 Fonte// Futurism








domingo, 28 de julho de 2019

Hidrogénio, o combustível do futuro energético limpo e seguro


Agência Internacional de Energia afirma que o hidrogénio é a chave para o futuro energético limpo e seguro. O mundo está perante uma importante oportunidade para aproveitar o grande potencial do hidrogénio para se tornar numa grande parte fundamental de um futuro energético mais sustentável e seguro, defendeu a Agência Internacional de Energia num relatório recente.



Photo EuroNwes


Fatih Birol, diretor executivo da AIE e Hiroshige Seko, ministro da Economia, Comércio e Industria do Japão, deram a conhecer o relatório “O futuro do hidrogénio: aproveitar as oportunidades de hoje”, sendo que atualmente o hidrogénio limpo tem um forte apoio dos governos e das empresas de todo o mundo, estando vários projetos em rápida expansão.


O hidrogénio pode ajudar a enfrentar vários desafios energéticos:

Ajudar a armazenar a produção variável de fontes renováveis como a solar fotovoltaica e a eólica, satisfazendo as necessidades de procura.
Oferece outras formas de acabar com os combustíveis fosseis em vários setores, como o transporte a longas distâncias, produtos químicos, o ferro e o aço, onde dificilmente se conseguem reduzir as emissões de CO2.
Melhorar a qualidade do ar e fortalecer a segurança energética.






 Mas como produzir o hidrogénio?

São vários os combustíveis através dos quais se pode produzir hidrogénio, como energias renováveis, energia nuclear, gás natural, carvão e petróleo.
Este pode ser transportado na forma de gás, através de gasodutos, ou liquefeito em navios, tal como o gás natural liquido.
Pode ainda ser transformado em eletricidade e metano para alimentar a indústria e rações, combustível para carros, camiões, barcos e aviões.

Este desenvolvimento e aposta no hidrogénio deve-se a um impulso sem precedentes, especialmente dos governos que importam e exportam energia, bem como pela indústria das energias renováveis, serviços públicos de eletricidade e gás, fabricantes de automóveis, empresas petrolíferas, principais empresas de tecnologia e grandes cidades.
O mundo não deve perder esta oportunidade de integrar o hidrogénio como parte fundamental do nosso futuro energético limpo e seguro!
Como aproveitar este impulso?
São 7 as recomendações da Agência Internacional da Energia para ajudar os governos, empresas e outros interessados em expandir os seus projetos de hidrogénio por todo o mundo. Essas recomendações incluem 4 áreas onde as ações de hoje podem ajudar a delinear as bases para o crescimento de uma indústria global de hidrogénio limpo nos próximos anos:

Fazer dos portos industriais centros nevrálgicos para ampliar o uso de hidrogénio limpo
Aproveitar as infraestruturas existentes, como as tubagens de gás natural
Expandir o uso de hidrogénio no transporte, nomeadamente automóveis, camiões, autocarros que fazem sempre as mesmas rotas chave
Lançar rotas marítimas internacionais para comercializar hidrogénio.





O futuro dos automóveis não será elétrico mas sim a hidrogénio


 Desafios do hidrogénio

O relatório indica ainda que o hidrogénio enfrenta grandes desafios.
A produção de hidrogénio a partir de energia com baixo teor de CO2 é cara, e o desenvolvimento das infraestruturas de hidrogénio é lenta, o que atrasa a sua adoção global. Sendo que há também limitações regulamentares que limitam esse desenvolvimento da industria do hidrogénio limpo.
Atualmente, o hidrogénio já é usado a uma escala industrial, mas é fornecido praticamente todo com recurso a gás natural e carvão. A sua produção, principalmente por indústrias químicas e refinarias, é responsável pela libertação para a atmosfera de 830 milhões de toneladas de CO2 por ano. Sendo esse valor equivalente às emissões anuais de carbono do Reino Unido e Indonésia juntos.
Produzir hidrogénio mais limpo é um grande desafio, mas também uma grande oportunidade. Uma das abordagens passa por capturar e armazenar ou usar o CO2 libertado da produção de hidrogénio a partir dos combustíveis fosseis. Atualmente há várias fábricas que se dedicam a este processo, e há mais em desenvolvimento, mas para um impacto significativo, há que aumentar o número dessas fábricas exponencialmente!





Outra abordagem passa pelas indústrias assegurarem um maior fornecimento de hidrogénio a partir de eletricidade limpa. Nas últimas duas décadas, tiveram início mais de 200 projetos para converter a eletricidade e água em hidrogénio para reduzir as emissões de CO2 para a atmosfera, provenientes do transporte, uso de gás natural e dos setores industriais, ou para apoiar a integração das energias renováveis no sistema energético.

Outro desafio importante é aumentar o uso de hidrogénio limpo em outros setores, como automóveis, camiões, edifícios de aço e aquecimento. Atualmente há já quase 11200 automóveis movidos a hidrogénio por todo o mundo. Os Governos pretendem aumentar este número para 2,5 milhões até 2030. Para isso os responsáveis políticos devem garantir que haja condições no mercado bem-adaptadas para alcançar esses objetivos tão ambiciosos.

Os recentes êxitos da energia solar fotovoltaica, energia eólica, baterias e veículos elétricos, são prova dada de como as politicas e inovações tecnologias tem poder de construir indústrias globais de energia limpa!

Hidrogénio, vantagens e desvantagens


Fonte//PortalEnergia








Descoberto planeta com três sois a 22.5 anos-luz da Terra


Os astrónomos encontraram um planeta com três sóis, que foi batizado de LTT 1445Ab. Os dados foram recolhidos pela Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS) da NASA. O LTT 1445Ab orbita apenas uma das três estrelas, todas anãs vermelhas, já na segunda metade de suas vidas. O sistema está a cerca de 22,5 anos-luz da Terra.


                                            A representação artística da vista da superfície de uma lua de um gigante de gás e três sóis.                                                                                                                                       Photo: © NASA / JPL-Caltech

Nasa divulga video com os exoplanetas descobertos





"Na superfície do planeta, vê-se três sóis no céu, mas dois deles estão bem distantes e têm uma aparência pequena", disse a co-autora Jennifer Winters, astrônoma do Harvard-Smithsonian Center for Astrofísica, disse à New Scientist . "Eles são como dois olhos vermelhos e sinistros no céu.”
A partir dos dados da TESS, os cientistas pensam que o planeta é rochoso, e cerca de um terço maior que a Terra e tem, no máximo, 8 vezes mais massa que o nosso planeta. É muito quente, com a temperatura á superfície, a rondar os 320 graus Fahrenheit (160 graus Celsius), demorando 5 dias a circundar uma estrela do trigémeo.




Os cientistas ainda não caracterizaram a sua atmosfera, mas poderão fazê-lo em breve. Como as estrelas em questão são anãs vermelhas, que estão razoavelmente próximas da Terra, e como o sistema está organizado de modo que o planeta passe entre as estrelas e a Terra, os cientistas podem realmente verificar os gases que cercam o planeta usando os telescópios na terra.
Este é um dos objetivos para que a TESS foi planeada. O instrumento, que está na metade da sua pesquisa inicial de dois anos, procura por planetas localizados em volta de estrelas brilhantes e próximas, os alvos perfeitos para os instrumentos posteriores os analisarem.

Nasa divulga video com os exoplanetas descobertos


Fonte//Space