sábado, 18 de maio de 2019

Novo reator nuclear elimina resíduos radioativos


Sem resíduos radioativos e sem risco de acidentes, como os de Chernobyl ou Fukushima, é o que os investigadores que estão a desenvolver o "reator de fluido duplo" (DFR) prometem. O DFR, em vez de varetas de combustível, utiliza combustível líquido radioativo, que, em caso de emergência, se um reator superaquecer, o líquido combustível passará para os tanques de armazenamento.
Todos pensaram que a energia nuclear não teria futuro ao analisar os acidentes em centrais nucleares em Chernobyl ou Fukushima, e sobretudo tendo em conta as dificuldades associadas aos resíduos que permanecem radioativos por milhares de anos.



Photo SputnikNews

Cientistas afirmam que só há uma saida: Energia Nuclear



Mas e se o núcleo do reator não pudesse derreter e as terríveis consequências disso pudessem ser excluídas? Se o reator não produzir produtos de fissão perigosos de longa duração? A resposta pode ter um nome, "reator de fluido duplo" (DFR), projetado pelo Instituto de Física do Estado Sólido de Berlim
"O núcleo do nosso reator não pode derreter porque o combustível já está derretido", disse o físico nuclear Goetz Ruprecht, que participou do desenvolvimento de um reator de fluido duplo. Segundo ele, o combustível será sais radioativos ou metais radioativos.
Ao contrário dos bem conhecidos reatores de sal fundido, emprega dois ciclos de líquidos separados no núcleo do reator. Num deles, circula combustível radioativo, e no outro, chumbo derretido, que absorve o calor do combustível e o transporta do núcleo.




Para uma transferência de calor particularmente eficiente, ambos os fluidos se movem paralelamente uns aos outros em cerca de 10.000 tubos. As transferências de chumbo aquecem ainda mais o próximo ciclo de hidrogênio ou carbono, e este último, aciona uma turbina que produz eletricidade.
Também é mostrado no gráfico, outro ciclo no qual elementos circulam e atuam como uma espécie de pré-aquecedor principal. Isso indica que, esse novo tipo de reator é criado com o objetivo de eliminar os resíduos.
"Os resíduos de  convencionais, e com enorme durabilidade, ocorrem, devido à combustão incompleta", explicou Ruprecht. "Isso é uma relíquia dos tempos de uso militar, quando, infelizmente, as decisões foram tomadas em favor do combustível nuclear sólido. As razões para isso eram estratégicas porque os primeiros reatores de água pressurizada eram usados ​​em submarinos. Os elementos combustíveis, que eram usados em submarinos, foram produzidos em terra ".

Para os militares, essa opção era muito prática, mas os elementos de combustível não eram utilizados na indústria civil por causa de sua extrema ineficiência, observou o especialista. Para especificar, ele comparou esse processo com um forno de carvão no qual o carvão é produzido a partir de madeira.
No reator, figurativamente falando, o calor da madeira, transformado em carvão, seria usado, enquanto o carvão seria jogado fora. "Somente 5% do combustível dos elementos combustíveis é usado, e o restante do material, que pode ser convertido com sucesso em produtos de fissão, mas não num reator desse tipo
O princípio da circulação resolve esse problema. Durante cada ciclo, a mistura é preparada e limpa dos produtos de decomposição. Em seguida, os materiais que não são queimados são enviados para um novo ciclo. O princípio, que usa a separação de dois ciclos, é comparável ao funcionamento de uma instalação de filtragem."Como resultado do uso a longo prazo, o material é quase 100% queimado", disse o cientista nuclear.


Photo Pixabay

Bill Gates exige energia nuclear



O combustível pode ser usado até 20 vezes e, portanto, a quantidade de resíduos pode ser bastante reduzida. Além disso, os resíduos de centrais nucleares antigas também podem ser usados ​​num reator de duplo combustível. Claro, depois de muitos ciclos, os nuclidos de longa duração permanecem, mas, há um armazenamento intermediário no reator de fluido duplo, onde eles podem permanecer durante 300 anos no máximo, em vez das centenas de milhares de anos necessários para o armazenamento de barras de combustível irradiado.
"Apenas produtos de fissão permanecem, cuja radioatividade fica abaixo da do urânio natural e ocorre após 300 anos", explicou Ruprecht.
Se um reator superaquecer, há uma solução muito simples: o sal superaquecido dissolverá os plugues de fusão e o combustível líquido fluirá para os tanques de armazenamento, onde arrefecerá até atingir uma temperatura segura, podendo ser novamente carregado para um novo ciclo, se necessário. Os tubos devem ser feitos do material mais resistente à corrosão para processar ácidos tóxicos. Idealmente, esses tubos devem durar até 60 anos, no pior dos casos, devem ser substituídos a cada 20 anos.







Dado o pequeno tamanho do reator (cerca de três metros de diâmetro), não haverá consumo excessivo de materiais. O núcleo do reator em si é bastante caro para produzir, mas elimina a necessidade de reforma, equipamentos de segurança complexos e processamento dos resíduos, pelo que devem economizar muito dinheiro após a sua construção. 
Além disso, após a separação dos produtos de fissão, metais preciosos, bem como isótopos radioativos que podem ser usados ​​para medicina nuclear, podem ser recuperados. Por exemplo, espera-se que um DFR produza 300 gramas de molibdênio-99 por ano, o que excederia a procura atual em quatro vezes.


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Futuro da energia nuclear, mais barato e mais seguro



Segundo Ruprecht, as pessoas não conseguirão fugir ao uso da energia nuclear. "Porque apenas as energias renováveis só por si não conseguirão melhorar a situação climática. Isso é um fato físico, é impossível construir centrais de energia renovável que suportem com capacidade para isso
Os recursos naturais, segundo o especialista, estarão esgotados mais cedo ou mais tarde, e apenas as nucleares permanecerão. "Existem recursos suficientes para isso. Pode-se cavar mais fundo para extrair o urânio do solo ou extraí-lo da água do mar". Assim, será possível satisfazer as necessidades da humanidade por milhões de anos.
Mais financiamento e pesquisa em segurança, no entanto, serão necessários para um maior desenvolvimento. Levará cerca de dez anos para construir o primeiro reator desse tipo, segundo Ruprecht. Vai custar cerca de dez mil milhões de euros. Existem patentes para esse tipo de reator no Japão, e na Europa e, desde o ano passado, também na Rússia.


“Sol artificial” será concluído este ano na China


Cientistas mais perto da fusão nuclear

Fonte//SuptnikNews





sexta-feira, 17 de maio de 2019

Táxi aéreo elétrico de cinco lugares fez voo inaugural em Munique

A startup alemã Lilium realizou o voo inaugural do seu táxi aéreo totalmente elétrico, um tiltjet VTOL de cinco lugares capaz de percorrer 300 km em 60 minutos.
Conhecido como o Lilium Jet, o protótipo da aeronave é alimentado por 36 motores a jato elétricos. As alas principais abrigam 24 motores, enquanto os 12 restantes ficam alojados num banco de asa menor na frente do avião. Tem uma potência máxima de 2.000 HP que pode ser principalmente usada para a decolagem e pouso, mas a Lilium diz que em voo necessita de menos de 10% dessa potencia. O táxi aéreo não tem cauda, ​​leme, ou hélices, e tem apenas uma parte móvel em cada motor.




Boeing fez voo teste com o seu carro voador

Fundada em Munique em 2015, a Lilium tem mais de US $ 100 milhões em capital de risco. Em 2017, apresentou uma aeronave VTOL elétrica de dois lugares que serviu de prova de conceito para o jato Lilium. Após os testes, o seu voo inaugural em Munique em 04 Maio foi controlado remotamente. Neste primeiro teste o veículo pairou no local a poucos metros do chão, com o voo de transição e o teste de voo cruzeiro. Com um alcance projetado de 300 km, o táxi aéreo será quatro vezes mais rápido que um táxi terrestre, ainda que com preços um pouco superiores, segundo seus criadores.




"Hoje estamos dando mais um grande passo para tornar a mobilidade aérea urbana uma realidade", disse Daniel Wiegand, co-fundador e CEO da Lilium. “Em menos de dois anos, conseguimos projetar, construir e ter sucesso no voo, uma aeronave que servirá como modelo para a produção em massa. Passar de dois para cinco lugares foi sempre a nossa ambição, pois nos permite transportar muitos mais passageiros. Ter cinco lugares ocupados oferece uma economia de escala que simplesmente não se consegue alcançar com dois ”.



A Lilium está impulsionando um cronograma agressivo para a introdução de seu serviço de táxi aéreo, dizendo que espera estar totalmente operacional em várias cidades em todo do mundo até 2025. Resta saber se as regulamentações quanto ao uso do espaço aéreo permitirão a essa meta ambiciosa, mas com concorrentes como o Uber também investindo muito no setor, os táxis aéreos poderão em breve se tornar uma característica dos centros urbanos.


Fonte//Theengineer



quinta-feira, 16 de maio de 2019

Haumea, o planeta anão deformado


A Via Láctea tem realmente mistérios á espera de serem desvendados e a cada descoberta, mais surpreendidos ficamos. 
A 43,3 UA do Sol, ou seja, pouco mais do que fazer o trajeto Terra Sol 43 vezes existe Hauema, antes chamado de 2003 EL61. Este é um planeta anão tipo plutoide que vive no Cinturão de Kuiper e desperta muita curiosidade.


Ele possui dois satélites naturais, o Hi'iaka e o Namaka,e segundo teorias, estes satélites são destroços de uma antiga colisão que o teriam separado do planeta mãe. Este é o objeto astronômico que possui mais rotação do Sistema Solar, demorando apenas quatro horas para fazer o seu movimento completo em torno do seu eixo. Este fato faz com que ele pareça deformado, oval, muito parecido com uma bola de rugby.
O planeta também possui um albedo elevado que ocorre devido a formação de gelo cristalino na superfície. Acredita-se que Haumea seja o maior membro de uma família de destroços criados numa colisão.





O planeta foi descoberto em dezembro de 2004, porém só em 18 de setembro de 2008 que houve a confirmação de se tratar de um planeta anão, foi nesta ocasião que o batizaram de Hamea, uma homenagem a deusa havaiana do nascimento e fertilidade. Segundo conta a mitologia, Hamea tem o poder de renascer devido a seus inúmeros filhos e próprios rebentos e descendentes.
Foi descoberto todo um conjunto de corpos celestes no Cinturão de Kuiper que os investigadores da Caltech, Estados Unidos, acreditam ter propriedades orbitais muito parecidas com as de Haumea. 


A equipe de Michael Brown acredita que os fragmentos façam parte da camada de gelo do planeta-anão cuja massa é cerca de um terço da de Plutão. Esta grande família de rochas com órbitas e superfícies semelhantes já havia sido antes observada através da cintura de asteroides que fica entre Marte e Júpiter. Entretanto, esta é a primeira ocorrência conhecida de objetos oriundos de colisões registadas no Cinturão de Kuiper.
Em 21 de janeiro de 2017 foi observada uma ocultação estrelar que forma um anel ao redor de Haumea, sendo este o primeiro sistema de anéis descoberto num corpo além de Neptuno. Segundo os investigadores, o anel tem um raio de 2287 km, largura de 70 km. Sua ressonância é próxima de 3:1 com a rotação do planeta-anão, assim completando uma rotação enquanto Haumea faz três rotações.

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Os plásticos estão asfixiar os oceanos


As bactérias são muito importantes para a própria existência da vida na Terra. Através da fotossíntese, cianobactérias ajudaram a formar a nossa atmosfera há milhares de milhões de anos. 
Ainda hoje, 10% do oxigênio que respiramos vem de apenas um tipo de bactéria existente nos oceanos. E, como está a acontecer com todas as formas de vida na Terra, a intervenção humana está ameaçando estes seres. Testes de laboratório mostraram que essas bactérias que ajudam a produzir o oxigênio que respiramos são sensíveis à poluição plástica, de acordo com um estudo publicado na revista Communications Biology.


Photo Pixabay


Descobrimos que a exposição a produtos químicos provenientes da poluição do plástico interferiu no crescimento, fotossíntese e produção de oxigênio do Prochlorococcus, a bactéria fotossintética mais abundante do oceano”, diz Sasha Tetu, autora principal e pesquisadora da Universidade Macquarie, nos EUA, numa comunicação à imprensa.
Estima-se que a poluição por plástico cause mais de 13 mil milhões de dólares em prejuízos econômicos aos ecossistemas marinhos todos os anos, e a tendência é que o problema piore, de acordo com estimativas sobre a contaminação de plásticos no oceano até 2050. “Essa poluição pode libertar uma variedade de produtos químicos nos ambientes marinhos, mas ao contrário das ameaças que os animais sofrem ao ingerir ou se emaranhar em detritos plásticos, a ameaça que esses químicos representam para a vida marinha recebeu relativamente pouca atenção”, diz Lisa Moore, coautora do artigo.




Pensando nessa falta de estudos a respeito do potencial devastador dos elementos químicos que são depositados nos oceanos através do plástico, os investigadores analisaram os efeitos que esses produtos têm sobre a mais pequena forma de vida existente nos oceanos, as bactérias marinhas fotossintéticas. “Nós olhamos para um grupo de pequenas bactérias verdes chamadas Prochlorococcus, que é o organismo fotossintético mais abundante na Terra, com uma população global de cerca de três octilhões de indivíduos”, diz Sasha.
 Esses micróbios são os grandes responsáveis pela produção de hidratos de carbono e oxigênio no oceano através da fotossíntese. “Esses microrganismos minúsculos são fundamentais para a cadeia alimentar marinha, contribuem para o ciclo de carbono e são responsáveis ​​por até 10% da produção total de oxigênio”, diz Lisa, explicando a importância fundamental desses micróbios para a saúde dos oceanos. “Assim, uma em cada dez respirações que fazemos, o oxigénio provem pequenos seres, mas quase nada se sabe sobre como as bactérias marinhas, como o Prochlorococcus, reagem á poluição causada pelo Homem”.


Photo Futurism

Cientistas avisam que o oceano está ficando sem oxigênio


No laboratório, a equipe expôs duas linhagens de Prochlorococcus encontradas a diferentes profundidades do oceano a produtos químicos lixiviados de dois produtos plásticos comuns, sacolas de plástico cinza (feitas de polietileno de alta densidade) e esteiras de PVC. Eles descobriram que a exposição a esses produtos químicos prejudicava o crescimento e a função desses micróbios, incluindo a quantidade de oxigênio que eles produzem, além de alterar a expressão de um grande número de seus genes.





 Os dados mostram que a poluição por plásticos pode ter impactos generalizados sobre os ecossistemas, além dos efeitos conhecidos nos macro organismos, como aves marinhas e tartarugas. Se realmente quisermos entender o impacto total da poluição plástica no ambiente marinho e encontrar formas de mitigá-lo, precisamos considerar o seu impacto nos principais grupos microbianos, incluindo os micróbios fotossintéticos”, diz Sasha.
Este estudo revelou um novo e inesperado perigo da poluição por plásticos. Se a gestão de resíduos plásticos for deixada como está, as populações de prochlorococcus podem diminuir em alguns locais, o que poderia afetar os outros organismos que dependem de prochlorococcus para a alimentação. É possível que alguns prochlorococcus já estejam a ser afetados com os plásticos”, diz Moore em entrevista ao jornal inglês The Independent.


Photo Pixabay

Novo projeto pretende limpar o ar de Londres com algas e plantas microscópicas



A boa notícia é que ainda há tempo de mudar essa realidade. “Seriam necessárias várias décadas até que plástico se acumulasse nos oceanos em quantidade suficiente para afetar as populações de prochlorococcus em escala global”, diz Moore na mesma entrevista. Segundo as pesquisadoras, o próximo passo é a realização de testes de campo para continuar entendendo o impacto da poluição do plástico nos oceanos.



quarta-feira, 15 de maio de 2019

NASA esta desenvolvendo aviões elétricos com célula de hidrogenio


Os cientistas financiados pela NASA estão trabalhando no desenvolvimento de uma aeronave totalmente elétrica usando hidrogênio criogenicamente liquefeito.
Os cientistas da Universidade de Illinois conseguiram financiamento da NASA de US $ 6 milhões, ao longo de três anos, para desenvolver a tecnologia, segundo um comunicado de imprensa publicado pela universidade, tecnologia que pode, se o projeto se concretizar, revolucionar a indústria da aviação.


Photo Universidade de Illinois


O maior avião do mundo voou no sábado pela primeira vez



O hidrogênio aos poucos está se tornando um combustível economicamente viável, e a Europa está investindo em sistemas de produção de hidrogênio recorrendo á energia eólica. A Alemanha recentemente apresentou um comboio movido a hidrogênio.
Até agora, as células de hidrogênio não tinham a capacidade de energia necessária para alimentar um jato sem o tornar pesado demais. O arrefecimento criogênico do hidrogênio pode dar origem a células de combustível densas e compactas o suficiente para serem usadas na aviação, mas a tecnologia para alimentar um avião com elas ainda não existe é aí que é entra o financiamento da NASA.



"Os avanços nos últimos anos em máquinas não-criogênicas colocaram a propulsão elétrica aos jatos comerciais regionais mais perto da realidade, mas os sistemas criogênicos totalmente funcionais continuam a ser o 'santo graal' para grandes aeronaves por causa de sua necessidade de potência e eficiência", afirmou o engenheiro elétrico Kiruba Haran no comunicado de imprensa. “As parcerias que foram estabelecidas para este projeto posicionam-nos num ótimo estado para abordar os obstáculos técnicos significativos que existem neste percurso.”


Engenheiros do MIT e da NASA demonstram um novo tipo de asa de avião




Fonte//Futurism





Cientista limpa lago usando nanotecnologia


O cientista Marino Morikawa deu início a um ambicioso projeto em prol do meio ambiente.
 O que ele fez? Realizou a despoluição da lagoa El Cascajo, no Peru, que havia sido transformada em depósito ilegal de lixo.



                                                                          Photo by lettera22 is licensed under CC BY-NC 2.0

Investigadores criaram blocos de 1.7 t que podem ser movimentados sem equipamentos



Após realizar análise aquática da região e contar com a ajuda da comunidade para trabalhos manuais de retirada de resíduos, Morikawa apostou na ciência e, usando a nanotecnologia, criou bombas e biofiltros que despoluíram a lagoa em apenas 2 meses.





Mas como a nanotecnologia é capaz de ajudar o meio ambiente?
Para colocar o projeto em prática, o cientista inventou um dispositivo que gera nanobolhas, invisíveis a olho nu, que capturam e eliminam as bactérias que poluem a água. Sua experiência ganhou destaque até em palestras do TEDx Talks, que pode ver no vídeo.





Futuro da energia nuclear, mais barato e mais seguro


A redução de contaminantes e matéria orgânica que retiravam o oxigênio da água da lagoa foi tão drástica que, em sete meses, peixes e aves já começaram a voltar ao local.
Os próximos objetivos do cientista, de acordo com reportagem do site Portal Amazônia, são o lago Titicaca e a lagoa Huacachina. No momento, ele já conta com o apoio do governo peruano e de voluntários motivados pelos resultados da lagoa El Cascajo.

Drones podem recuperar paisagens degradadas






terça-feira, 14 de maio de 2019

Asteroide pode provocar 'inverno cósmico' na Terra


A NASA alertou para a possibilidade de um asteroide causar um “inverno cósmico” ao cair na Terra. O aviso da agência espacial norte-americana surge na sequência de um novo documentário científico sobre estas rochas espaciais.
Os asteroides são corpos rochosos que, por norma, se localizam no interior do Sistema Solar em orbita do Sol. São muitos milhões os asteroides que andam livremente no Espaço, e as suas colisões, conhecidas como eventos de impacto, foram importantes na formação de muitos planetas.



Photo Pixabay

Pela segunda vez na história, uma nave espacial terrestre aterra num asteróide


Um impacto destes na Terra, pode ter efeitos devastadores para a humanidade e para o planeta. Muitos são os cientistas que acreditam, por exemplo, que terá sido um asteroide a causa da extinção dos dinossauros, há cerca de 66 milhões de anos.
Este novo documentário da norte-americana Spacefiles aborda uma teoria que sustenta que, se a Terra seja atingida por um asteroide, pode repetir-se o cenário que terá ocorrido aquando a extinção dos dinossauros.
Existem uma enorme quantidade de asteroides com potencial para atingir o nosso planeta no cinturão de asteroides, e o responsável pelo “inverno cósmico” pode ser um que parta daí, de acordo com o documentário. Ocasionalmente, ocorrem colisões entre os asteroides no cinturão e, na sequência destas colisões, alguns fragmentos podem ser projetados para órbitas que, por sua vez, podem levar os fragmentos para perto de Marte.




Já próximos do Planeta Vermelho, os asteroides podem mudar a trajetória e entrar na órbita terrestre, e já muitos corpos rochosos, maiores ou menores, já colidiram com a Terra desta forma.
Há 60 milhões de anos, um asteroide terá atingido a Península de Yucatan, no México, dando origem a um inverno cósmico e uma extinção massiva.
O inverno cósmico, que o documentário argumenta que pode ocorrer na Terra, significa que o impacto de um asteroide poderia eliminar todas as formas de vida, fazendo o planeta mergulhar num ambiente de frio e escuridão, segundo notícia do Daily Express.
O documentário refere, que mesmo um asteroide de pequenas dimensões, poderia ter consequências desastrosas. Quando o céu ficar finalmente limpo, dois terços de todas as espécies terão desaparecido da Terra.


Photo Pixabay

Asteróide Oumuamua pode ser nave espacial


A NASA tem reunido esforços para traçar um plano de defesa planetária caso um asteroide venha a colidir com a Terra. A agência espacial, que no fim de abril levou a cabo mais uma série de exercícios e simulações, que estar bem preparada e saber o que fazer.
Gostaríamos de estar preparados. Enquanto a Terra está a salvo de todos os asteroides conhecidos, esta semana estamos a reunir os nossos parceiros para defenir o que teremos que fazer numa situação diferente”, afirmou a NASA.




O que acontecerá se um asteroide atingir a Terra






Fonte//SputnikNews





segunda-feira, 13 de maio de 2019

Investigadores criaram blocos de 1.7 t que podem ser movimentados sem equipamentos

As sociedades antigas construíram estruturas gigantescas como o Stonehenge na Inglaterra ou as Cabeças da Ilha de Páscoa, numa época não havia guindastes ou camiões para transportar essas grandes pedras.
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA) desenvolveram designs que dão maior suporte à teoria de que essas peças eram deslocadas sem grande esforço até ao seu local final.
Na experiencia, produziram estruturas gigantes de betão com mais de 1.7 toneladas que podem ser movimentadas, manobradas, roladas, posicionadas e giradas à mão, sem a ajuda de qualquer equipamento extra.



Gif Vimeo


Puma Punku um dos grandes mistérios da antiguidade



O projeto aconteceu com a participação de duas empresas além da universidade, a Matter Desing e  CEMEX, que projetaram e criaram os grande blocos de concreto que podem ser montados como se fossem blocos de brinquedo.
Os blocos foram chamados de Unidades Maciças de Alvenaria, ou pela sigla em inglês MMU. Eles foram feitos de concreto com densidades diferentes para permitir o controlo sobre os diferentes centros de gravidade que ele adquiria conforme era movido, além de estabilidade e equilíbrio.




Apesar de parecerem ter formatos aleatórios, eles foram projetados pensando nos recursos de inter travamento, pontos de rotação, bordas arredondadas e chanfros. O resultado são blocos demasiado pesados para serem erguidos por uma pessoa, mas que podem ser balançados, girados, inclinados, rolados e deslocados de um ponto ao outro, com grande facilidade de precisão.
Apesar do enorme peso, esses blocos são duráveis e podem fazer parte da construção de estruturas maiores. A técnica, com ajuda de impressoras em 3D com concreto, poderia ser utilizada para construir em locais de difícil acesso para guindastes ou até em construções temporárias, como uma barreira contra inundações que pode ser montada pelos próprios moradores de uma região afetada por chuvas ou marés anormalmente altas.

O trabalho também mostra que é bastante possível que as 887 estátuas gigantescas de pedra espalhadas pela Ilha de Páscoa podem ter sido conduzidas até seus locais definitivos por pessoas, com a ajuda de cordas. Elas pesam entre 1 e 27 toneladas, dependendo do tamanho, e estão a cerca de 20km do local em que foram esculpidas.



Montanha da Antártida é considerada a "pirâmide mais antiga da Terra"



Fonte//Gizmodo



O que fez a Islândia para diminuir as alterações climáticas

No Acordo de Paris, quase todas as nações da Terra comprometeram-se a reduzir o aumento do aquecimento global a 1,5 grau Celsius, acima dos níveis pré-industriais até o ano 2100.
Os governos de todo mundo estão tentando alcançar suas próprias marcas através de várias medidas, mesmo não consiguindo manter as mudanças climáticas sob controlo.
 A Islândia, por exemplo, prometeu reduzir suas emissões de gases do efeito estufa em 40% até 2030. No entanto, suas emissões de carbono aumentaram em 2,2% de 2016 para 2017, segundo um relatório da Agência Ambiental do país. Culpam a aviação, que é essencial para a robusta economia do turismo do país, mas é responsável por um terço de suas emissões totais.




Photo GettyImages

A ONU perspetiva problemas ambientais, mas também há boas notícias



Mas a Islândia é extremamente atípica, pois mais da metade de toda a energia que produz vem de fontes geotérmicas. Assim, em resposta ao problema do carbono, alguns dos cientistas mais visionários do país tiraram proveito de seus recursos naturais para desenvolver um método relativamente radical para limpar o ar dessas emissões nocivas de CO2, e ao que parece, funciona.
Captura e Armazenamento de Carbono (CCS) é uma tecnologia promovida pelas Nações Unidas que pode capturar até 90 por cento das emissões de CO2 provenientes de fontes de combustíveis fósseis e enviá-las para um local de armazenamento subterrâneo, geralmente um antigo campo de petróleo e gás ou uma formação de aquíferos salinos, para que o C02 não entre na atmosfera da Terra.


Os cientistas e engenheiros da Islândia, ao lado de especialistas da França e dos Estados Unidos, têm trabalhado num projeto que aplica métodos CCS chamados CarbFix . Durante anos, eles trabalharam em Hellisheidi , uma enorme central geotérmica  num vulcão perto de Reykjavik. A central está construída sobre uma camada de rocha basáltica porosa formada por lava resfriada e, crucialmente, tem fácil acesso ao infinito abastecimento de água sob o vulcão.
Assim, a equipe da CarbFix decidiu usar o Hellisheidi como um campo de testes para o seu próprio conceito de CCS.








À medida que a central bombeia a água vulcânica para operar as turbinas que fornecem calor e eletricidade a Reykjavik, os cientistas capturam o CO2 emitido do vapor da central e condensa-o em estado liquido. Então, dissolvem-no em grandes quantidades de água. Esse processo, como afirma Edda Sif Aradottir, diretora de projetos da CarbFix , numa declaração à imprensa , é basicamente como se produz a água com gás.
A água é então canalizada para os poços próximos, onde os cientistas a injetam na rocha de basalto a 3.300 pés abaixo do solo. Quando a água atinge a rocha, ela preenche suas cavidades e começa a se solidificar, graças à reação química do CO2 que interage com o cálcio, o magnésio e o ferro, todos presentes no basalto.
Em pouco tempo, esse CO2 injetado mineraliza e permanece com segurança no subsolo para sempre.

Photo GettyImages

A ONU perspetiva problemas ambientais, mas também há boas notícias



No final de 2018, após vários anos de testes, a equipe da CarbFix havia injetado cerca de 43.000 toneladas de CO2 no solo. (Quadro de referência: os vulcões da Islândia produzem entre 1 e 2 milhões de toneladas de CO2 todos os anos.) A equipa diz que o projeto reduziu as emissões totais do Hellisheidi num terço, e seu método pode ser replicado em qualquer lugar, desde que uma fonte de CO2 esteja perto de uma fonte de água e formações de basalto.
Há uma desvantagem: esse processo requer muita água. Para cada tonelada de CO2 injetada, os cientistas da CarbFix precisam usar cerca de 25 toneladas de água. Mas, como diz Aradottir, "ganhamos muito ao nos livrarmos permanentemente de CO2 que, de outra forma, estaria na atmosfera".









Além disso, a CarbFix diz que a água pode ser circulada e reutilizada após o CO2 ter sido removido.
Naturalmente, a Islândia dessalinizou a água, o que não é fácil fazer em outros lugares da Terra, o que, por enquanto, dificulta bastante a adoção desse projeto noutros países, caso a equipe da CarbFix não possa adaptar o método à água salgada.
Mas o avanço da Islândia deveria ser um modelo para o resto do mundo, não um impedimento. Para que todos os países realmente combatam a mudança climática, eles precisam trabalhar com o que têm, assim como os engenheiros da Índia cobriram seus canais com painéis solares para economizar água e gerar energia. A mudança global começa no nível local.


Noruega recicla 97% das garrafas plásticas





Fonte//PopularMecanics





domingo, 12 de maio de 2019

Especialista em OVNIS alega a existência de base alienígena submersa


As águas profundas de nosso planeta poderiam dar muitas respostas intrigantes no que diz respeito á busca por vida extraterrestre. Cada vez mais entusiastas neste campo insistem que devemos procurar nos mares e grandes extensões de agua do nosso planeta,
Um autoproclamado especialista em OVNIs afirmou que existe uma "base alienígena subaquática" nas profundezas dos Grandes Lagos na América do Norte, fazendo referência a um fenómeno extraordinário capturado em foto e divulgado on-line.



Photo Maestroviejo

Por que não estabelecemos contato com civilizações alienígenas?


Um conjunto de fotos compartilhadas por Christine McNaughton (@chancesmommy) mostrou o sol circundado por quatro anéis avermelhados parecidos com um arco-íris quando se ponha, iluminando os céus em volta.
 “O que nossos olhos viram foi ainda mais espetacular do que o que está na foto”, Christine respondeu a um dos comentários abaixo de seu post, acrescentando que a câmara “não fez os efeitos”.





O internauta Scott C. Waring prontamente reagiu às fotos, argumentando que o fenômeno visual poderia ter sido possível por vários fatores, e principalmente por "alienígenas" que supostamente causaram um fenómeno de extrema energia sobre o lago", de acordo com um artigo.
Ele expressou um ponto de vista de que, embora aparentemente não seja devido a uma bomba atômica da Segunda Guerra Mundial, cuja explosão teria sido vista de muitos locais, a visão extraordinária poderia ser um OVNI enorme erguendo-se do lago. Waring especificou que o gigantesco OVNI estaria submerso até o pôr-do-sol, altura em que poderia deixar seu esconderijo sem ser notado.


Imagem Twitter


OVNIs podem ser máquinas do tempo vindas do futuro



Enquanto isso, ele também descartou a teoria da aurora boreal sugerida por outra pessoa na seção de comentários, afirmando que a naquele local não existe o fenómeno. Para provar isso, ele argumentou que na Ilha Manitoulin, onde o fenómeno foi registado, fica ao norte de Ontário, o sol não se põe no norte, lembrando que os Grandes Lagos ficam a oeste da Ilha Manitoulin, que significa que os observadores viram o pôr-do-sol, possivelmente "reforçado" com energia alienígena.



A descoberta de vida extraterrestre parece iminente





Fonte //SputnikNews