sábado, 27 de abril de 2019

Pode haver um pequeno "apagão" da internet em maio devido a falha nos routers


No próximo mês de maio, numa altura não determinada, a internet irá sofrer um pequeno “apagão” que impedirá o acesso de milhares de pessoas. 
O acontecimento, conhecido como Dia 768k, já é esperado há algum tempo pelos operadores, e deverá afetar os clientes cujos fornecedores de internet utilizam equipamentos mais antigos.


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O Dia 768k é uma espécie de “evolução” do que ficou conhecido como Dia 512k, quando a 12 de agosto de 2014 um “apagão” na internet, á escala mundial, causou milhares de milhões de prejuízos
Essa falha aconteceu quando os routers ficaram sem espaço para armazenar a tabela de roteamento BGP (protocolo de roteamento de dados utilizado pela maior parte dos routers).  Esta tabela contém os endereços IPv4 de todas as redes de internet conhecidas no mundo, e é utilizada pelos routers para ligar o utilizador ao site a que deseja aceder.
Em 2014, a maioria dos routers utilizava um sistema de alocação TCAM (ternary content-addressable memory), que permitia um limite máximo de 512 mil endereços alocados, o que originou o nome 512k.







Quando a 12 de agosto de 2014, a operadora Verizon adicionou 15 mil novas rotas BGP à tabela, os routers tiveram problemas relacionados com a memória, fazendo com que falhassem sempre que tentavam fazer a leitura ou aceder a qualquer tipo de arquivo, o que acabou por afetar praticamente todos os fornecedores de internet do mundo.
Na altura, a solução de emergência foi desenvolver patches para o firmware desses routers, que estabeleciam um limite maior de memória máxima para armazenamento das rotas BGP, aumentando esse número para 768 mil.

Atualmente, a melhor fonte para gerir o tamanho da tabela BGP é um bot do Twitter chamado BGP4-Table, criado para avisar os programadores sobre a aproximação do fatídico Dia 768k.
O perfil posta um tweet a cada seis horas com a quantidade atual de endereços atribuídos na tabela BGP e, de acordo com o tweet mais recente, existem atualmente 768132 prefixos IPv4. Apesar disso, o número real é ligeiramente menor, já que a ferramenta não filtra endereços duplicados.
É por isso que alguns analistas especializados neste setor, como Aaron A. Glenn, engenheiro de rede na AAGICo, e Jim Troutman, diretor da Northern New England Neutral Internet Exchange, estimam que o Dia 768k deve acontecer em maio, quando o número de endereços alocados ultrapassar os 768 mil endereços reais.

Apesar da preocupação, nenhum dos dois especialistas acredita que a chegada a esse marco cause tantos problemas quanto os ocorridos no Dia 512k. Isto porque, ao contrário de 2014, as operadoras já estão preparadas.
Como já estão à espera desse dia, as empresas já desenvolveram diversas formas de evitar que algo do género ocorra novamente. Os equipamentos utilizados pelas empresas já permitem que o espaço de alocação da tabela BGP vá muito além dos 768 mil conseguidos em 2014, o que garante que as empresas que atualizaram os equipamentos depois de 2014 não deverão ter problemas
Mas mesmo as que ainda têm equipamentos antigos, que sofreriam com o limite de 768 mil espaços de alocação, podem evitar facilmente o problema. De acordo com Troutman, esse limite só é um problema se o router dos servidores de uma fornecedora de internet estiver a considerar todas as rotas existentes.






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Com efeito, esses equipamentos podem ser configurados para ignorar qualquer coisa vinda das rotas /24 (notação CIDR usada para definir endereços IP de redes locais de grande porte, como por exemplo a Ethernet da Microsoft) e direcionar pedidos desses endereços para o router de outra empresa.
 Isto faz com que o número de endereços existentes na tabela desses routers mais antigos caia para menos da metade, o que permite que operem sem problemas, deixando que qualquer pedido vindo de uma rede com este endesso seja tratado pelos equipamentos mais recentes das grandes operadoras, que já possuem espaço para um número de alocações maior do que 768 mil endereços.
 Por isso, ao contrário do que aconteceu em 2014, a chegada do Dia 768k não deverá ser uma ameaça para o funcionamento da internet mundial, e apenas algumas pequenas fornecedoras locais que não estão atualizadas deverão ficar com seus sistemas offline.

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Fonte//CanalTech


sexta-feira, 26 de abril de 2019

Nos últimos 30 anos os oceanos tornaram-se mais tempestuosos


Os oceanos tornaram-se mais tempestuosos durante as últimas três décadas, de acordo com o maior e mais detalhado estudo do gênero.
As descobertas aumentam as preocupações de que, à medida que o mundo  aquece, eventos extremos como tempestades e inundações podem se tornar mais frequentes e mais devastadores.
Ligeiros aumentos na altura média das ondas e na velocidade do vento foram registados nos oceanos por todo o mundo, sendo mais notado no Oceano Antártico. O estudo baseou-se em dados de 31 satélites e mais de 80 boias oceânicas recolhidos entre 1985 e 2018, com cerca de 4 mil milhões de observações.

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Ventos extremos no Oceano Austral aumentaram em 1,5 metros por segundo, ou 8%, nos últimos 30 anos, enquanto as ondas aumentaram em 30 centímetros, ou 5%. Os ventos mais fortes aumentaram no Pacífico equatorial e Atlântico e no Atlântico Norte em cerca de 0,6 metros por segundo.
O professor Ian Young, o primeiro autor do trabalho da Universidade de Melbourne, disse: "Embora aumentos de 5 e 8% possam não parecer muito, tais mudanças terão grandes impactos no clima."
Young disse também que os aumentos na altura das ondas podem levar a inundações mais complicadas e à erosão costeira, além de colocar estruturas offshore como parques eólicos em risco de danos.



Os investigadores disseram que as observações estavam de acordo com previsões dos modelos climáticos e de registos históricos que sugeriam que, à medida que o mundo aquecia, o clima e as tempestades se tornariam mais extremos, embora a relação fosse complexa e não totalmente compreendida.
Outros disseram que as consequências do aquecimento global nas últimas observações ainda não foi estabelecido. “É um pouco difícil extrapolar essas descobertas para um quadro mais amplo”, disse o Dr. Paulo Ceppi, do Grantham Institute do Imperial College London. “Durante os períodos de 30 anos, ainda pode haver variações naturais bastante significativas no vento.”


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Ceppi disse ainda que as mudanças verificadas no Oceano Antártico foram provavelmente causadas pelo buraco na camada de ozono, na estratosfera da Antártida, em maior escala do que o aquecimento global, embora o aquecimento global também tenha influencia.
O estudo, publicado na revista Science, atualiza trabalhos anteriores da mesma equipa publicada há quase uma década. O grande desafio na compilação de dados de longa duração, segundo eles, é a contabilização de mudanças significativas na tecnologia e no processamento de dados ao longo do tempo.




Na primeira parte do período, a cobertura não foi tão extensa e as medições foram menos precisas. Os cientistas precisaram descartar a possibilidade de que estavam simplesmente vendo tempestades mais violentas, porque agora há mais satélites para detetá-las, por exemplo.
Os resultados também sugerem que as condições no Oceano Antártico estão se tornando mais traiçoeiras para os navios. De acordo com Young, tempestades mais intensas no Oceano Antártico também podem gerar grandes ondas oceânicas que se propagam pelo Índico, Pacífico e Atlântico Sul.


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 Fonte// TheGuardian






quinta-feira, 25 de abril de 2019

Cerca de 1 milhão de espécies estão em risco de extinçao



Estamos acabando com a vida do nosso belo planeta.
Cerca de 1 milhão de espécies estão em risco de extinção devido à atividade humana, de acordo com um relatório da ONU que deve ser divulgado em 6 de maio

Estas são as conclusões preliminares do relatório que foram obtidas pela agência de notícias francesa AFP.

Photo Pixabay

Animação mostra como seria a Terra se todo o gelo derretesse



A atividade humana, como o consumo exagerado, a caça ilegal, a desflorestação, as emissões de combustíveis fósseis, estão levando os ecossistemas a um ponto sem retorno. Um quarto das espécies vegetais e animais conhecidas já estão ameaçadas, e a perda de espécies é dezenas a centenas de vezes maior do que tem sido, em média, nos últimos 10 milhões de anos, informou a AFP.
A natureza está cedendo sob tamanha pressão, perdendo ar respirável, água potável, florestas virgens, insetos polinizadores, populações de peixes e mangais que são um “muro” de proteção contra tempestades.


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Além disso, três quartos das terras, quase metade dos ambientes marinhos e metade das vias navegáveis ​​interiores foram "severamente" alteradas pela atividade humana, de acordo com o relatório. Essas mudanças prejudicam os humanos, especialmente os grupos indígenas e aqueles que vivem nas comunidades mais pobres.



Cento e trinta nações reunir-se-ão em Paris em 29 de abril para examinar o relatório de 44 páginas que resume uma avaliação de 1.800 páginas de literatura científica conduzida pela ONU.
"A forma como produzimos nossos alimentos e energia está minando os serviços reguladores que recebemos da natureza", disse Robert Watson, presidente do grupo que compilou o relatório. O dano, ele disse, só pode ser reduzido com uma "mudança transformadora".

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Fonte//LiveScience





Células solares produzem eletricidade sem sol


Muitas pessoas ainda não invistam em energias renováveis, porque o sol não brilha o tempo todo. Mas será por pouco tempo… pois vem aí uma nova geração de células solares orgânicas que não precisa de sol para produzir eletricidade.
Estas células solares não precisam de exposição à luz solar, basta a luminosidade natural do ambiente para produzir eletricidade. Isto significa que os equipamentos que tenham painéis solares equipados com as tais células solares orgânicas podem funcionar ininterruptamente, usando a iluminação pública, ou iluminação interior das habitações.



Photo PortalEnergia


Cientistas mais perto da fusão nuclear


Esta tecnologia é recente, e foi apresentada no Japão por Ryota Arai e colegas da Universidade Kyushu e da empresa Ricoh. O trabalho desenvolvido por Ryota Arai consistiu em encontrar os melhores materiais para construir as células solares orgânicas capazes de gerar eletricidade de forma eficiente sem recorrer à luz do sol, ou seja, produzir eletricidade mesmo em ambientes com pouca iluminação.





A equipa de investigadores testou vários semicondutores orgânicos de pequenas moléculas com caraterísticas promissoras para a absorção da luz ambiente e assim produzir eletricidade.
Mas foram as células solares feitas com recurso a uma pequena molécula, BDT-2T-ID, que apresentaram melhores resultados, quando comparadas com outros dispositivos semelhantes.
As células solares orgânicas comuns são flexíveis e baratas, mas ainda não conseguem competir com o silício em termos de eficiência!

Photo PortalEnergia

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A molécula BDT-2T-ID é uma sigla para a classe de oligomeros que inclui o Benzoditiofeno (BDT), um determinado número variável de Tiofenos (2T) e Indandiona (ID).
Por fim, o conjunto de 6 dessas células solares orgânicas, ligadas em série, conseguiu produzir cerca de 4volts e 65,3 μW/cm2 quando expostos a fracas condições de iluminação. Essa quantidade de eletricidade produzida é suficiente para alimentar micro sensores e pequenos dispositivos.




Ainda assim a equipa de investigadores deixa um alerta. Há que avaliar a transição da tecnologia para um fabrico em grande escala, mas o trabalho já desenvolvido permite concluir que há uma elevada viabilidade para alimentar dispositivos sem fio por toda a casa, e o melhor, sem ser necessária a luz solar!

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Fonte//PortalEnergia

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Foi fabricada a maior turbina eólica do mundo


Na semana passada, a LM Wind Power informou que tinha fabricado com sucesso a primeira lâmina de turbina eólica do mundo a ultrapassar 100 metros de comprimento.

A lâmina de 107 metros acabou todo o processo de moldagem na fábrica da LM em Cherbourg, na França e agora faltam os acabamentos finais de pós-moldagem, antes de passar por rigorosos testes e validação para demonstrar sua capacidade de suportar mais de 20 anos de operação offshore.



                                                                            Photo GE Renewable Energy.



Irlanda investe 31 milhões de euros em parque eólico flutuante

A fábrica é nova, e está localizada na Normandia, a uma curta distância das praias de areia onde as tropas aliadas desembarcaram no Dia D. A fábrica foi propositadamente construída perto do porto industrial de Cherbourg para permitir o fácil carregamento das enormes lâminas nos navios que as irão transportar para o seu destino.



 
Trabalhando em três turnos, os trabalhadores constroem as lâminas a partir de um sanduíche de alta tecnologia feito de finas camadas de vidro e fibras de carbono e madeira sendo tudo unido com uma resina especial.
As pás são para uma turbina eólica offshore Haliade-X 12 MW da GE, a turbina eólica maior e mais potente do mundo.
Lukasz Cejrowski, LM 107,0 P Diretor de Projetos, LM Wind Power, disse: “O LM 107.0 P é um dos maiores componentes individuais já construídos. Esta é uma conquista incrível não apenas para a LM Wind Power e a GE Renewable Energy, mas para toda a indústria eólica. ”

Alexis Crama, vice-presidente da LM Offshore, disse: “Essa conquista foi possibilitada pela nossa equipe de pessoas altamente qualificadas desenvolvendo tecnologia e processos de fabrico revolucionários, com pás de rotor cada vez maiores e mais confiáveis, aproveitando assim mais vento e, em última análise, proporcionando um custo de energia ainda mais baixo”


A Ilha Graciosa alimentada a 100 % por energias renováveis.

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terça-feira, 23 de abril de 2019

Animação mostra como seria a Terra se todo o gelo derretesse


Em 2015, a NASA revelou que o nível dos oceanos está subindo mais rápido do que o esperado, e a agência espacial prevê que suba pelo menos 90 cm nas próximas décadas.

Isso em si já seria suficiente para deslocar do litoral para zonas mais elevadas, milhões de pessoas em do mundo, mas se essa tendência continuar e todas as nossas calotas polares e geleiras derreterem, o nível dos oceanos subirá uns impressionantes 65,8 metros.
A equipe de vídeo do Business Insider criou uma animação, levando-nos a fazer uma viagem virtual no planeta Terra com todo o gelo derretido, e, é no mínimo aterrorizante.


O alagamento de algumas das áreas baixas provavelmente não nos surpreende. Ilhas e cidades com pouca altura acima do nível medio do mar, como Veneza, desaparecem rapidamente. Nos países asiáticos, a situação é bem mais caótica com cidades como Calcutá e Xangai ficando completamente submersas.
Nos Estados Unidos áreas como a Florida desaparece completamente do mapa.
O mais chocante é que este mapa não é uma espécie de projeção sem sentido de um futuro improvável. É uma certeza, do que irá acontecer ao nosso planeta num futuro não muito distante.






Na verdade, se houver carbono suficiente na atmosfera para aquecer tanto o planeta, a elevação do nível do mar seria provavelmente a menor das nossas preocupações. Com a temperatura média do planeta a rondar os 26,6 graus Celsius, em vez dos atuais 14,4 graus Celsius a vida animal e vegetal iria sofrer grandes impactos.



Mas enquanto todos nós ouvimos esses tipos de projeções, o nosso comportamento não se altera e olhamos pacificamente estas projeções como se não nos dissesse respeito diretamente.
Lembre-se do quão afortunados somos por vivermos no tempo em que podemos ver maravilhas como a Grande Barreira de Corais, Veneza e as Maldivas.

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Fonte//ScienceAlert

As mulheres escondem melhor a infidelidade que os homens


Já todos nós sabemos que as mulheres conseguem esconder melhor a infidelidade do que os homens, mas uma recente pesquisa científica confirma-o, e isso é demonstrado nos sinais do rosto.

A pesquisa feita por investigadores da Universidade da Austrália Ocidental concluiu que basta olhar para o rosto do homem para se perceber se um homem foi infiel, mas já não se pode dizer o mesmo em relação á mulher.
A investigação publicada no jornal Royal Society Open Science colocou um grupo de 1500 pessoas a visualizar fotografias de 189 adultos (101 homens e 88 mulheres) que tinham respondido a um inquérito sobre se tinham sido infiéis aos seus parceiros.


Photo Pixabay

Namoro online, mulheres atingem o auge aos 18 e homens aos 50



Os participantes tiveram que classificar estas fotos, numa escala de 1 a 10, para definir a probabilidade de as pessoas retratadas terem traído os seus companheiros.
Tanto homens como mulheres foram precisos na avaliação da probabilidade de enganar dos homens, mas não das mulheres“, concluíram os investigadores, afirmando que, desta forma, é possível concluir que a infidelidade pode ser “detetada” nos rostos masculinos.
O estudo destinava-se a avaliar se poderiam detetar a infidelidade potencial em cada um dos géneros, mas também perceber se seria possível detetar um “adúltero” dentro do mesmo sexo. E os resultados foram surpreendentes.




Os homens conseguiram detetar potenciais traidores entre outros homens, mas mesmo quando eram outras mulheres a avaliar, não conseguiram detetar a infidelidade nas mulheres “, concluem os autores da pesquisa.
Os julgamentos de infidelidade nos homens foram feitos usando a “masculinidade facial, um sinal bem estabelecido de propensão para adotar estratégias de acasalamento de curto prazo”, apontam ainda os investigadores.
Outra surpresa foi o facto de não serem necessariamente os homens mais bonitos os que traem mais.
“Surpreendentemente, embora os homens mais atraentes fossem classificados como mais infiéis, eram menos propensos a envolverem-se em traições."



Photo Pixabay

Dieta visual, somos o que vemos



Apesar disto, não se devem retirar conclusões precipitadas para primeiros encontros, como repara o investigador Yong Zhi Foo em declarações à Agence France Press.
Embora pareça evidente que os homens têm mais probabilidades de revelarem a infidelidade com os traços do seu rosto, continua a ser difícil identificar um traidor só pela sua cara. “Se formos confiar apenas nas nossas primeiras impressões para detetar traidores ou trapaceiros, cometeremos erros substanciais”, alerta Foo.





segunda-feira, 22 de abril de 2019

O que é Candida auris, o perigoso fungo resistente a medicamentos


Em 2015, a especialista em doenças infeciosas Johanna Rhodes, do Imperial College London, recebeu uma chamada de emergência de um hospital nos arredores de Londres

Dois pacientes tinham uma infeção que parecia resistente aos medicamentos e estava se espalhando pelo hospital sem que ninguém entendesse como.
"Até aquele momento a comunidade cie.ntífica praticamente não havia ouvido falar do Candida auris", conta Rhodes à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC



Photo Wikipédia

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"No hospital havia dois pacientes infetados com o micro-organismo, mas não parecia algo muito sério, até que perceberam que o fungo havia se espalhado pelas paredes, pelos móveis e por toda superfície do local", diz ela.
O fungo era muito difícil de identificar porque ninguém sabia direito o que estava procurando. “Aí chamaram-me para que os ajudasse a entender o que era e como e por que ele se propagava", diz Rhodes. O problema maior é que o fungo não estava se espalhando apenas pelo hospital de Londres, mas por todo mundo.
"Não sabemos qual a sua origem, mas ele foi identificado pela primeira vez em 2009, ao ser isolado após ter sido encontrado no canal auditivo de um paciente na Coreia do Sul", explica a especialista.
Alguns anos mais tarde, ele apareceu no Japão e começaram a surgir surtos na Índia, na África do Sul, na Venezuela, na Colômbia, nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Espanha.
O nome do micro-organismo é parecido com o fungo Candida albicans, um dos principais causadores de candidíase, pois ambos são do mesmo gênero (Candida) mas são espécies bem diferentes. A candidíase por Candida albicans é uma doença comum que pode afetar a pele, as unhas e órgãos genitais, e é fácil de tratar.



Já a infeção pelo Candida auris é resistente a medicamentos e pode ser fatal, explica à BBC Brasil o infectologista Arnaldo Lopes Colombo, professor da Unifesp e especialista em contaminação com fungos.
Segundo o infectologista, é possível ser infetado de forma passageira pelo C. auris na pele ou na mucosa sem ter problemas. O fungo apresenta risco real se contaminar a corrente sanguínea.
Para a pessoa ser infetada, é preciso que tenha sofrido procedimentos invasivos (como cirurgias, uso de cateter venoso central) ou tenha o sistema imunológico comprometido. Pacientes internados em unidades de terapia intensiva por longos períodos e com uso prévio de antibióticos ou antifúngicos também são considerados grupo de risco para a contaminação.
Algumas pesquisas apontam um índice de mortalidade de 59% para infeções com C. auris, segundo o médico André Mário Doi, patologista do setor de microbiologia do Hospital Albert Einstein e autor de estudos sobre a espécie.
Janiel Nett, professora assistente do Departamento de Medicina e Microbiologia Médica e Imunológica da Universidade de Winsconsin, nos EUA, disse à BBC Mundo que diferentes variantes do fungo começaram a aparecer em quatro continentes ao mesmo tempo.
"Uma aparição assim simultânea não tem precedentes", afirma Rhodes, do Imperial College, de Londres. "E o que mais nos preocupa é que todas as variantes mostraram uma forte resistência aos medicamentos."


Photo Sience Photo Library

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Colombo explica que isso é resultado do processo evolutivo do fungo. "O Candida auris sofreu um processo de especialização. Nasceu em uma época em que há muito uso de substâncias antimicrobianas, muitos antifúngicos, e nesse ambiente de pressão seletiva a espécie se torna resistente", explica o infectologista da Unifesp.
Os antifúngicos matam quase todos os fungos, mas alguns sobrevivem, justamente os que possuem mutações que os tornam resistentes ao veneno. Estes reproduzem-se, e as gerações seguintes herdam os genes que tornaram os antepassados resistentes. A espécie vai, assim, se tornando cada vez mais resistente a medicamentos.
Nett explica que mais de 90% das infecções causadas pelo Candida auris são resistentes ao menos a um medicamento, enquanto 30% são resistentes a dois ou mais remédios.
O hospital em Londres onde Rhodes identificou o fungo em 2015 acabou conseguindo erradicá-lo, mas não foi fácil.





Uma das principais "habilidades" adquiridas pelo C. auris é a de persistir no ambiente inanimado, ou seja, ficar vivo fora do corpo humano. "Ele contamina o ambiente hospitalar e sobrevive durante semanas", diz Colombo.
O fungo também consegue sobreviver na boca e na pele de pessoas que já foram tratadas: a pessoa é curada da infeção na corrente sanguínea, mas o fungo sobrevive superficialmente por dias.
Segundo a Anvisa, o modo exato de transmissão não é conhecido. "Evidências iniciais sugerem que o organismo pode se disseminar em ambientes médicos por contato com superfícies ou equipamentos contaminados, ou de pessoa para pessoa", afirma a agência.
No entanto, a experiência durante os surtos registrados aponta que o fungo pode "contaminar substancialmente o ambiente de quartos de doentes infetados."
"A transmissão diretamente de artigos e equipamentos de assistência ao paciente (tais como estetoscópios, termômetros, esfigmomanómetros, entre outros) é um risco particular, porém isso não impede a transmissão através das mãos dos profissionais de saúde e as necessidades de higiene das mãos devem ser rigorosamente respeitadas."



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Os Estados Unidos tiveram um total de 537 casos de Candida auris, a maioria em hospitais. Segundo o CDC (Centro de Controle de Doenças dos EUA), quase metade dos pacientes que contraíram o fungo morreram em noventa dias.
Embora o fungo seja um potencial problema de saúde pública, Rhodes diz que as pessoas não devem se preocupar em excesso.
Em 2017, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu um comunicado de risco relatando surtos de Candida auris em serviços de saúde da América Latina, descrevendo o fungo como uma ameaça à saúde global.
Segundo a Anvisa, o primeiro surto na América Latina foi detetado em Maracaibo, na Venezuela, em 2013, afetando 18 pacientes 13 deles eram bebês. O país teve outros casos, alguns que não chegaram a ser oficialmente registados, segundo Jaime Torres, chefe da seção de doenças infeciosas do Instituto de Medicina Tropical da Universidade Central da Venezuela.
"Não creio que vamos ter uma epidemia de Candida auris na Venezuela, mas cremos que ele pode causar infeção em pacientes que já estão doentes", disse Torres à BBC Mundo.


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Fonte//BBC



domingo, 21 de abril de 2019

Cientistas mais perto da fusão nuclear


Cientistas da Universidade de Washington (EUA) conseguiram chegar á fusão nuclear num dispositivo do tamanho de uma mesa.

Embora ainda haja um longo caminho a percorrer, devido ao seu potencial e versatilidade, a tecnologia merece mais estudos e investimento.
A fusão nuclear acontece quando dois ou mais núcleos de um elemento se fundem e formam outro elemento, libertando energia. Este é o processo que acontece no interior das estrelas, como sol, quando quatro núcleos de hidrogênio se fundem para formar um átomo de hélio.
Estabilizar o processo é complicado, no entanto, principalmente pela dificuldade em controlar o plasma superquente que mantém a reação.


Photo Capan/iStock

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Em laboratório, os cientistas usam potentíssimos campos magnéticos para essa tarefa. Reatores chamados de “tokamaks”, como o da China, agitam seu plasma extremamente quente de tal forma que geram seus próprios campos magnéticos internos, ajudando a conter o fluxo. Esta abordagem permite que o plasma aqueça o suficiente para libertar uma quantidade crítica de energia. Mas o que ganha ao gerar calor perde na estabilidade a longo prazo.
Já outro tipo de dispositivo, como o “stellerator” alemão chamado de Wendelstein 7-X, depende de campos magnéticos aplicados externamente. Isso contribui para um melhor controlo sobre o plasma, mas também torna mais difícil alcançar as temperaturas necessárias para a fusão ocorrer.






Ambas essas tecnologias estão fazendo fortes progressos rumo ao poder da fusão. Mas os dispositivos são muito grandes e necessitam de complexos eletrônicos delicados, o que torna improvável vermos esses dispositivos diminuir o tamanho para uma versão doméstica ou móvel em breve.
Os investigadores do novo estudo trabalharam numa forma inicial de confinar o plasma chamada de Z-pinch.
Nos primeiros dias da pesquisa de fusão, esse método um pouco mais simples era usado para “lançar” um jato de plasma através de um campo magnético. O dispositivo usa a orientação específica do campo magnético interno de um plasma para aplicar o que é conhecido como força de Lorentz ao fluxo de partículas, forçando-as a se unirem.


Z-pinch Photo Wikipedia 

Como o hidrogenio modificou estas ilhas escocesas



De certa forma, o dispositivo não é diferente de uma versão em miniatura de um tokamak. Como tal, sofre de problemas de estabilidade semelhantes que podem fazer com que o seu plasma colida nos lados do seu recipiente.
Os cientistas resolveram retornar a essa tecnologia para encontrar uma maneira de gerar energia sem a necessidade das máquinas e ímans complicados ao redor do dispositivo.
A abordagem alternativa criada pela equipe de Washington para estabilizar o plasma num Z-pinch não apenas funcionou, como foi eficientemente usada para gerar fusão.
Para evitar as distorções no plasma que fazem com que ele escape dos limites da sua gaiola magnética, a equipe gerenciou o fluxo das partículas no plasma aplicando dinâmica dos fluidos. Em específico, algo chamado fluxo axial de cisalhamento.




Os físicos contaram com simulações de computador para mostrar que o conceito era possível. Usando uma mistura de 20% de deutério e 80% de hidrogênio, a equipe conseguiu manter estável uma coluna de plasma de 50 centímetros de comprimento por tempo o suficiente para alcançar a fusão, evidenciada por uma emissão de neutrões, de apenas 5 microssegundos.
Mas a estabilidade foi 5.000 vezes maior do que os cientistas esperariam sem que seu método fosse utilizado, o que demonstra que o princípio está pronto para um estudo mais aprofundado.
Gerar energia de fusão limpa e abundante é um sonho da ciência.
Essa nova abordagem para uma forma menos complexa da tecnologia de plasma poderia ajudar a remover pelo menos alguns dos obstáculos, e até se tornar numa fonte mais barata e mais limpa de produzir energia.


Cientistas afirmam que só há uma saida: Energia Nuclear

Empresa mexicana fabrica biocombustível a partir de cactáceas

A energia hidrelétrica, excede as necessidades de todo o planeta 


Fonte//ScienceAlert