sábado, 23 de fevereiro de 2019

2018, foi o ano mais quente dos oceanos


De acordo com uma pesquisa publicada a 16 de janeiro na Advances in Atmospheric Sciences, os oceanos estão agora mais quentes do que em qualquer outro período desde que começamos começaram a monitorizar sistematicamente as suas temperaturas. Os oceanos absorveram mais de 90% do calor provocado pelos gases de efeito estufa, retardando o aquecimento da atmosfera, causando, no entanto, inúmeras mudanças indesejadas no clima do planeta.




Os oceanos podem abrigar uma surpresa desagradável



As alterações na subida da temperatura do oceano, mesmo que ligeiras, podem ter impactos dramáticos. Investigações recentes demonstram que oceanos mais quentes tornam as ondas mais fortes. Águas mais quentes provocam tempestades mais fortes, aumentando os danos infligidos pelos furacões e pelas tempestades tropicais. O calor adicional prejudica os habitats dos corais e pressiona o ambiente marinho. Outro estudo recente sugere que o gelo na Antártica está a derreter cerca de seis vezes mais rápido do que nos anos 80 do seculo passado. Este aumento deve-se em parte ao aquecimento das águas que rodeiam o continente.

"Os oceanos são o melhor termómetro que temos do planeta", diz Zeke Hausfather, cientista de energia e clima da Universidade da Califórnia, em Berkeley, que usou os dados sobre o aquecimento do oceano, publicados na análise da revista Science. "Podemos observar de forma inequívoca o aquecimento global nos registos oceânicos".
No início do séc. XIX, os cientistas já suspeitavam que a adição de dióxido de carbono à atmosfera poderia provocar a subida das temperaturas do ar, em todo o planeta. Na década de 1960, data em que começaram a monitorizar cuidadosamente as temperaturas do ar e os níveis de dióxido de carbono em todo o mundo, confirmou-se essas previsões.

No entanto, a atmosfera não parecia estar a aquecer tanto quanto os cálculos dos estudos indicavam. Para onde estaria a ir o calor extra?
Alguns oceanógrafos suspeitavam que o calor estava a ser absorvido pelos oceanos, mas medir esse calor era muito mais difícil do que medir a temperatura do ar. Apesar dos navios de pesquisa, que atravessam o oceano, mergulharem ocasionalmente uma sonda na água para testarem a temperatura, os dados recolhidos eram apenas sinais mínimos na vasta extensão do mar.

Assim sendo, os cientistas reuniram todos os dados que conseguiram encontrar, incluindo observações de navios comerciais, dados navais e registos históricos. Quando todos os dados foram compilados, os cientistas perceberam que os oceanos estavam, de facto, a atuar como um enorme amortecedor para o sistema climático, agindo como uma almofada gigante, suavizando os efeitos das alterações climáticas.


Derretimento do gelo antártico pode submergir cidades inteiras


Na última década, graças a uma nova ferramenta, as medições de calor no oceano foram aperfeiçoadas. Cerca de 3 mil sensores autónomos, com o nome de flutuadores Argo, foram espalhados pelo oceano. Os flutuadores registam regularmente a temperatura da água acima dos 2 mil metros e melhoraram consideravelmente a qualidade dos dados com que os cientistas precisam de trabalhar para essas estimativas.

Agora, graças a estas medições, não existem dúvidas de que os oceanos estão a absorver cerca de 90% do calor provocado pelas nossas emissões de carbono na atmosfera. A estimativa mais atualizada, publicada recentemente, fixa esse valor nos 93%. Se todo o calor absorvido pelo oceano desde 1955 fosse subitamente adicionado à atmosfera, a temperatura do ar aumentaria em mais de 60 graus centígrados.

Por outras palavras, os oceanos estão a agir como amortecedores térmicos gigantes, protegendo-nos de todo o calor diretamente provocado pelas alterações climáticas. Mas o calor não está a desaparecer.
 Em 2018, toda a camada superior do oceano, a partir da superfície até aos 2 mil metros de profundidade, estava mais quente do que nunca, pouco mais de um décimo de grau centígrado acima da média a longo prazo. Esta pequena alteração foi suficiente para fazer subir os níveis da água do mar em cerca de 3 milímetros, pois a água mais quente ocupa mais espaço.
Mas 2018 encerra quase três décadas de aquecimento suave e consistente, cujos resultados acumulados podem agora ser sentidos com mais intensidade.


"Numa base diária, o aquecimento parece pequeno, mas vai aumentando com o tempo", diz Kevin Trenberth, cientista do clima do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica do Colorado, e autor do relatório. A energia extra que se acumula na atmosfera infiltra-se lentamente no oceano “e é por isso que continuamos a bater recordes ano após ano”, diz.
Mais alarmante ainda, nas últimas décadas, os oceanos aqueceram quase 40% mais depressa do que em meados do século passado, dizem os autores da análise publicada na Science.





Japoneses receiam uma catástrofe natural



Laure Zanna, cientista do clima da Universidade de Oxford, que inventariou recentemente a crescente absorção de calor extra no oceano, diz “Desde a Revolução Industrial, a quantidade de energia extra aprisionada no oceano devido às nossas emissões de gases de estufa é cerca de mil vezes maior do que a quantidade de energia usada pelos humanos anualmente em todo o mundo”.
Não existe um limite para a quantidade de calor extra que os oceanos conseguem absorver da atmosfera. Os oceanos são enormes e profundos, e o calor que absorve agora ficará preso no sistema durante centenas ou até mesmo milhares de anos. Um estudo publicado na revista Science, no início de janeiro, demonstra queuma fase fria que ocorreu há centenas de anos atrás no Atlântico Norte ainda está a flutuar pelos oceanos de todo o mundo.

Portanto, as decisões que tomamos agora vão afetar-nos durante muito tempo, diz Susan Wijffels, oceanógrafa do Instituto Oceanográfico Woods Hole, em Cape Cod. “A capacidade do oceano profundo absorver calor nesta escala de tempo enorme é uma coisa boa. Mas também submete o sistema a um compromisso”, diz. Por isso, mesmo que parássemos de emitir gases de efeito estufa amanhã, o oceano continuará a aquecer durante séculos, e levará ainda mais tempo a dissipar o calor extra.
"Cada molécula de dióxido de carbono que não colocamos agora na atmosfera pode poupar-nos de um potencial aquecimento no futuro", diz. "Isto passa realmente a mensagem da necessidade de reduzirmos as emissões de forma imediata, tanto quanto pudermos."




Fonte//NationalGeografic

Iceberg com 30 vezes o tamanho de Manhatan pode se desprender de Brunt


Esse pode ser o maior iceberg que poderá se separar da plataforma de gelo Brunt desde 1915, ano em queque as observações começaram. Os investigadores estão monitorizando de perto esta colossal massa de gelo, com uma área a duas cidades de Nova Iorque .


Photo NASA


O que irá acontecer á humanidade se a Antártida colapsar



A NASA divulgou uma nova imagem da plataforma Brunt Ice, da Antarctica, esta semana, pois está monitorizando uma série de rachas e que anunciam a quebra do gelo e a formação de um iceberg de aproximadamente 30 vezes o tamanho de Manhattan.
 Imagens de satélite captadas em 23 de janeiro revelam uma fenda, conhecida como Halloween crack, que apareceu pela primeira vez no final de outubro de 2016, tendo desde então aumentando para o leste a partir de uma área conhecida como McDonald Ice Rumples.






“O futuro a curto prazo da plataforma de gelo Brunt provavelmente depende de onde as divergências existentes se fundem em relação ao McDonald Ice Rumples. Se eles se fundirem a montante (sul) do McDonald Ice Rumples, então é possível que a plataforma de gelo fique desestabilizada ”, disse Joe MacGregor, um glaciologista do Goddard Space Flight Center da NASA.

Cientistas descobrem buraco gigante na Antártida



Outra racha ficou estável durante 35 anos, mas recentemente começou crescer em direção ao norte, á velocidade 4 quilômetros por ano.
 Embora ainda não haja certezas do que irá acontecer, as rachas que crescem a velocidades assustadoras provocaram preocupações de segurança para as pessoas que trabalham na Estação Halley da British Antarctic Survey. Embora não haja certezas continua a monotorização da zona para não haver surpresas.




Fonte//SputnikNews



Túnel submarino irá ligar Emirados Árabes Unidos á Índia

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram que irão construir um túnel submarino de alta velocidade para ligar Fujairah a Mumbai ligando assim os EAU à Índia. O projeto visa impulsionar o comércio bilateral indo beneficiar os Emirados Árabes Unidos, a Índia e outros países da região.


Photo Businesstoday

Hidrogénio,o combustivel limpo, atrai paises asiaticos



Este transporte futurista, não apenas transportaria passageiros, mas também poderia ser usado para transportar mercadorias e exportações de petróleo, como mencionado pelo diretor e consultor chefe do biró Abdulla Alshehhi durante o Conclave Emirados Árabes Unidos em Abu Dhabi.





Este inovador túnel, que facilitará a ligação dos EAU e a Índia também contará com a comparticipação dos outros seis países que integram o Conselho da Corporação do Golfo (GCC) e que são o Bahrein a Arábia Saudita, Omã, Qatar, Kuwait e o Iémen.





O projeto, contará também com um gasoduto que transferirá petróleo e gás, matérias que poderão depois ser transportadas até a China.
A via submarina consistirá de dois tubos de cimento, ambos submergidos no Mar Arábico. Estes dois tubos ficarão ancorados ao fundo do mar por correntes e pontões á superfície




Toyota quer transformar ar em combustivel



Espera-se que os comboios atinjam velocidades máximas de mil quilómetros por hora, o que pode fazer com que a carga seja transportada entre Mumbai e Fujairah em apenas duas hora.


Fonte//Businesstoday





sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

O futuro dos automóveis não será elétrico mas sim a hidrogénio


Várias marcas de automóveis teceram críticas perante a intenção do governo da Índia em forçar essa indústria a converter-se, por completo, aos carros elétricos até 2030.
Mas talvez a crítica mais interessante, pragmática e reveladora tenha sido do responsável da Mercedes na Índia, Roland Folger.


Photo Verdessobrerodas

Toyota quer transformar ar em combustivel


Visionário e com uma mente futurista e aberta, Folger abordou o futuro e admite que não faz qualquer sentido mudar o mercado automóvel somente nos elétricos.

…DENTRO DE POUCO MAIS DE DUAS DÉCADAS, TODAS AS POPULAÇÕES VÃO CONDUZIR AUTOMÓVEIS A HIDROGÉNIO!

Esta ideia de um pais inteiro mudar para carros com baterias parece-me algo precipitada pois, em 2040, já todo o Mundo estará a guiar carros a hidrogénio”, afirma convictamente.
O responsável da Mercedes tem fé inabalável na evolução datecnologia da célula de combustível (conhecida mundialmente como fuel cell, célula de combustível.) que através da reação do oxigénio do ar com o hidrogénio produz a energia suficiente para alimentar um motor elétrico. E, o mais importante, não tem emissões poluentes.





Outro ponto a favor dos veículos movidos a hidrogénio é dispensarem o gigantesco investimento de infraestruturas de carregamento, algo indispensável para os milhões de automóveis elétricos.
Irá o governo investir milhares de milhões de dólares na construção de estações de carregamento e respetivas infraestruturas? E quem pagará a conta? Certamente que não será o sector privado. E mesmo que o governo reúna os fundos necessários, valerá tão grande esforço só para conseguir reduzir muito ligeiramente a poluição?”, questiona Roland Forger.

Ora, estas questões são extremamente pertinentes se tivermos em conta que a produção da energia elétrica ainda é feita maioritariamente a partir de combustíveis fósseis .
Apesar da marca Mercedes se preparar para oferecer produtos 100% elétricos com baterias sob a submarca EQ, Ronald Forger defende os automóveis a hidrogénio que têm baterias mais pequenas e, dessa forma, não exigem uma infraestrutura tão cara e grande para o seu carregamento. A solução mais inteligente para a transição seriam os híbridos.


Photo Portalenergia


Automóveis elétricos , ecológicos mas não muito


Atualmente, só a Hyundai, a Honda e a Toyota estão a comercializar veículos movidos a hidrogénio.
No último salão de Frankfurt, a Mercedes apresentou o GLC F-Cell que utiliza a tecnologia fuel cell e garante uma autonomia de 437 km. Este modelo já está a ser testado e conta com 200 cavalos de potência e um depósito de hidrogénio que se liga a uma bateria de iões de lítio que pode ser carregada na tomada.




Fonte//Portalenergia



O que irá acontecer á humanidade se a Antártida colapsar


Cientistas da Nasa descobriram recentemente que a Geleira Thwaites, um gigantesco corpo glacial antártico do tamanho da Grã-Bretanha, tem uma cavidade gigante, com cerca de dois terços do tamanho de Manhattan. A descoberta preocupante levou a questões sobre o que acontecerá se a geleira entrar em colapso total.


Photo RevistaBohemia


Fauna e flora do Artico em perigo



A cavidade glacial, encontrada no fundo de uma geleira noroeste da Antártida com o uso de radar de penetração de gelo e satélites com lentes de alta resolução, foi descoberta por investigadores do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, que consideraram a descoberta “alarmante” e advertiram que a misteriosa cavidade, que contem cerca de 14 biliões de toneladas de água doce congelada, está instável e é uma bomba relógio. A descoberta é vital, disseram os cientistas, porque se demonstrou que o gelo da Antártica está derretendo não apenas nas áreas em contacto com os oceanos, mas também por baixo de suas espessas camadas de gelo.

A preocupação imediata e mais óbvia sobre a descoberta é que, se a geleira Thwaites, que tem uma área de cerca 192.000 quilômetros quadrados, derreter completamente, pode provocar o aumento do nível do mar, em todo o mundo, em cerca de 30 cm. Pode parecer pouco mas, segundo o Instituto Smithsonian , esse aumento seria suficiente para ameaçar as cidades costeiras ao redor do mundo, inundando regiões insulares e levando à erosão do solo.
No ano passado, investigadores da Alemanha, Áustria e Austrália divulgaram um estudo que indicava que o nível do mar devia subir 30 cm no mundo até o ano 2300. As zonas baixas da Flórida e Bangladesh, e nações inteiras como as Maldivas no Oceano Índico, ou Kiribati no Pacífico, estariam ameaçadas. Cidades costeiras altamente povoadas como Xangai, Londres, Nova Iorque e Nova Orleães seriam afetadas também.






Se o aumento do nível do mar chegar mais cedo do que o esperado devido a estes novos fenômenos, anteriormente desconhecidos, como a caverna do Glaciar Thwaites, as nações não vão ter tempo para se preparar para isso”, afirmou o Dr. Ted Scambos, investigador do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos EUA , ao USA Today.
Além da enorme quantidade de água doce congelada, acredita-se que a formação de gelo de Thwaites sirva como uma importante barreira, impedindo que as geleiras próximas deslizem em direção ao mar. Se essas geleiras derreterem, o nível do mar aumentará não 30 cm, mas até três metros, afetando áreas habitadas muito mais para o interior e causando ainda mais caos aos ecossistemas locais.



Photo NASA


Os oceanos podem abrigar uma surpresa desagradável



Além de sua possível ameaça à vida selvagem local, os icebergs que se soltam da Antártida podem representar uma grande ameaça às atividades oceânicas, particularmente a navegação. Em 2018, o portal de notícias da Nova Zelândia, Engineering News, alertou que os icebergs da Antártida já representavam um perigo maior para as rotas de navegação do sul. Um ano antes, a Patrulha Internacional do Gelo da Guarda Costeira dos EUA avisou as companhias de navegação que um número extraordinariamente elevado de icebergs que se encontrava nas rotas marítimas nas áreas do norte, tendo mesmo a agência de monitorização feito avisos de perigo "extremo" devido á presença de icebergs no Atlântico Norte.

No início deste mês, pesquisadores do Centro de Pesquisa Antártica da Universidade Victoria de Willington, na Nova Zelândia, e da Universidade McGill, no Canadá, publicaram um artigo na Nature que alertava que os biliões de toneladas de água proveniente do degelo da Groenlândia e Antártica podem resultar em condições climáticas globais mais extremas em todo o mundo e servem para desestabilizar o clima regional num futuro muito próximo.




De acordo com o estudo, a entrada nos oceanos de biliões e biliões de toneladas de água anteriormente congelada tem o potencial de desacelerar a rede global de correntes transportadoras oceânicas que regulam o clima, resultando em períodos mais longos, mais extremos de calor ou frio, períodos húmidos e secos, com variações de temperatura muito maiores.
 A descoberta da enorme cavidade na geleira de Thwaites pode significar que esse processo, que os cientistas neo-zelandeses e canadenses diziam que iria demorar décadas, pode ocorrer muito mais rápido.

Photo Euronews

Dados de satélite segredos sob a Antártida


Finalmente, alguns cientistas, incluindo Lucas Zoet, professor do departamento de geociência da Universidade de Wisconsin-Madison, temem que o colapso da geleira Thwaites possa potencialmente desestabilizar toda a região da Antártida Ocidental.
De acordo com o Dr. Scambos, a descoberta da enorme cavidade na geleira de Thwaites não augura nada de bom para o nosso futuro.
"O problema não é se vai acontecer ou não, o verdadeiro problema é quando isso vai acontecer, e a menos que realmente mudemos a quantidade de gases de efeito estufa que estamos colocando na atmosfera vamos perder grandes áreas da Antártica e grandes áreas na Groenlândia, " afirmou o Dr. Scambos.



Fonte//SputnikNews




Os objetivos climáticos do Acordo de Paris



Dois graus Celsius acima dos tempos pré-industriais é a temperatura global que tem ser atingida, de acordo com o Acordo Climático de Paris. No entanto, um recente relatório especial do IPCC mostra que a temperatura global já aumentou um grau Celsius. Um estudo de uma equipe de pesquisa do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe (KIT) e da Universidade de Edimburgo mostrou que os esforços anteriores para reduzir os gases de efeito estufa têm sido insuficientes. Suas descobertas são apresentadas na revista Nature Climate Change.


Photo Alteraçoes Climaticas

Plantar triliões de árvores pode anular as emissões de CO2



"Um quarto dos gases de efeito estufa antropogénicos vem do uso excessivo dos recursos naturais da terra e do esgotamento maciço dos absorvedores naturais do carbono", diz o Dr. Calum Brown do Instituto de Pesquisa Ambiental Atmosférica (IMK-IFU), Campus Alpine do KIT. Menos florestas devido á desflorestação, bem como agricultura intensiva e pastorícia estão contribuindo igualmente para as mudanças climáticas, tal como industria usado combustíveis de origem fóssil e motores de combustão interna. "Atingirmos as metas climáticas do Acordo de Paris dependerá fortemente de nossa capacidade de estabelecer mudanças fundamentais e sustentáveis ​​no sistema de uso dos recursos naturais."

O estudo mostra que, se queremos atingir as metas climáticas, precisamos encontrar soluções rápidas, mas realistas, para mudar de forma sustentável o uso dos recursos. Até agora, cerca de 197 países prepararam Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs). As ações mais comuns visam reduzir significativamente a desflorestação, reflorestar grandes áreas e reduzir os gases de efeito estufa na agricultura. Por exemplo, a Índia e a China querem reflorestar uma área de até 40 milhões de hectares nos próximos anos. 







Esses planos podem reduzir até 25% dos gases causadores do efeito estufa causados ​​por ações humanas a cada ano. No entanto, muitas vezes são necessárias décadas para que as mudanças sejam visíveis, tempo demais para desacelerar a mudança climática conforme é necessário. Além disso, não existe um quadro vinculativo para NDCs. Eles não precisam ser comprovadamente realizáveis ​​e, na maioria dos casos, não possuem um plano de implementação definido. Esta será talvez a maior dificuldade para atingir a meta de 1,5 graus. Muitas vezes, os PADs não podem entrar em vigor porque, porque as políticas mudam, frequentemente abandonam ou retiram medidas concretas contra o aquecimento global. Um exemplo recente disso é a retirada dos EUA do Acordo de Paris.


 Photo Radio Campanario

A extinção de espécies de insetos indica “colapso da natureza"



Os interesses econômicos também podem mudar as metas políticas nacionais. A desflorestação aumentou 29% no Brasil e 44% na Colômbia. Os números contrastam com o fato de que muitos países queriam reduzir a desflorestação devido ao Acordo Climático. As emissões globais de dióxido de carbono aumentaram novamente em 2017 e 2018.

Metas irrealistas, desenvolvimentos políticos e erros na implementação influenciam o sucesso dos NDCs anteriores. Um ponto importante aqui é a disposição para introduzir inovação em tecnologias, agricultura ou política. Os planos para reduzir o impacto do uso dos recursos naturais devem sempre ter benefícios claros, óbvios e imediatos para os agricultores, pequenos proprietários e silvicultores, já que são eles podem mudar ativamente o uso da terra de maneira sustentável.



Fonte//Sciencedaily





quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Fotos do Hubble revelam nova lua em orbita de Neptuno

A  nova lua de Neptuno foi batizada de Hipocampo em homenagem a uma criatura marinha equatorial mitológica. Anteriormente ignorada por outra sondas espaçais, foi identificada agora. Tem apenas 34 quilômetros de diâmetro e uma órbita fixa a volta do gigante azul, circundando o planeta uma vez por dia.


Photo NASA . Caltech/R. Hurt (IPAC/NASA)


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Hipocampo é uma das sete luas internas de Neptuno que completam uma orbita ao planeta uma vez por dia. Quando a sonda Voyager 2 passou por Neptuno em 1989, descobriu seis luas na órbita interior, mas perdeu o hipocampo devido à sua falta de luz e ângulos não propícios às camaras. Os outros sete satélites de Neptuno estão mais distantes e têm trajetórias mais irregulares.

Após 30 anos, uma equipe liderada por Mark Showalter, pesquisador sênior do Instituto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), localizou o Hipocampo nas imagens capturadas pelo Telescópio Espacial Hubble. A equipe publicou suas descobertas na quarta-feira na revista Nature.





Os astronomos pensam que a lua foi formada quando um cometa colidiu com Proteus, a maior das luas internas de Neptuno e  que tem 4.000 vezes o tamanho do Hipocampo. O Hipocampo está perto de Proteus, orbitando a cerca de 12.000 quilômetros dentro da sua trajetória, e Proteus tem uma gigantesca cratera de impacto chamada Pharos, com quase 230 quilômetros de diametro. Showalter e seus colegas sugerem que o Hipocampo poderia ter sido feito de destroços de qualquer objeto que tenha causado a cratera de Pharos.

Asteroide pode atingir a Terra em Setembro


A descoberta do pequeno Hipocampo contribui para nossa compreensão da história do sistema interno de Neptuno. Proteus e Hipocampo estavam ainda mais próximos no passado porque Proteus está se afastando de Neptuno.

Com base na velocidade em que Proteus se afasta de Neptuno, a equipe sugeriu que o Hipocampo tem alguns biliões de anos.


Fonte//SputnikNews




Geólogos descobrem como extraíram as pedras azuis de Stonehenge

Escavações em duas pedreiras no País de Gales, conhecidas por serem a fonte das “pedras azuis” de Stonehenge, indicam como pode ter sido extração dos megálitos há cinco mil anos.

 Há muito tempo que os geólogos sabem que as pedras mais pequenas do Stonehenge, conhecidas como “pedras azuis”, têm origem nas colinas de Preseli, a oeste de Gales.

Photo English Heritage


Descoberta “porta para o Inferno” numa caverna de Midlands



Um novo estudo dirigido pela University College London publicado na revista Antiquity indica as localizações exatas de duas destas pedreiras e revela quando e como se extraíram as pedras.
A maior pedreira foi encontrada a 290 quilómetros de Stonehenge, no afloramento de Carn Goedog, na encosta norte das colinas de Preseli. "Pelo menos cinco das pedras azuis de Stonehenge, e provavelmente mais, são oriundas de Carn Goedog”, disse Richard Bevins, do Museu Nacional do País de Gales.

Os afloramentos de pedra azul são pilares verticais naturais, que poderiam ser removidos da superfície da rocha abrindo as juntas verticais entre cada pilar. Ao contrário das pedreiras no antigo Egito, onde os obeliscos eram esculpidos em rocha sólida, as pedreiras do País de Gales eram mais fáceis de explorar.






Os trabalhadores da pedreira neolítica introduziam cunhas nas juntas feitas entre os pilares e depois baixavam cada pilar.  Embora seja provável que a maioria das sua ferramentas  consistisse em cordas e cunhas, maços e alavancas de madeira, foram encontradas outras ferramentas, como pedras de martelo e cunhas de pedra.


Escavações arqueológicas no sopé de ambos os afloramentos descobriram restos de plataformas de pedra e terra feitas pelo homem, com a borda externa de cada plataforma a terminar num degrau vertical de cerca de um metro.
 Os pilares de pedra azul poderiam ser colocados nesta plataforma, que funcionava como uma doca de carga para baixá-los em trenós de madeira antes de levá-los”, disse Colin Richards, da Universidade das Terras Altas e Ilhas.

Agora, a equipa pensa que o Stonehenge foi inicialmente um círculo de pilares de pedra azul e que os blocos de arenito foram adicionados 500 anos depois.


Photo UCL

Arca da Aliança pode conter tecnologia extraterrestre


As novas descobertas também põem em dúvida a teoria popular de que as pedras azuis foram transportadas por mar. “Existe a teoria de que as pedras azuis foram levadas para o sul até Milford Haven e colocadas em jangadas ou barcos, mas estas pedreiras estão no lado norte, por isso era relativamente fácil transportar os megálitos para a planície de Salisbury”, rematou Kate Welham , da Universidade de Bournemouth.


Fonte//UCL



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

O álcool altera nosso DNA e faz querer beber ainda mais


O consumo de grandes quantidades de álcool pode causar mudanças no DNA das pessoas, levando-as a ter ainda mais vontade de beber, revela um estudo recente publicado por investigadores da Universidade Rutgers (EUA) no periódico Alcoholism: Clinical & Experimental Research.





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Eles analisaram os genes de consumidores moderados de álcool, de consumidores excessivos (os que bebem constantemente) e dos chamados “binge drinkers”, os que bebem uma grande quantidade de álcool num curto espaço de tempo.
A conclusão foi de que os dois últimos grupos, os consumidores excessivos e os “binge drinkers”, tinham dois genes modificados devido á influência do álcool, num processo chamado de metilação.





Nesses grupos de pessoas, as mudanças genéticas causam mudanças no relógio biológico do corpo, no sistema de resposta ao estresse e, o mais grave, na vulnerabilidade ao próprio álcool. As pessoas passam consumir mais bebida quando estão stressadas, criando-se assim um círculo vicioso. Quanto mais álcool se bebe, maior será a necessidade de ingerir a bebida.

“Descobrimos que pessoas que consomem muito álcool podem estar alterando o seu DNA de uma forma que as faz querer beber ainda mais”, "Isso pode ajudar a explicar por que o alcoolismo é um vício tão poderoso. Também pode, um dia, contribuir para novas formas de tratamento ou ajudar a prevenir o alcoolismo”, disse o principal autor do estudo Dipak K. Sarkar “.


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A esperança é de que a pesquisa ajude na criação de testes com bio marcadores (que são indicadores biológicos, baseados por exemplo em algumas proteínas ou em genes modificados) que possam, eventualmente, prever o risco de cada pessoa se tornar um consumidor excessivo de álcool.




Fonte//BBC




Alterações climáticas podem tornar os verões mais tempestuosos


As alterações climáticas estão a mudar a energia na atmosfera, levando a verões mais tempestuosos, mas também a longos períodos quentes e abafados, para as regiões de latitudes médias do Hemisfério Norte, incluindo América do Norte, Europa e Ásia
De acordo com um novo estudo, levado a cabo por cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Estados Unidos (MIT), o aumento da temperatura global alimenta as tempestades com mais energia, mas que a circulação do ar vai estagnar em regiões do hemisfério norte, incluindo a América do Norte, a Europa e a Ásia.


Photo Noticias do Sinval

As alterações climáticas estão impedindo as plantas de processar o CO2



O aumento da temperatura, principalmente do Ártico, está a redistribuir a energia na atmosfera, colocando mais energia nas tempestades e menos nos ciclones extratropicais de verão, que estão associados a ventos e a frentes que geram chuva.
 Os ciclones extratropicais ventilam o ar e dispersam a poluição, por isso, com ciclones extratropicais mais fracos no verão estamos perante um potencial para dias de qualidade do ar mais pobre nas áreas urbanas”, disse um dos autores do estudo, Charles Gertler, acrescentando que se caminha para verões com tempestades mais destrutivas e com ondas de calor talvez mais longas.




Com os resultados esta terça-feira publicados na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, a publicação oficial da Academia de Ciências dos Estados Unidos, os autores dizem que os ventos associados aos ciclones extratropicais diminuíram devido às alterações climáticas.
Os ciclones extratropicais são grandes sistemas meteorológicos que geram mudanças rápidas de temperatura e de humidade e podem estar associados a nuvens, chuva e vento.
Quanto maiores as diferenças de temperatura entre, por exemplo, o Ártico e o Equador mais forte será um ciclone. Como nas últimas décadas o Ártico aqueceu mais depressa do que o resto da Terra, diminuíram as diferenças de temperatura.

Photo Deposiphotos


Antartida está a perder massa de gelo a ritmo alarmante



Os cientistas investigaram como é que isso afetou a energia disponível na atmosfera e descobriram que desde 1979 que a energia disponível para os ciclones extratropicais diminuiu 6%, enquanto a energia que pode alimentar tempestades menores e mais locais aumentou em 13%.
Os resultados espelham algumas evidências recentes no Hemisfério Norte, sugerindo que os ventos de verão associados a ciclones extratropicais diminuíram com o aquecimento global. Observações da Europa e da Ásia também mostraram um aumento das chuvas assim como das tempestades.


Fonte//Sciencedaily



terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Os oceanos podem abrigar uma surpresa desagradável


As alterações climáticas ameaçam causar uma enorme libertação do carbono que se encontra no fundo do mar. Já aconteceu no passado, tendo como resultado, um aumento da temperatura atmosférica a tal escala, que acabou com a Era do Gelo.


Photo Deposiphtos

Derretimento do gelo antártico pode submergir cidades inteiras


Os resultados desta investigação foram publicados em janeiro passado na revista Environmental Research Letters, e aponta que no final do período Pleistoceno, há aproximadamente 17000 anos, foi libertada uma grande quantidade de gases de efeito de estufa dos fundo marinhos devido à atividade hidrotermal.




Estes reservatórios subaquáticos de dióxido de carbono e metano são produzidos quando a atividade vulcânica liberta gás, que é aprisionado em bolsas congelado.
Estes depósitos estão espalhados pelo leito marinho de todo o planeta e permanecem intactos, a menos que sejam perturbados por fatores externos, como o aquecimento dos oceanos. Se o carbono geológico preso no interior destes reservatórios for libertado, o nível de gases de efeito estufa na atmosfera irá sofrer um enorme aumento, agravando, consequentemente, ainda mais as alterações climáticas.

Photo Phys

Preocupante. Os oceanos estão a aquecer 40% mais rápido que era previsto


Tendo isto em conta, os cientistas alertam que com a atual taxa de aquecimento global, em grande parte causada pela atividade humana, os oceanos atingirão a temperatura considerada mais crítica até o final deste século.

A última vez que aconteceu, a alteraçao climática foi tão drástica que causou o fim da Idade do Gelo”, frisou Lowell Stott, investigador da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, e principal autor do trabalho. E concluiu: “Assim que o processo geológico começar, não podemos desativá-lo”.



Fonte// Phys



A Marinha dos EUA encomendou um submarino autónomo á Boeing



Os robôs estão a substituir os homens em muitas funções. Da indústria ao segmento militar, todos os cenários estão aptos a receber veículos robotizados. Assim, não é com surpresa que os Estados Unidos encomendam um submarino não tripulado à Boeing.



Photo PopularMecanics


China constrói barco robot para estudar meterologia


O submarino autónomo “Orca” poderá atravessar oceanos inteiros e cumprir uma variedade de missões, desde caçar minas até procurar navios afundados.
A Marinha dos EUA assinou um contrato com a Boeing para quatro veículos submarinos autónomos (XLUUVs), ou seja drones submarinos gigantes.






Os submarinos não tripulados, “Orca” poderão realizar missões de reconhecimento a navios que afundam a muito longa distancia e profundidade. Desta forma, teremos estes drones a revolucionar a guerra no mar. A sua tecnologia irá fornecer sistemas de armas baratas e semidescartáveis ​​que podem preencher as lacunas na linha de frente, ou simplesmente ir o risco para os navios tripulados é elevado.






O contrato, anunciado esta semana, estipula que a Boeing receberá 43 milhões de dólares para “fabricar, testar e entregar quatro veículos submarinos não tripulados (XLUUVs) Orca e elementos de apoio associados.” Isso é pouco mais de dez milhões de dólares por barco.

Os submarinos Orca têm na sua base a tecnologia Echo Voyager sub (submarino elétrico não tripulado).
Os Orca têm um alcance de 6 500 milhas náuticas (cerca de 12 mil quilómetros) e podem funcionar autonomamente durante meses a fio. Este “gigante” com 15,5 metros por 2,6 metros por 2,6 metros tem um peso de 50 toneladas.



O submarino possui um sistema de navegação inercial, sensores de profundidade e pode emergir para corrigir a sua posição via GPS. Usa comunicações via satélite para comunicar com a base. O Orca pode mergulhar a uma profundidade máxima de 3352 metros e tem uma velocidade máxima de oito nós.
O Instituto Naval dos EUA diz que a Orca terá capacidade para “decidir” que fazer em diversos cenários com “minas contramedidas, guerra antissubmarina, guerra anti superfície, guerra eletrónica e missões de ataque”. Este submarino autónomo poderá ser equipado com sonar, detetar submarinos inimigos e depois enviar dados de localização para helicópteros e navios.




Estes veículos têm inúmeras vantagens, mas acima de tudo, em termos de armamento, há vantagens de milhões de dólares. Resta saber se para além do aspeto militar, esta tecnologia poderá ser útil à humanidade em muitos outros cenários de paz.



Submarino alemão da Primeira Guerra Mundial descoberto na costa francesa


Fonte//PopularMecanics




segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Plantar triliões de árvores pode anular as emissões de CO2


Numa nova análise efetuada ás florestas do mundo descobriu-se que há espaço para plantar 1,2 trilião de novas árvores, número suficiente para absorver mais CO2 do que atualmente é emitido pela civilização.


Photo Agencia CNI

No Peru, a mineração do ouro esta a destruir a floresta tropical



De acordo com os novos dados, Thomas Crowther, pesquisador da ETH Zurich, disse ao The Independent que as árvores são "a nossa arma mais poderosa na luta contra as mudanças climáticas".
A nova análise, que ele apresentou numa conferência no último fim-de-semana, sugere que uma plantação mundial de árvores teria um impacto maior no meio ambiente do que construir turbinas eólicas ou dietas vegetarianas, um esforço, diz ele, poderia cancelar uma década de emissões de efeito estufa, e alem disso muito mais barato.






Produzimos 400 giga toneladas de CO2, com cerca de 3 triliões de árvores, e se subirmos o número de árvores em mais 1,2 ou mais triliões de árvores, são mais de centenas de giga toneladas de CO2 capturadas por essas arvores e com este passo recua-se 10 anos nas emissões antrópicas”.
Ao contrário das soluções de alta tecnologia para as mudanças climáticas, como sistemas de captura de carbono, Crowther argumentou, as árvores são boas porque qualquer pessoa pode plantar uma.
"É uma coisa linda porque todos podem se envolver", disse ele ao The Independent.


Há um ‘Vórtice de Extinção Perigoso’ numa das florestas mais importantes do mundo



"As árvores literalmente tornam as pessoas mais felizes nos ambientes urbanos, elas melhoram a qualidade do ar, a qualidade da água, a qualidade dos alimentos, o serviço ecos sistémico, evitam catástrofes, é uma coisa tão fácil e tangível."

Precisamente por ser algo tão fácil, não é aceite pelos grandes agentes económicos que apenas pretendem lucro rápido com tecnologias que muitas das vezes poluem tanto que nem diferença fazem.



Fonte//Futurism




A Grande Barreira de Corais foi atingida por massa de água poluída

A Grande Barreira de Corais tem sido atingida constantemente por catástrofes, agora foi uma enorme massa de água poluída, proveniente das chuvadas em Queensland, na Austrália, e que atingiu em cheio o recife. Tal é a quantidade que a mancha de água lamacenta é visível do espaço.


Photo NASA
Descoberta maneira económica de reabilitar os recifes de coral


Imagens de satélite mostram as águas lamacentas que se estendem dos rios das Whitsundays até Cape Tribulation.
Para os recifes mais próximos, a cerca de 60 quilômetros da costa, a água poluída já chegou, tapando a luz do sol e sufocando a vida do recife.
O que se teme, segundo o ABC, é que as águas sujas contenham substâncias químicas agrícolas, como nitrogênio ou fósforo, porque podem matar os corais e algas marinhas próximas.




Sem previsões de ventos fortes para a a zona, a mancha de lama poderá manter-se e quanto mais tempo la ficar mais danos irá causar.
Em 2016, 93% dos recifes foram atingidos por uma doença devido ao clima quente, com 50% dados como mortos ou morrendo, e alguns acham que não podem mais ser salvos .


Photo NASA


Preocupante. Os oceanos estão a aquecer 40% mais rápido que era previsto


Mas pode haver um lado positivo disso tudo. Se os rios transportarem a água fria para o mar e se as nuvens continuarem bloqueando o sol, isso poderá ser suficiente para arrefecer algumas ondas de calor na água do mar para a região nas próximas semanas



Fonte// ScienceAlert





domingo, 17 de fevereiro de 2019

Descoberta “porta para o Inferno” numa caverna de Midlands



Uma pequena caverna perto da cidade de Creswell, na Inglaterra, poderia ter sido considerada “uma porta de entrada para o inferno“, um portal para o submundo. Especialistas em património revelaram a maior concentração de marcas apotrópicas, ou símbolos para afastar o mal ou o infortúnio, alguma vez encontrados no Reino Unido.



Photo The Guaardian


Descoberta caverna que pode ser a maior do Canadá



As marcas, em Creswell Crags, um desfiladeiro de calcário na fronteira de Nottinghamshire com Derbyshire, incluem centenas de letras, símbolos e padrões esculpidos, numa época em que a crença na feitiçaria era generalizada. A escala e variedade das marcas feitas nas paredes de calcário e no teto de uma caverna que tem no centro um buraco profundo e escuro, não tem precedentes.
As marcas foram descobertas por acaso no local, que também abriga a única arte da era do gelo já descoberta no Reino Unido e acredita-se serem para proteger de bruxas e maldições
Paul Baker, diretor do Creswell Heritage Trust, disse que as marcas estavam à vista. Eles sabiam que estavam lá, mas não sabiam o que representavam, segundo o The Guardian.




A instituição foi alertada para as marcas no ano passado por Hayley Clark e Ed Waters. Ambos achavam que talvez houvesse duas ou três marcações, mas logo ficou claro que havia dezenas, centenas, talvez até mais de mil. “Estão em toda parte”, disse Baker.
As letras e os símbolos eram cristãos, mas não deveriam ser vistos nesse contexto, disse Alison Fearn, especialista em marcas de proteção da Universidade de Leicester. Do século XVI ao início do século XIX, quando as pessoas faziam marcas de bruxas, podia não ter havido associação com a religião.



As marcas nas cavernas encaixam-se na história local, já que a vila pós-medieval de Creswell costumava estar muito mais perto das cavernas.
John Charlesworth, intérprete dos simbolos das cavernas, disse que paisagens naturais já foram consideradas lugares assustadores. “Estes são lugares onde forças sobrenaturais num ambiente não-humano poderiam estar em ação”.




Marcas de rituais são normalmente encontradas em casas e igrejas, em portas e janelas, para afastar os maus espíritos. Eles já foram encontrados em cavernas, mas nunca nesta escala.
Creswell Crags chegou às manchetes em 2003, quando a arte das cavernas da era do gelo, incluindo figuras de pássaros, veados e cavalos, foi descoberta. O anúncio da última descoberta foi feito por Creswell Crags e Historic England.


Porque acreditamos em deuses? Nasce connosco ou aprendemos a acreditar?




Ronald Hutton, professor, disse que a descoberta foi extremamente importante e emocionante. “Parece o maior conjunto de marcas protetoras já encontradas em cavernas britânicas e possivelmente em qualquer lugar da Grã-Bretanha.”


Fonte//The Guardian




NASA diz que podemos encontrar vida alienígena brevemente


Uma equipa de cientistas da NASA adiantou que poderá ser possível encontrar vestígios de vida alienígena nas próximas décadas, alertando, contudo, que o contacto com estas formas de vida será feito através de evidências indiretas.
 Os cientistas investigam há décadas, para perceberem se estamos realmente sozinhos no Universo ou se pode existir vida alienígena noutros planetas distantes. De acordo com um novo documento da agência espacial norte-americana (NASA), parece possível ter uma resposta mais cedo do que imaginávamos.


Photo Enigmas do Universo


Caçador de tesouros afirma que encontrou nave espacial alienígena no Triângulo das Bermudas


Em causa está o relatório Biosignature False Positives, elaborado por cientistas do Instituto Goddard de Estudos Espaciais e do Centro de Voos Espaciais Goddard. O documento frisa ser possível encontrar vida extraterrestre nas próximas décadas, mas nota que este contacto não terá, por exemplo, um “extraterrestre a apertar-nos a mão”, como tantas vezes vemos em filmes de ficção científica.







Ao tentar detetar vida em planetas que orbitam outras estrelas, a observação direta da vida, focando uma única árvore numa floresta alienígena, ou ver um alienígena, ou ter o alienígena a apertar a nossa mão) é totalmente improvável”, pode ler-se. “Contudo, nas próximas décadas poderá ser possível observar evidências indiretas de vida alienígena recorrendo às chamadas bio assinaturas”, afirma o relatório. Tal como explicam os cientistas, entende-se por “bio assinatura” “qualquer medição ou observação que exija uma origem biológica para explicar o que se mede ou observa”.

Partindo do exemplo da Terra, entende-se como bio assinaturas terrestres “fósseis de dinossauros, embalagens vazias e o oxigénio”, enumera o documento. Cada uma destas observações, adianta o mesmo relatório, fornece uma evidência indireta, de valor variável, da presença de vida existente ou já extinta.
No mesmo documento, os cientistas alertam ainda para a possibilidade de encontrar falsos positivos durante a procura, uma vez que alguns processos podem iludir ou imitar as provas que os cientistas há anos procuram.



Photo Gazeta do povo

A sonda Osiris-Rex da NASA faz um vídeo do asteroide Bennu


Na procura por formas de vida, seja na parte mais antiga dos registos geológicos da Terra, seja em planetas do nosso Sistema Solar, como Marte, ou especialmente em planetas extrassolares, nós devemos inferir sobre a existência de vida a partir do seu impacto local ou global sobre o ambiente”.
Recentemente, e a propósito da procura de vida alienígena, o chefe do departamento de Astronomia da Universidade de Harvard, Avi Loeb, especulou que o estranho Oumuamua, que atualmente viaja pelo nosso Sistema Solar, não fosse nem um cometa nem um asteroide, mas antes uma nave alienígena. O docente tem reiterado essa teoria.




Fonte// SputnikNews