sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Sonda da NASA descobre a fonte dos ventos solares


A sonda “Parker ” da NASA começou a fazer história no minuto em que foi lançada, ficando logo como o lançamento de movimento mais rápido da história. 
Passou mais perto do Sol do que qualquer sonda anterior, e agora a NASA divulgou os resultados de exames feitos durante os dois primeiros sobrevoos solares da sonda. A pesquisa, publicada em vários estudos inovadores, oferece detalhes tentadores sobre a origem dos ventos solares.

 A NASA lançou a sonda espacial “Parker” em Agosto de 2018, para tentar reunir mais dados sobre a coroa solar, que tipo de radiação e vento chega á Terra, e até onde se podem aproximar da corona solar. A corona é uma camada de plasma existente á volta do sol e é 300 vezes mais quente que a superfície da estrela. A “Parker” tem um escudo térmico avançado composto por espuma composta de carbono de 4,5 polegadas entre duas folhas de fibra de carbono. Essa proteção permite que a “Parker” faça breves passagens pela coroa  na sua órbita excêntrica.
A sonda fez duas passagens pela coroa em Novembro de 2018 e abril de 2019, enviando dados de volta à Terra após cada uma.

Um dos desafios de estudar o vento solar à distância é que ele "amaina" quando atinge a Terra e outras sondas espaciais. Usando o scanner de campo magnético FIELDS e o instrumento Solar Wind Electron Alphas and Protons (SWEAP) na “Parker”, os cientistas identificaram eventos chamados de "reversões" quando as linhas do campo magnético se invertem. Isso faz com que as partículas carregadas se acumulem em bolhas de plasma à medida que se afastam do sol. Mas ainda será preciso mais estudos para saber o que causa esse fenómeno.
Talvez a descoberta mais importante contida nos dados do instrumento FIELDS seja a probabilidade de que o vento solar tenha origem nos chamados "buracos frios" na superfície. Essas regiões do sol, onde as linhas do campo magnético parecem girar, são mais frias que o material circundante, aproximadamente 1,1 milhão de graus Celsius (2 milhões de Fahrenheit). Isso permite que partículas carregadas e campos magnéticos escapem para o sistema solar.





O WISPR da NASA (Wide-Field Imager para Parker Solar Probe) ajudou a confirmar a  "zona livre de poeira" em volta do sol. A produção de energia da estrela na verdade vaporiza a poeira existente até alguns milhões de quilómetros. O WISPR também revelou elementos estruturais complexos na coroa que não são visíveis da Terra. Da mesma forma, o instrumento Investigação Científica Integrada do Sol (ISʘIS) forneceu dados sobre pequenas emissões irregulares de partículas que se misturam ao vento solar no momento em que atinge a Terra.
 A “Parker” ainda tem cerca de cinco anos de missão pela frente, e a NASA espera aprender muito mais sobre o sol até lá. É o sol que torna possível a vida na Terra, mas o vento solar pode ser catastrófico para as naves espaciais e para os sistemas elétricos e electrónicos da Terra.

Referencia//Extremetech



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