quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Reator de fusão nuclear chinês operacional no próximo ano

Em Março, pesquisadores chineses previram que o tokamak HL-2M, um dispositivo projetado para replicar a fusão nuclear, a mesma reação que alimenta o Sol, ficaria concluído antes do final de 2019.
Ainda não se sabe se vai ser assim, mas em Novembro, Duan Xuru, um dos cientistas que trabalha no "sol artificial", informou que a construção estava indo bem e que o dispositivo deveria estar operacional em 2020, um marco, que poderia finalmente fazer da fusão nuclear uma opção viável de energia na Terra.

Se os cientistas puderem descobrir como aproveitar a energia produzida pela fusão nuclear, isso poderá fornecer uma fonte quase ilimitada de energia limpa.
Durante décadas, isso transformou o poder de fusão num santo graal para os cientistas.
Mas o problema é que ainda precisam descobrir uma maneira económica de manter o plasma extremamente quente confinado e estável o tempo suficiente para que a fusão ocorra.
O tokamak HL-2M da China pode ser o dispositivo que está finalmente pronto para esse desafio, ou pelo menos fornece as pistas necessárias para superá-lo.

"O HL-2M fornecerá aos investigadores dados valiosos sobre a compatibilidade de plasmas de fusão de alto desempenho com abordagens para lidar com mais eficiência com o calor e as partículas exauridas do núcleo do dispositivo", disse à Newsweek o físico James Harrison, que não está envolvido no projeto.
"Este é um dos maiores problemas enfrentados pelo desenvolvimento de um reator de fusão comercial", continuou ele, "e os resultados do HL-2M, como parte da comunidade internacional de pesquisa de fusão, influenciarão o design desses reatores".

Referencia//Futurism

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