quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Os desastres climáticos desalojam 20 milhões de pessoas por ano


Os desastres climáticos forçaram mais de 20 milhões de pessoas, por ano, a deixarem as suas casas, alertou a organização não governamental internacional Oxfam.
Coincidindo com o início, da Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, em Madrid,a organização apresentou esta semana o relatório "Obrigados a deixar suas casas" (em tradução livre do original inglês Forced from Home
Nesse relatório a Oxfam adverte que atualmente é "três vezes mais provável que alguém seja forçado a deixar a sua casa por ciclones, inundações ou incêndios florestais do que por conflitos, e até sete vezes mais do que por terremotos ou erupções vulcânicas".



devastaçao
Photo Pixabay/Free-Photos


O secretário-geral da ONU alerta para 'ponto sem retorno' na mudança climática


Segundo dados referentes ao período entre 2008 a 2018, a ONG concluiu que, a Espanha é o terceiro país da Europa, depois da República Checa e da Grécia, onde é maior o risco das populações serem forçadas a mudar de sítio devido a desastres climáticos.
De destacar neste relatório que as pessoas mais vulneráveis são os cidadãos dos países pobres, que, sendo os que " menos contribuem para a poluição causada pelo CO2”, são os que estão em maior risco.
O impacto da crise climática no mundo é muito desigual e a os cidadãos dos países de rendimento médio-baixo e baixo, como poe exemplo, Índia, Nigéria e Bolívia, tem quatro vezes mais probabilidades de ter que abandonar suas habitações em consequência de desastres naturais do que os cidadãos dos países ricos, como os Estados Unidos.

Além disso, sete dos dez países com maior risco de migrações das populações resultantes de fenómenos meteorológicos extremos são pequenos estados insulares em desenvolvimento.
Entre 2008 e 2018, em média, cerca de 5% da população de Cuba, República Dominicana e Tuvalu foi obrigada a deslocar-se, por ano, devido às condições climáticas extremas. "O equivalente a quase metade da população de Madrid", destacou a Oxfam, acrescentando que as emissões per capita destas áreas são "um terço das emissões de países de rendimento elevado".
Cerca de 80% de todas as pessoas que abandonaram suas casas devido a desastres climáticos na última década estavam na Ásia, onde os habitantes de países densamente povoados como das Filipinas ao Sri Lanka, vivem em áreas ameaçadas por ciclones ou inundações.
Em maio, somente o ciclone Fani obrigou de 3,5 milhões de pessoas em Bangladesh e na Índia, a abandonar as zonas onde habitavam, a maioria delas evacuada antes da tempestade, a fim de evitar baixas.


Sigonella Sicília
Photo Pixabay/12019


Um ano aterrorizante para as mudanças climáticas



O diretor executivo interino da Oxfam International, José María Vera, disse que são as "pessoas mais pobres, dos países mais pobres, que pagam o preço mais alto".
Na conferência sobre o clima, que decorre em Madrid até o dia 12 de Dezembro, espera-se que a ONU conclua a primeira revisão do Mecanismo Internacional de Varsóvia para Perdas e Danos, e ainda que os países mais pobres "impulsionem a criação de um novo fundo para ajudar as comunidades a recuperarem-se e a reconstruírem os seus bens após as catástrofes climáticas”. Esta Cimeira pode se revelar importante se os governos se comprometerem a reduzir as emissões mais urgente e a criar um novo fundo para ajudar os povos pobres a recuperarem após as catástrofes climáticas.


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Referencia//Huffpost




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