segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

O mito do dilúvio analisado pela ciência


Um grupo de investigadores britânicos e australianos publicaram os resultados de seus estudos mais recentes na revista 'Quaternary Science Reviews', sobre uma inundação global, resultante do colapso do imenso gelo de Laurentide, na América do Norte, que foi o maior aumento de água doce no planeta dos últimos 100.000 anos e que ocorreu entre 8.740 e 8.160. 
De acordo com este estudo, o evento, também explicaria teorias sobre a expansão da agricultura na Europa no Neolítico.
Mas, usar a ciência para tentar explicar, histórias bíblicas como o dilúvio, a passagem de Moisés pelo Mar Vermelho ou os milagres de Jesus Cristo, é extramente difícil, pois existem inúmeras histórias baseadas no tradição oral, muito distante do contexto real, (difícil de comprovar com as evidências que nos chegaram sobre sua verdadeira existência). E, na maioria dos casos, são simplesmente questões de fé associadas a grandes doses de mitologia ou lenda.



Diluvio
Photo//Medium

Factos incríveis e misteriosos do planeta Terra


A história do dilúvio de Noé e da Arca não se limita apenas à génese bíblica. Copiado de fontes antigas da Babilónia, por volta de 2.000 aC, há um conjunto de doze tábuas de argila que contêm outra narração do dilúvio universal, o conhecido poema de Gilgamésh, senhor de um dos estados da cidade, Uruk. A história é uma mistura de poesia oriental, rica em imagens que descrevem um evento real, surpreendente por suas dimensões, mas referindo-se a certas regiões geográficas expostas a grandes inundações às quais foram acrescentados elementos fantásticos.
Muitos autores concordam que a versão do dilúvio existente no livro do Génesis (Antigo Testamento) seria baseada diretamente nos textos da literatura mesopotâmica, conhecida como a história de Uta-na-pistim (dentro do poema de Gilgamesh) . Como se observa uma relação óbvia ao comparar as passagens do mito de Uta-na-pistim com as do dilúvio judaico-cristão, às vezes até textuais, considerando que o povo judeu teve principalmente contato com a Mesopotâmia e sua cultura.


O mesmo pode ser visto numa história de origem acadiana, intitulada Atrahasis, um poema épico que conta desde a criação até o dilúvio, numa perspetiva religiosa babilónica, com muitos detalhes semelhantes aos relatos bíblicos da criação e do dilúvio.
Nessa história babilónica, os homens multiplicaram-se na terra e tornaram-se promíscuos, e por isso, Deus fez um dilúvio para destruir a humanidade. Um homem chamado “Atrahasis” é avisado e recebe ordens de Deus para construir um barco. Assim o faz e o enche de alimentos, e um casal de todos os animais da Terra. Assim, ele e sua família escapam ao diluvio. No final da história, Atrahasis oferece um sacrifício aos deuses, e o Deus principal aceita que o homem continue a viver na terra.
Muitos tentaram explicar todas essas histórias das mais diversas formas.
 Alguns disseram que o Dilúvio é uma lenda universal que aponta para o “inconsciente coletivo” do ser humano, numa leitura psicanalítica do tema. Outros afirmaram que os relatos apenas simbolizam o renascimento da vida depois da chuva. Houve também quem sugerisse que as lendas sobre um dilúvio são recordações derivadas do degelo da grande era glacial, ocorrida há vários milénios. 
Todavia, os relatos são todos muito idênticos. Por isso, faz todo sentido perceber se houve mesmo um dilúvio, ou uma grande inundação.


Não é possível que haja tantas histórias sem que nada tenha acontecido!

Diante desse cenário, surge a questão da origem da história. Muitos sugerem que os hebreus teriam copiado o dilúvio dos babilónios, visto os relatos da Babilónia serem mais antigos. Muitos, porém, desconsideram a relação entre as culturas semíticas ocidentais antigas e o fato de que os primeiros hebreus vieram da Babilónia (Abraão) e conheciam a história do Dilúvio. A diferença está na interpretação teológica do dilúvio. Os babilónios o relatam a partir das crenças nos seus deuses, e os hebreus a partir da fé no Deus de Israel.
Estudos arqueológicos já comprovaram que, há cerca de 6 mil anos, a Mesopotâmia foi atingida por uma gigantesca inundação. Alguns sítios arqueológicos da antiga Suméria têm uma camada muito espessa de argila de aluvião, semelhante à que é depositada por grandes inundações. No fim das contas, o Dilúvio é um dos fatos mais bem confirmados da Bíblia.

A grande dúvida que existe entre os estudiosos das Escrituras é qual a extensão do Dilúvio?
Será que atingiu toda a Terra, ou foi apenas uma grande inundação regional?
Mas existem muitas outras dúvidas que carecem de explicação para se confirmar a existência de um Diluvio.
De onde veio e para onde foi tanta água?
O volume de água para uma inundação mundial com quase nove quilómetros de altura seria oito vezes superior ao que temos no planeta. Isso destruiria todos os vegetais da terra. Além disso, de onde veio e para onde foi essa água? Poderiam os animais de todos os continentes caber na arca?
A arca tinha 135 metros de comprimento por 22,5 de largura e 13,5 de altura, com três andares. Como tal teria sido impossível acomodar um casal de todos animais do mundo, e como os animais que vivem noutros continentes deslocaram-se até lá?
A mistura de água doce com salgada não mataria os peixes?
Sabemos que peixe de água doce não vive em água salgada. Se as águas do planeta se misturaram, os peixes dos rios teriam sido extintos.



Diluvio
Photo//Fatosdesconhecidos


O exemplo mais antigo de notícias falsas está relacionado com o Diluvio



Como armazenar alimento para tantos animais?
Se já teria sido impossível acomodar um casal de todos os animais, como seria alimentar tantos animais durante mais de um ano.
Porque Noé não foi anunciar a todos os povos o castigo de Deus? Se o Dilúvio atingiu todo o planeta, não seria correto que Noé tivesse viajado para avisar a todos os povos?
Em função dessas dúvidas, muitos estudiosos acreditam que o Dilúvio foi um evento regional, ainda que com significado universal. Mas ainda subsistem umas questões.
Por que seria necessário construir uma arca, se os animais poderiam ter fugido para um outro lugar? Se a inundação atingiu somente uma região, porquê construir uma arca enorme para salvar os animais? Não seria mais simples fazê-los partir para outros sítios? O que dizer das aves migratórias? Elas entraram na arca?

A própria Bíblia não afirma que o Dilúvio cobriu toda a terra?
Ainda que se argumente que “debaixo do céu” refere-se apenas a uma região, o texto de Génesis 7.19-23 parece dar uma ideia de inundação global e não regional.
Como acreditar que o Dilúvio foi parcial, se as águas cobriram os montes de Ararate? Seria possível que uma inundação cobrisse os altos montes do Ararate sem que a Europa e África fossem inundadas?
Se Deus afirmou que o Dilúvio não se repetiria, como pode ter sido parcial? Parece não fazer sentido crer que uma inundação parcial não se repetiria. Através dos anos, centenas de inundações têm assolado o planeta. Como a promessa de Deus pode ser cumprida, se o Dilúvio foi apenas uma inundação local?
Como toda a humanidade pode ser descendente de Noé? Na Bíblia (Génesis 10.32) diz que a Terra foi povoada a partir dos filhos de Noé. Se o Dilúvio foi apenas regional, como isso é possível?
Assim, a explicação do dilúvio universal aparece em diferentes culturas e em tempos relativamente próximos ao longo do tempo.


Diluvio
Photo//Fatosdesconhecidos

Descobertas estruturas na Polónia com 7.000 anos


Pode ser considerado como um dos eventos antigos comuns a diferentes civilizações do planeta. Mas, com ou sem prova de sua veracidade, sabemos que essas civilizações antigas preservaram a história de um grande dilúvio que aniquilou os seus ancestrais, desde que algumas dessas civilizações não tivessem contato com outras, por exemplo, culturas pré-hispânicas com civilizações do Oriente Próximo e da Índia.
Uma tradição oral que teria passado de pais para filhos ao longo de milhares de anos na forma de uma lenda até que as civilizações mais modernas a escrevessem em livros como a Bíblia, Popol Vuh, escritos babilónicos, egípcios etc.
Conforme a publicação, o diluvio causou a migração de populações para o oeste, no total cerca de 150.000 pessoas.

Uma explicação mais recente relata que um imenso pedaço de gelo, separou-se no Atlântico Norte, e causou um aumento do nível do mar de 1,4 metros no Mediterrâneo. Como resultado, o Mar Negro teria sido inundado com água salgada, forçando as comunidades agrícolas neolíticas a se deslocarem, já que não podiam mais ter a suas culturas.
Esses eventos poderiam ter sido transmitidos de geração em geração como a memória de um grande diluvio. Eles devem ter sentido como se o mundo inteiro estivesse inundado e isso poderia ser a origem da história da Arca de Noé.
Uma outra explicação para o diluvio é feita por cientistas da NASA
Uma descoberta feita em maio deste ano já estava tentando dar uma explicação para o mito do dilúvio. Um grupo de geólogos da NASA, com base em estudos preliminares, descobriu que há evidências do impacto de um meteorito na camada de gelo no norte do Canadá.
Nesses estudos, foram encontradas camadas de materiais, que geralmente constituem meteoritos, em camadas de gelo com aproximadamente 10.000 anos de idade.



Photo// sciam

Cientistas encontram evidências sobre a extinção dos grandes mamíferos


Segundo esses cientistas, o suposto meteorito teria explodido no ar, sem atingir o solo.
A grande explosão produzida teria liberado uma quantidade de energia equivalente a milhares de bombas atómicas. Essa energia teria derretido grandes camadas de gelo em segundos, provocando enormes tsunamis, que se propagariam por todo o mundo em poucas horas, causando enormes inundações repentinas e permanentes nas povoações costeiras e um aumento no nível dos mares em todo mundo.
Levando em consideração o fato de que, tal como hoje, as povoações mais importantes estão próximos às costas ou a uma cota pouco acima do nível do mar, o impacto teria causado um "dilúvio universal", ou seja, um grande inundação mundial.

Descoberta cidade perdida das lendas do El Dorado



Monumento Espanhol com 7.000 anos ressurge em ano de seca

Referencias//Pleno.news //Arquehistoria





Sem comentários:

Enviar um comentário