quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Anomalia magnética descoberta perto círculos de pedra milenares na Escócia

Construídos há milhares de anos, os monumentos conhecidos como Outer Hebrides, surpreendem investigadores e historiadores há décadas
Vestígios de um relâmpago maciço ou vários menores podem dar aos cientistas uma pista sobre as origens dessa criação enigmática.
Uma equipe de investigadores da Universidade de St. Andrews e da Universidade de Bradford encontrou evidências de uma anomalia magnética maciça perto de um dos principais círculos de pedra de Outer Hebrides, conhecido como Tursachan Chalanais, na Ilha de Lewis.
Ao estudarem o local, recorrendo a satélites, procurando círculos de pedra perdidos escondidos na turfa, eles notaram a anormalidade perto do Local XI, ou Airigh na Beinne Bige, que é pedra apontada para o local principal. Eles sugeriram que este é o resultado de uma descarga elétrica enorme ou muitas descargas mais pequenas.
"Tais evidências claras de descargas elétricas são extremamente raras no Reino Unido, e é improvável que a associação com este círculo de pedras seja coincidente. Se os relampagos no Local XI se concentraram muma árvore ou rocha que já não está lá, ou se o próprio monumento atraiu as descargas ninguém sabe”, disse o líder do projeto, Dr. Richard Bates, da Universidade de St. Andrews.


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Segundo o investigador, essa "evidência sugere que as forças da natureza poderiam estar intimamente ligadas à vida cotidiana e às crenças das comunidades agrícolas primitivas da ilha".
Segundo seu colega, essas descobertas são muito raras.
"As evidências de tais descargas em pesquisas arqueológicas são muito raras e nosso trabalho no Site XI demonstra que, sem uma pesquisa científica detalhada, nunca conseguiríamos identificar tais eventos", afirmou Chris Gaffney, da Universidade de Bradford.
Em sua busca pelos monumentos perdidos, os investigadores conseguiram recriar virtualmente os círculos de pedra da University of St Andrews School of Computer Science e ver como era essa área há 4.000 anos atrás.

"Pela primeira vez em mais de 4.000 anos, as pedras agora podem ser vistas e 'virtualmente' percorridas. Todos poderão visitar este local remoto e ter uma noção real de como era logo após a construção", Richard Bates disse.
O trabalho da equipe não terminará aí, pois eles planeiam voltar à ilha em 2020 para realizar mais pesquisas tanto em terra com no mar pois acham que os fundos marinhos escondem uma paisagem antiga, agora submersa como resultado do aumento do nível do mar.





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Referncia//Phys


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