quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Investigadores retidos na estação Dumont d'Urville na Antártida


O quebra-gelo francês L'Astrolabe, que deveria entregar mantimentos e substituir os investigadores na estação de pesquisa de Dumont d'Urville, no sul da Austrália, teve um problema numa hélice, e a 15 de Novembro, o Instituto Polar da França  anunciou que devido a este problema a ida do navio á estação estava adiada.
"Em Zonas tão remotas e perigosas, não se pode correr riscos e por em causa a segurança dos passageiros e da tripulação", disse a  capitã Celine Tuccelli  à ABC News Australia .


Photo Getty Images

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Um total de 42 investigadores estão presos, possivelmente por várias semanas, numa situação considerada de “frustrante”, segundo declarações á ABC do líder da missão da França em Dumont d'Urville, Alain Quivoron.
"A maioria dos membros mais jovens da missão até gostaria de ficar mais tempo, mas os mais velhos acham a situação inconveniente e preferem voltar para suas famílias", disse Quivoron.



Quebra Gelo avariado L'Astrolabe, PhotoNaval-technology

Felizmente, a Austrália vai intervir e resgatar os cientistas.
Na semana passada, o governo australiano prometeu enviar um quebra-gelo para Dumont d'Urville e outra base de pesquisa francesa na Itália em Concordia. O quebra gelo Aurora Australis chegará a Hobart, na Tasmânia, no final do mês e seguindo depois para o sul no início de Dezembro, para levar os investigadores para casa.



Quebra Gelo Australiano "Aurora Australis" Photo Antarcticagov


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L'Astrolabe , o navio avariado, foi lançado em 2017  para substituir um navio mais antigo com o mesmo nome.
"Existe um grande espírito de cooperação e apoio entre os países que trabalham na Antártica e estamos muito felizes por poder ajudar nossos colegas franceses sempre que necessário", afirmou o diretor da Divisão Antártica Australiana, Kim Ellis.
Não são apenas as pessoas retidas que queriam sair da Antártica, os membros da expedição que irá substituir os investigadores também se congratularam com a intervenção da Austrália também.
O diretor do Instituto Polar Francês, Jerome Chappellaz,  elogiou  a decisão, observando que, sem a intervenção, "manter nossas estações de pesquisa em funcionamento e realizar pesquisas científicas teria sido extremamente difícil".

2019 © The Washington Post

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Referencia//The WashingtonPost


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