sábado, 30 de novembro de 2019

A Humanidade destruir-se-á antes do Sol destruir o planeta.

É um facto que dentro de alguns milhares de milhões de anos, o sol destruirá o sistema solar e obviamente o nosso planeta.
 À medida que a estrela fica sem átomos de hidrogénio e hélio para queimar no seu núcleo, vai ficando mais brilhante e depois expande-se incinerando tudo inclusive os planetas do sistema solar, mas isso só irá acontecer ao nosso sol, provavelmente dentro de alguns milhares de milhões de anos
A cada mil milhões de anos, o Sol torna-se 10% mais brilhante, o que significa que dentro de 3,5 mil milhões de anos a nossa estrela conseguirá por os oceanos a ferver, derreter todo o gelo da Terra e extinguir toda a vida existente.


Photo CienciaViva

O que pode provocar o fim da humanidade?


Os primeiros a serem destruídos pelo Sol são Mercúrio e Vénus e depois, pouco antes de atingir o seu tamanho e luminosidade máximos, atingirá a Terra.
 O presidente do Departamento de Astronomia da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, Avi Loeb, indica algumas soluções possíveis para, antes dessa destruição, evitar desaparecimento da Humanidade.
Deslocar a Humanidade para zonas do Universo que não estejam ao alcance do colapso solar, é uma das soluções, mas o cientista também considera que a nossa espécie não pode fixar colónias em planetas e satélites existentes no sistema solar, defendendo a construção de uma estrutura gigante, com mobilidade e capacidade para de deslocar para qualquer pondo do universo longe de perigo.

Segundo o cientista, a é imperativo começar a ponderar realizar viagens espaciais para fora do Sistema Solar, e logo que essa possibilidade exista, será também necessário fazer cópias geneticamente idênticas dos seres humanos e da flora e fauna para noutros planetas onde seja possível a sua existência. O mesmo afirmou que, “A solução de longo prazo para as nossas ameaças existenciais não é manter todos os ovos numa única cesta”.

Rabino afirma que o Planeta X será o fim da humanidade


Mesmo assim, Loeb acha que a civilização se irá auto destruir-se muito antes do sol engolir o nosso planeta, segundo escreveu num artigo publicado no Scientific American. “Estou inclinado a acreditar que a nossa civilização desaparecerá como resultado de feridas autoinfligidas, muito antes que o Sol represente uma ameaça previsível, e eu acredito nisso porque o silêncio morto que ouvimos dos numerosos exoplanetas habitáveis que descobrimos e que podem indicar que as civilizações avançadas têm vidas muito mais curtas do que as estrelas anfitriãs”.

Loeb acredita de que a vida extraterrestre existe, sendo um defensor de que o primeiro objeto interestelar a atravessar nosso sistema solar, o asteróide "Oumuamua", era uma nave alienígena que explorava a Terra e planetas próximos.

O desastre natural mais devastador revelado por oficial da NASA


Fontes//SputnikNews //Scientific American




sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Após 193 terremotos num mês será que há o risco de uma mega erupção em Yellowstone

De acordo com os serviços de monitorização do Serviço Geológico dos EUA (USGS), a região de Yellowstone, no Wyoming, sofreu 193 terremotos nos últimos 28 dias. 
Todos os tremores foram relativamente pequenos, tendo o maior sido registado no dia 10 de com magnitude 3. Embora os terramotos na região de Yellowstone sejam vulgares, mas quase 200 num mês é caso, sendo a média, e segundo o Serviço Nacional de Parques, cerca de 700 por ano.


Yellowstone
Photo Libertar.in

Factos incríveis e misteriosos do planeta Terra


Os especialistas alertam que não é necessariamente o tamanho de um terremoto o indicador de que um vulcão pode entrar em erupção, mas a quantidade deles.
No entanto, outros discordam sobre se uma grande quantidade de terramotos perto de um vulcão pode ser um sinal do que está por vir.
Jamie Farrell, da Universidade de Utah, em Salt Lake City, acredita que isso é apenas parte do ciclo natural do vulcão Yellowstone, dizendo: “Os terremotos em grande número são bastante vulgares em Yellowstone”.
O supervulcão de Yellowstone, localizado no estado americano de Wyoming, teve a ultima grande erupção há 640.000 anos.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), as probabilidades de uma erupção em Yellowstone são de cerca de uma em 730.000.



Photo Pixabay//jbark44

Um ano aterrorizante para as mudanças climáticas


Com 640.000 anos desde a última grande erupção, Yellowstone pode estar ainda milhares de anos sem ter outra grande erupção.
No entanto, os especialistas preparam-se para o pior agora e estudam como uma grande erupção, que poderia destruir instantaneamente grandes áreas dos EUA, poderia ser evitada.
Um funcionário da NASA acredita que encontrou uma maneira única de interromper uma grande erupção, injetando água fria nas câmaras de magma de Yellowstone.
O engenheiro da NASA, Brian Wilcox, espera evitar a ameaça de uma super erupção, arrefecendo o magma dentro do vulcão.
Cerca de 60 a 70% do calor gerado por Yellowstone penetra na atmosfera, mas o restante acumula-se no interior. Se acumular o suficiente, pode desencadear uma erupção.


Photo Express 

Gases de efeito estufa atingiram o recorde em 2018


O engenheiro da NASA acredita que, perfurando cerca de 10 mil metros de profundidade, e bombando agua a alta pressão permitiria que o líquido frio absorvesse parte do calor, antes de ser bombado novamente. Este projeto poderia ter custos na ordem das 3.5 mil milhões de dólares, mas teria o benefício de aproveitar a energia geotérmica para produção de energia elétrica.
Uma ideia um pouco fora do comum mas quem sabe se será mesmo necessária.

O que é uma extinção em massa e estamos a viver uma agora?


Referencia//Express


quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Factos incríveis e misteriosos do planeta Terra


A Terra provavelmente é o único planeta habitado do nosso Sistema Solar, e, quase imediatamente após a sua formação a vida surgiu no planeta, isto há 4,25 biliões de anos.
A Terra já teve um sistema de anéis, que entretanto desapareceu, parte da superfície terrestre separou-se do planeta e foi para o espaço e apareceu o Homo sapiens.


Planeta Terra
Photo Pixabay/ColiN00B


Tal como Saturno a Terra também tinha anéis


Há cerca de 715 milhões de anos, a superfície da Terra estava totalmente debaixo de gelo, e era um planeta gelado, onde as temperaturas máximas não ultrapassavam os 20 graus negativos.
Este período, conhecido na ciência como Idade do Gelo, durou quase 120 milhões de anos e, segundo algumas teorias, foi esse ambiente gelado que originou a explosão Cambriana, época onde ocorreu uma grande diversificação de organismos, incluindo animais, fitoplâncton e calcimicróbios.

Imagem artística da Terra com anéis
Imagem artística Depositphots/shad.off,NASA



As alterações climáticas estão aquecendo a Europa



Este período glacial deveu-se a um outro evento, a formação de um sistema de anéis em volta da Terra, tal como os que rodeiam Saturno, e segundo alguns cientistas, tal ocorreu devido ao impacto de um asteroide gigantesco.
O impacto foi de tal magnitude que os pedaços de rocha resultantes da colisão foram lançados para a órbita da Terra, formando assim anéis á volta da Terra.
Estes anéis causaram sombra nas regiões tropicais da Terra e tal causou um arrefecimento global.
No entanto, o sistema de anéis era instável foi de “curta” duração, devido á atração lunar e ao vento solar que dispersou as partículas dos anéis para fora da órbita.

Imagem ilustrativa da colisão entre Terra e Theia
Imagem artística Depositphotos / INNOVARI

Como um inverno nuclear afetaria todo o planeta


A Lua era parte do nosso planeta

A composição do solo lunar é igual á do solo de Terra, ao ponto de ter partes iguais de isótopos de titânio, oxigênio e outros elementos.
Segundo alguns investigadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles, após a sua formação a Terra colidiu com outro planeta, mais ou menos do tamanho de Marte, (Theia) a grande velocidade e penetrou na crosta terrestre, fundindo-se com o solo e expelindo uma parte para o espaço, onde gradualmente se transformou na Lua.

No futuro longínquo a Terra terá um só continente.

Segundo algumas teorias modernas, daqui a 250 milhões de anos, os continentes irão se unir de novo e formar um supercontinente, já batizado por alguns cientistas de Pangeia Última, por outros de Aurica ou Amásia.



Referencia//SputnikNews


Descobertas estruturas na Polónia com 7.000 anos

Uma equipa de arqueólogos descobriu um par de estruturas milenares num campo perto da vila de Lysomice, na Polônia, segundo o DailyExpress
Ninguém ainda sabe ao certo para que serviram estas estruturas antigas, mas os cientistas suspeitam tratar-se de templos locais para observações astronómicas.


Estruturas milenares na Polônia
Photo DailyExpress

Descoberta cidade perdida das lendas do El Dorado


Segundo o jornal, as estruturas de 7.000 anos, que ainda são mais antigas que a Grande Pirâmide de Gizé, permaneceram despercebidas durante séculos até que os investigadores descobriram seus contornos no Google Earth.
"Esta descoberta pode ser classificada de sensacional devido ao fato de estarem localizadas a leste do rio Vístula", disse Mateusz Sosnowski, arqueólogo da Universidade de Nicolas Copernicus. "Essas construções são as que se situam mais a nordeste na Europa, e ninguém esperava que houvesse algo assim nessa região".



Estruturas milenares na Polônia
Photo DailyExpress


Porque os incas construíram o Machu Picchu num lugar tão remoto?


As duas estruturas circulares estão a cerca de 5 quilómetros uma da outra, medindo cerca de 85 metros de diâmetro e no seu interior existem "três valas concêntricas ".
Interessante é o fato das entradas estarem diretamente opostas umas às outras no eixo noroeste/sudeste, sendo de supor que possam ter estado ligadas a observações astronómicas, mas para confirma esse fato são necessárias mas investigações.

 Estas estruturas foram construídas por um grande grupo de pessoas, sendo existem cerca de 130 estruturas semelhantes foram descobertas na Europa, que podem ter sido templos ou ter desempenhado algum tipo de papel cerimonial ou astronómico.

Monumento Espanhol com 7.000 anos ressurge em ano de seca


Referencia//Daily Express



quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Investigadores retidos na estação Dumont d'Urville na Antártida


O quebra-gelo francês L'Astrolabe, que deveria entregar mantimentos e substituir os investigadores na estação de pesquisa de Dumont d'Urville, no sul da Austrália, teve um problema numa hélice, e a 15 de Novembro, o Instituto Polar da França  anunciou que devido a este problema a ida do navio á estação estava adiada.
"Em Zonas tão remotas e perigosas, não se pode correr riscos e por em causa a segurança dos passageiros e da tripulação", disse a  capitã Celine Tuccelli  à ABC News Australia .


Photo Getty Images

24% do gelo da Antártida Ocidental esta se tornando instável



Um total de 42 investigadores estão presos, possivelmente por várias semanas, numa situação considerada de “frustrante”, segundo declarações á ABC do líder da missão da França em Dumont d'Urville, Alain Quivoron.
"A maioria dos membros mais jovens da missão até gostaria de ficar mais tempo, mas os mais velhos acham a situação inconveniente e preferem voltar para suas famílias", disse Quivoron.



Quebra Gelo avariado L'Astrolabe, PhotoNaval-technology

Felizmente, a Austrália vai intervir e resgatar os cientistas.
Na semana passada, o governo australiano prometeu enviar um quebra-gelo para Dumont d'Urville e outra base de pesquisa francesa na Itália em Concordia. O quebra gelo Aurora Australis chegará a Hobart, na Tasmânia, no final do mês e seguindo depois para o sul no início de Dezembro, para levar os investigadores para casa.



Quebra Gelo Australiano "Aurora Australis" Photo Antarcticagov


Derretimento do gelo antártico pode submergir cidades inteiras



L'Astrolabe , o navio avariado, foi lançado em 2017  para substituir um navio mais antigo com o mesmo nome.
"Existe um grande espírito de cooperação e apoio entre os países que trabalham na Antártica e estamos muito felizes por poder ajudar nossos colegas franceses sempre que necessário", afirmou o diretor da Divisão Antártica Australiana, Kim Ellis.
Não são apenas as pessoas retidas que queriam sair da Antártica, os membros da expedição que irá substituir os investigadores também se congratularam com a intervenção da Austrália também.
O diretor do Instituto Polar Francês, Jerome Chappellaz,  elogiou  a decisão, observando que, sem a intervenção, "manter nossas estações de pesquisa em funcionamento e realizar pesquisas científicas teria sido extremamente difícil".

2019 © The Washington Post

O que irá acontecer á humanidade se a Antártida colapsar


Antartida está a perder massa de gelo a ritmo alarmante


Cientistas descobrem buraco gigante na Antártida




Referencia//The WashingtonPost


Um ano aterrorizante para as mudanças climáticas


As advertências dos cientistas sobre as mudanças climáticas intensificaram-se nos últimos 12 meses. Mas será que os líderes mundiais finalmente os escutarão?
Há um ano, a comunidade científica internacional dificilmente poderia esperar que Greta Thunberg, uma adolescente da Suécia, se tornasse um dos seus maiores aliados. Desde o início de sua greve semanal pela escola, a pequena garota de 16 anos usou habilmente as suas aparições públicas e poderosa presença nas redes sociais para pressionar a redução das com ações globais mais ousadas.
"Repetidamente, a mesma mensagem", ela twittou recentemente. “Escutem os cientistas, escutem os cientistas. Escutem os cientistas!



Imagem Pixabay/TheDigitalArtist


Gases de efeito estufa atingiram o recorde em 2018


Bem, mas o que dizem os cientistas?

A resposta, é claro, é que eles alertam sobre os graves impactos globais das mudanças climáticas há mais de três décadas. Mas, nos últimos 12 meses, esses avisos intensificaram-se. Os relatórios detalhando as enormes consequências ambientais, económicas e humanas do aquecimento global chegam agora a um ritmo rápido e furioso. E são mais assustadores do que nunca.
Tudo começou em Outubro do ano passado, com o lançamento de um relatório especial da autoridade global de ciências climáticas das Nações Unidas, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas ( IPCC ), sobre os possíveis impactos de um aumento da temperatura global de 1,5 graus Celsius ou mais. Três grupos de trabalho internacionais do IPCC, com 91 autores e editores de 40 países, examinaram mais de 6.000 estudos científicos e pediram que "as emissões globais de dióxido de carbono comecem a diminuir bem antes de 2030" para evitar as consequências mais graves do aquecimento global. Ele disse que "é provável que o aquecimento global atinja 1,5 graus Celsius entre 2030 e 2052 se continuar a aumentar na taxa atual".



Photo Pixabay/cocoparisienne

As emissões de óxido nitroso devem aumentar no Oceano Pacífico



O lançamento do relatório proporcionou um momento de "avanço" na consciência das pessoas e na cobertura da imprensa, com inúmeras frases sonoras, manchetes e imagens alertando para um prazo de "12 anos" para impedir a "catástrofe da mudança climática". Os "12 anos" o slogan era ainda mais alarmante do que as já fortes advertências do IPCC. O planeta não vai implodir em 2030, mas mais atrasos nas principais ações globais tornarão cada vez mais difícil mudar para um mundo sem carbono.
Em novembro, a Quarta Avaliação Nacional do Clima dos Estados Unidos , produzida por especialistas governamentais e externos, reforçou a mensagem sombria e desoladora do relatório do IPCC de Outubro. "As mudanças climáticas criam novos riscos e exacerbam as vulnerabilidades existentes nas comunidades dos Estados Unidos, apresentando desafios crescentes à saúde e segurança humana, qualidade de vida e taxa de crescimento económico", alertou. A tentativa do governo Trump de minimizar a cobertura dos órgãos de informação do boletim climático americano, divulgando-o na sexta-feira negra, um dia após o Dia de Ação de Graças, saiu pela culatra: o relatório mandatado pelo congresso obteve dupla cobertura tanto como uma história ambiental quanto política.

Mas as notícias terríveis não diminuíram quando 2018 chegou ao fim.
 Um relatório de Dezembro da Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que as emissões na produção de eletricidade, transporte e outras fontes de combustíveis fósseis são "um dos principais contribuintes para a poluição do ar prejudicial à saúde, que mata todos os anos mais de sete milhões de pessoas". Eventos climáticos extremos ligados às mudanças climáticas causadas por seres humanos "representam um perigo claro e presente para a segurança da saúde" e concluíram os benefícios de saúde relacionados à mudança climática "superam em muito os custos do cumprimento das metas de mudança climática"



Photo Pixabay/Chris_LeBoutillier


Assim como os impactos futuros desastrosos da mudança climática estavam ficando mais claros, e todos os dias recebemos notícias preocupantes sobre o presente. Em Dezembro passado, o Projeto Global de Carbono indicou que as emissões de dióxido de carbono em todo o mundo atingiram uma alta histórica em 2018, um aumento de mais de dois por cento após três anos de quase nenhum crescimento. Um relatório da Administração de Informações sobre Energia (EIA) dos EUA em Janeiro de 2019 estimou um aumento de quase 3% nas emissões de dióxido de carbono relacionadas com a produção de energia em 2018, o maior salto desde 2010, revertendo uma tendência que vinha a acontecer durante três anos consecutivos. A AIA estimou que as emissões totais dos EUA cairiam em 2019, e essa previsão parece estar ocorrendo, devido a uma queda no consumo do carvão. No entanto, as emissões totais de dióxido de carbono terão um aumento novamente em 2019, diz Rob Jackson , da Universidade de Stanford , que preside o Comité Científico do Global Carbon Project.

Os alarmes sobre os impactos das mudanças climáticas no Ártico soaram ao longo do ano. Em Abril, um estudo da NASA sobre o manto de gelo da Gronelândia, publicado on-line no Dia da Terra , descobriu que a perda de gelo para o oceano pelas geleiras da maior ilha do mundo aumentou seis vezes desde os anos 80. Enquanto isso, o nível do mar havia subido quase 14 milímetros desde 1972, metade dos quais nos últimos oito anos. (Mais tarde, uma severa onda de calor no Ártico no meio do verão contribuiu para o derretimento histórico da camada de gelo da Gronelândia, com 12,5 biliões de toneladas de gelo derretendo no oceano num único dia, a “maior perda de volume registada num dia”, de acordo com o Washington Post ).


Photo Pixabay/dassel

Oceano Ártico pode ficar sem gelo até meio deste seculo



Um estudo pouco divulgado da Universidade de Stanford , também divulgado no Dia da Terra, descobriu que o aquecimento global do uso de combustíveis fósseis "provavelmente exacerbou a desigualdade económica global" nos últimos 50 anos. Os autores do estudo descobriram que o aquecimento provavelmente melhorou o crescimento económico nos países mais frios e ricos, enquanto reduz o crescimento económico em países mais quentes e mais pobres.
Em maio, um relatório histórico da biodiversidade da ONU forneceu outra estatística: um milhão de espécies animais e vegetais na Terra estão ameaçadas de extinção, e as taxas de extinção estão "acelerando". Os últimos 50 anos tiveram grande na natureza e ameaçaram a saúde de ecossistemas importantes para os seres humanos e todas as outras espécies. Os fundamentos da pesquisa do relatório são fortes: uma revisão sistemática de cerca de 15.000 fontes científicas e governamentais, que também inclui conhecimento indígena e local.

Em Agosto, foram as ondas de calor globais recorde, da Coreia do Sul ao norte da Noruega, outro importante relatório especial do IPCC chamou a atenção para as ameaças à mudança climática relacionadas à terra. Ele constatou que “as mudanças climáticas, incluindo aumentos na frequência e intensidade de extremos, impactaram adversamente a segurança alimentar e os ecossistemas terrestres, além de contribuir para a desertificação e a degradação da terra em muitas regiões” do planeta. O relatório recomendou práticas sustentáveis ​​de desenvolvimento e adaptação da terra para combater outras destruições.



Photo Pixabay/Hermann


A altamente antecipada Cúpula de Ação Climática da ONU em 23 de Setembro em Nova York trouxe relatórios climáticos adicionais. Em 22 de Setembro, o Grupo Consultivo para a Ciência da Cúpula da ONU lançou o United in Science , uma síntese ambiciosa que liga os pontos entre a “ciência mais recente e autoritária” e as “ações concretas” para “deter os piores efeitos das mudanças climáticas”. O IPCC divulgou um post-summit descrevendo as profundas mudanças que ocorrem nos oceanos e regiões congeladas da Terra, incluindo geleiras e mantos de gelo. O relatório concluiu que o aquecimento do oceano, o derretimento do gelo e a subida do nível do mar já estão afetando tudo, desde os recifes de coral até quase 10% da população global que vive em áreas costeiras baixas, e os impactos negativos piorarão muito no futuro.
O relatório dos oceanos encerrou 12 meses de evidências científicas avassaladoras dos riscos das mudanças climáticas globais. A mensagem consistente é que danos devidos às mudanças climáticas já estão acontecendo, e alguns impactos serão duradouros ou irreversíveis, atingindo desproporcionalmente populações vulneráveis. Combater as mudanças climáticas exigirá uma transformação económica, social e tecnológica sem precedentes. Mas, crucialmente, os relatórios dizem que provavelmente não é tarde demais para evitar os piores efeitos do aquecimento global, adotando estratégias significativas de adaptação e mitigação.

Resta um senso de urgência e incerteza sobre os perigos climáticos imediatos e futuros. Por muitos anos, pensou-se que o que os relatórios de ciências climáticas afirmavam, só teriam consequências no tempo dos nossos netos. Infelizmente, o futuro veio mais rápido do que a ciência havia previsto, e o mundo agora está confrontado com a realidade das mudanças climáticas. Eventos climáticos extremos relacionados com outras ameaças. Os incêndios assustadores que correm agora pelo sul e norte da Califórnia e na Austrália, mostram como essa nova realidade relacionada ao clima está a afetar-nos severamente.


Photo Pixabay/GoranH

A próxima Conferência sobre Mudança Climática da ONU, a 25 ª sessão da Conferência das Partes ( COP25 ) para o tratado climático da ONU, vai mais uma vez pressionar os delegados de quase 200 nações para entregar uma ação concreta sobre promessas feitas no âmbito do Acordo de Paris de 2015. (A COP25 esta programada para ser realizada em Madrid de 02 a 13 de Dezembro, Os dececionantes resultados substantivos e políticos da cúpula de Setembro em Nova York, particularmente a falta de compromissos mais fortes dos grandes emissores de carbono como China, Índia e EUA, significa que as expectativas são baixas. O vaio de liderança deixado pelo presidente americano Trump, com sua retórica estridente a favor dos combustíveis fósseis e a saída planeada do Acordo de Paris, piora as coisas.

Mas não podemos desvaloriar a persistência de Greta Thunberg e o crescente movimento de jovens. Estima-se que 7,6 milhões de pessoas protestaram em todo o mundo durante a Semana do Clima da ONU, em Setembro. Os organizadores da greve estão planeando um grande protesto global na Black Friday dirigido aos decisores da COP25.
No seu discurso na Cúpula de Ação Climática da ONU, Thunberg repreendeu os líderes mundiais por nada fazerem em relação ás  mudanças climáticas. "Por mais de 30 anos, a ciência tem sido clara. Como ousam continuar a fechar os olhos. É provável que esta jovem ativista corajosa vá entregar uma mensagem igualmente forte na COP25, com argumento científico a uma ação governamental significativa para ajudar a proteger a sua geração e as futuras.

Os furacões são mais poderosos, devastadores e frequentes


Fonte//Undark

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Central solar no Quênia fornece água potável dessalinizada a 35.000 pessoas por dia


A ONG GivePower criou e instalou a Solar Water Farm, fornecendo água potável dessalinizada para os moradores de Kiunga.
Grande parte de nós não pensamos na dificuldade que milhões de pessoas têm para ter acesso a agua potável. Infelizmente, 2,2 mil milhões de pessoas em todo o mundo ainda lutam para alcançar e consumir água potável e segura.

Photo GivePower



Para revolver uma  dessas situações, numa zona do Quénia, foi encontrada uma solução. A ONG, GivePower , instalou e gere uma central de dessalinização movida a energia solar no Quênia em agosto de 2018, que transforma a água salgada em água potável, fornecendo o suficiente para 35.000 pessoas por dia.
A equipe da GivePower decidiu construir sua central dessalinizadora solar em Kiunga , na costa leste do Quênia, situada no Oceano Índico. A região vive uma seca extrema desde há muitos anos e os 3.500 habitantes da vila de Kiunga não tinham acesso a água potável.
Beber água contaminada pode levar a doenças como cólera e disenteria. Além disso, deveria ser um direito humano básico ter acesso à água potável.


A GivePower tem a missão de fornecer água potável para pessoas em todo o mundo. A questão principal era que muitas centrais tinham custos elevados de funcionamento, mas, recorrendo a painéis solares esse problema foi resolvido. Daí a decisão da GivePower de procurar métodos alternativos para fornecer fontes de água potável.
Transformar a água do mar em água potável é um processo que consome energia e, portanto, caro. Portanto, usar energia solar para esse processo pode ser a solução a longo prazo que todos esperávamos.



A dessalinizadora solar da GivePower capta energia solar usando painéis solares, que conseguem produzir 50 quilowatts de energia e acionar duas bombas de água que funcionam 24 horas por dia. A água salina é então transformada com segurança em água potável.
Antes da instalação da central solar, as pessoas de Kiunga às vezes precisavam deslocar-se ate muito longe para obter água potável suficiente. Como cada gota de água é muito preciosa para eles, as famílias e os membros da aldeia geralmente tomavam banho e lavavam suas roupas em água salgada, algo que é muito agressivo para a pele.
Além disso, muitas pessoas tiveram que beber água não tratada dos poços, o que as deixou doentes.
A solução da GivePower permitiu que 35.000 pessoas tivessem acesso à água potavel por meio de seu projeto da Kiunga Solar Water Farm, sendo um grande passo para a humanidade e para o uso de energia solar.

Novo sistema retira água da humidade atmosférica recorrendo á energia solar




Fonte//GivePower



Gases de efeito estufa atingiram o recorde em 2018


Os níveis de gases de efeito estufa na atmosfera, principal fator de mudança climática, atingiram um recorde no ano passado, informou a ONU na segunda-feira, pedindo ações para salvaguardar "o futuro bem-estar da humanidade".
"Não há sinal de desaceleração, muito menos de um declínio, na concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, apesar de todos os compromissos do Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas", afirmou o chefe da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Petteri Taalas.


Terra vista do espaço
Photo Pixabay/skeeze

As emissões de óxido nitroso devem aumentar no Oceano Pacífico


O principal Boletim Anual de Gases de Efeito Estufa da OMM listou a concentração atmosférica de CO2 em 2018 em 407,8 partes por milhão (ppm), acima dos 405,5 ppm em 2017. Esse aumento foi um pouco acima do aumento médio anual na última década.
O CO2 é responsável por aproximadamente dois terços do aquecimento da Terra. O segundo gás de efeito estufa mais prevalente na atmosfera é o metano, emitido em parte pelo gado e fermentação de arrozais, responsável por 17% do aquecimento, de acordo com a OMM.
O óxido nitroso, o terceiro maior gás de efeito estufa, é causado principalmente por fertilizantes agrícolas, causou cerca de seis por cento do aquecimento na Terra, informou a agência da ONU.
Os níveis de concentração atmosférica de metano e óxido nitroso atingiram recordes no ano passado, informou a ONU.

"Essa tendência contínua de longo prazo significa que as gerações futuras serão confrontadas com impactos cada vez mais severos das mudanças climáticas, incluindo temperaturas mais altas, condições climáticas mais extremas, stress hídrico, aumento do nível do mar e perturbações nos ecossistemas marinhos e terrestres", afirmou a OMM.
As emissões são o principal fator que determina a quantidade de níveis de gases de efeito estufa, mas as taxas de concentração são uma medida do que resta após uma série de interações complexas entre atmosfera, biosfera, litosfera, criosfera e oceanos.
Atualmente, cerca de 25% de todas as emissões são absorvidas pelos oceanos e pela biosfera, um termo que é responsável por todos os ecossistemas da Terra.
A litosfera é a parte externa sólida da Terra, enquanto a criosfera cobre a parte do planeta coberta por água congelada.


Emissões Co2
Photo Pixabay/byrev

Oceano Ártico pode ficar sem gelo até meio deste seculo



O Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC) afirmou que, para manter o aquecimento abaixo de 1,5 graus Celsius, as emissões líquidas de CO2 devem estar no zero líquido, o que significa que a quantidade que é colocada na atmosfera deve ser igual à quantidade que está sendo removida, apesar de natural absorção ou inovação tecnológica.
Embora Taalas tenha deixado claro que não estavamos no caminho de cumprir as metas da ONU, ele destacou algumas razões para um otimismo cauteloso.
"A visibilidade dessas questões é a mais alta que de sempre", disse ele á comunicação social em Genebra, observando que o setor privado está investindo cada vez mais em tecnologia verde.
Mesmo nos Estados Unidos, onde o governo do presidente Donald Trump, este mês, iniciou o processo de retirada formal do acordo de Paris, " estão acontecendo coisas muito positivas ", disse Taalas.
Embora Washington possa ter renunciado aos compromissos do acordo de Paris, "temos muitos estados e cidades que estão seguindo na direção certa", acrescentou.

Os furacões são mais poderosos, devastadores e frequentes


Referencia//ScienceAlert



segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Novo olho biónico dá a visão aos cegos

Meses depois de receber um olho biónico, uma câmara ligada a um implante neural, um homem chamado Jason Esterhuizen pôde ver pela primeira vez desde que ficou cego devido a um acidente de carro.
Jason Esterhuizen é uma das seis pessoas no mundo aonde foi implantado o olho Orion, um dispositivo experimental que grava vídeos, converte-o em atividade elétrica e estimula o padrão nos centros de processamento visual de seu cérebro, de acordo com o OneZero. Graças a este implante, ele pode ver as velas em seu bolo de aniversário e a identificar o tráfego próximo a sua casa pela primeira vez em sete anos, segundo declarações do mesmo á comunicação social.



Photo Basil Academico


O nível mais seguro de consumo de álcool é “Não beber nada”, diz estudo


O Orion, o mais recente produto da startup de biotecnologia Second Sight, corrige um problema importante nos olhos biónicos anteriores, que quase ninguém poderia usá-los.
Isso acontece porque os elétrodos nessas próteses visuais geralmente ficam na parte posterior da cavidade ocular, o que significa que eles só funcionariam se algumas células do olho biológico ainda estivessem vivas.
Agora, tudo mudou, porque o Second Sight envia o implante do Orion diretamente para o cérebro.
"Com o sistema atual que estamos testando, nem é preciso ter olhos para o dispositivo funcionar", afirmou Nader Pouratian, neurocirurgião da Universidade da Califórnia em Los Angeles que implantou o Orion em Esterhuizen .



Photo Brasil Academico

Não consumir carne vermelha ou processada parece não trazer benefícios à saúde


Mas isso também significa fazer uma cirurgia no cérebro e enfrentar todos os riscos,como infecções perigosas, que o procedimento introduz.
Para Esterhuizen, o risco valeu a pena, e agora sente-se mais seguro na vida quotidiana.
O Orion não é o olho biónico mais avançado do mercado, os cientistas de Stanford estão desenvolvendo algo semelhante que tem resolução suficiente para que as pessoas o usem para ler o texto. Mas Esterhuizen está feliz com os resultados que está vendo.
"Não é que o sistema os ajude a se tornar completamente independentes", disse Pouratian, "mas quando não se vê nada, conseguir ver um pouco torna-se extremamente valioso"

Quatro problemas de saúde causadas pelos refrigerantes


Sabia que sedentarismo mata mais que o tabagismo?


Fonte//Futurism


domingo, 24 de novembro de 2019

O que é uma extinção em massa e estamos a viver uma agora?


Por mais de 3,5 mil milhões de anos, os organismos vivos prosperaram, multiplicaram e diversificaram para ocupar todos os ecossistemas da Terra. O outro lado dessa explosão de novas espécies é que as extinções de espécies também sempre fizeram parte do ciclo evolutivo.
Mas esses dois processos nem sempre estão em sintonia. Quando a perda das espécies ultrapassa rapidamente a formação de novas espécies, esse equilíbrio pode ser tão grande que provoque o que é conhecido como evento de "extinção em massa".


Elefante
Photo Pixabay/Sponchia


Extinção dos insetos representa risco para toda a vida na Terra




Uma extinção em massa é geralmente definida como uma perda de cerca de três quartos de todas as espécies existentes em toda a Terra durante um período geológico "curto". Dada a grande quantidade de tempo desde que a vida evoluiu pela primeira vez no planeta, “curto” é definido como algo menor que 2,8 milhões de anos.
Desde pelo menos o período cambriano que começou por volta de 540 milhões de anos, quando a diversidade da vida explodiu numa enorme diversidade de formas, apenas cinco eventos de extinção atenderam definitivamente a esses critérios de extinção em massa.
Esses chamados "Big Five" tornaram-se parte da referência científica para determinar se os seres humanos criaram hoje as condições para uma sexta extinção em massa.

As cinco grandes

Essas cinco extinções em massa acontecem em média a cada 100 milhões de anos desde o Cambriano, embora não exista um padrão detetável para o seu momento específico. Cada evento durou entre 50 mil e 2,76 milhões de anos. A primeira extinção em massa ocorreu no final do período ordoviciano, há cerca de 443 milhões de anos e destruiu mais de 85% de todas as espécies.
O evento ordoviciano parece ter sido o resultado de dois fenómenos climáticos. Primeiro, um período de glaciação á escala planetária (uma “era do gelo” em escala global), depois um período de aquecimento rápido.
A segunda extinção em massa ocorreu durante o período devoniano tardio, há cerca de 374 milhões de anos. Isso afetou cerca de 75% de todas as espécies, a maioria das quais eram invertebrados de fundo no mar tropical da época.

Este período no passado da Terra foi caracterizado por alta variação no nível do mar e condições de rápida alternância de arrefecimento e aquecimento globais. Foi também o momento em que as plantas começaram a dominar a terra e houve uma queda na concentração global de CO 2, tudo isso foi acompanhado pela transformação do solo e períodos de menos oxigénio.
O terceiro e mais devastador das Cinco Grandes ocorreu no final do período do Permiano, cerca de 250 milhões de anos atrás. Isso acabou com mais de 95% de todas as espécies existentes na época.
Algumas das causas sugeridas incluem um impacto de um asteróide que encheu o ar de partículas pulverizadas, criando condições climáticas desfavoráveis ​​para muitas espécies. Estas poderiam ter bloqueado o sol e gerado intensas chuvas ácidas. Ainda são debatidas outras causas possíveis, como a atividade vulcânica maciça na atual Sibéria, o aumento da toxicidade oceânica causada pelo aumento do CO₂ atmosférico ou a disseminação de água pobre em oxigénio no oceano profundo.



Dinossauro
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Que espécies dominariam nosso planeta se o Homem desaparecesse?



Cinquenta milhões de anos após a grande extinção do Permiano, cerca de 80% das espécies do mundo foram novamente extintas durante o evento Triássico. Isso provavelmente foi causado por alguma atividade geológica colossal no que é hoje o Oceano Atlântico, que teria elevadas concentrações atmosféricas de CO₂, aumento da temperatura global e oceanos acidificados.
O último e provavelmente mais conhecido dos eventos de extinção em massa ocorreu durante o período Cretáceo, quando cerca de 76% de todas as espécies foram extintas, incluindo os dinossauros. O fim destes super predadores deu aos mamíferos uma nova oportunidade de diversificar e ocupar novos habitats, a partir dos quais os seres humanos evoluíram.
As causas mais prováveis da extinção em massa do Cretáceo devem ter sido, um impacto de um asteróide no Yucatán, no México moderno, uma erupção vulcânica maciça na província de Deccan, na moderna região centro oeste da Índia, ou ambas em conjunto.

E será a atual crise de biodiversidade uma sexta extinção em massa?

Atualmente, a Terra está passando por uma crise de extinção em grande parte devido à exploração do planeta pelas pessoas. Mas se isso constitui uma sexta extinção em massa depende se a taxa de extinção atual é maior que a taxa "normal" ou "em segundo plano" que ocorre entre as extinções em massa.
Essa taxa de fundo indica a rapidez com que se espera que as espécies desapareçam na ausência de empreendimentos humanos, e é geralmente medida usando o registo fóssil para contar quantas espécies morreram entre os eventos de extinção em massa.
A taxa de fundo mais aceite é estimada a partir do registo fóssil dá um tempo de vida útil média de cerca de um milhão de anos para uma espécie, ou uma extinção de espécie por milhão de espécies/ano. Mas essa taxa estimada é altamente incerta, variando entre 0,1 e 2,0 extinções por milhão de espécies/ano. Se estamos realmente na sexta extinção em massa depende, em certa medida, do verdadeiro valor dessa taxa. Caso contrário, é difícil comparar a situação da Terra hoje com o passado.



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Um terço das plantas tropicais africanas está a caminho da extinção


Em contraste com as Cinco Grandes, as perdas das espécies atuais são impulsionadas por uma mistura de atividades humanas diretas e indiretas, como a destruição e fragmentação de habitats, exploração direta como pesca e caça, poluição química, espécies invasoras e doenças causadas pelo homem e pelo aquecimento.
Se usarmos a mesma abordagem para estimar as extinções de hoje por milhão de espécies/ano, chegaremos a uma taxa que é entre dez e 10.000 vezes maior que a taxa de fundo.
Mesmo considerando uma taxa conservadora de fundo de duas extinções por milhão de espécies/ano, pelo número de espécies que foram extintas no século passado, levaria de 800 a 10.000 anos para desaparecer se as espécies extinguirem-se de forma aleatória. Isso por si só suporta a teoria de que a Terra está, pelo menos, tendo muito mais extinções do que o esperado.

Provavelmente seriam necessários vários milhões de anos de diversificação evolutiva normal para "restaurar" as espécies da Terra ao que eram antes dos seres humanos mudarem rapidamente o planeta. Só nos vertebrados terrestres, foram extintas 322 espécies desde o ano 1500, ou seja, cerca de 1,2 espécies extintas em cada dois anos.
Se isso não parecer muito, é importante lembrar que a extinção é sempre precedida por uma perda na abundância da população e em uma distribuição cada vez menor. Com base no número de espécies decrescentes de vertebrados listadas na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para Conservação da Natureza, 32% de todas as espécies conhecidas em todos os ecossistemas e grupos estão diminuindo em número. De fato, a Terra perdeu cerca de 60% de todos as espécies de vertebrados desde 1970 .


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A Terra está "no meio de uma extinção em massa"


A Austrália tem um dos piores registros de extinção recentes de todos os continentes, com mais de 100 espécies de vertebrados extintas desde que as primeiras pessoas chegaram mais de 50 mil anos. E mais de 300 espécies de animais e 1.000 de plantas agora são consideradas ameaçadas.
Embora os biólogos ainda não tivessem chegado a uma conclusão de, quanto a atual taxa de extinção excede a taxa de fundo, mesmo as estimativas mais conservadoras revelam uma perda excecionalmente rápida da biodiversidade típica de um evento de extinção em massa.
De fato, alguns estudos mostram que as condições de interação existentes atualmente, como mudanças climáticas, mudanças na composição atmosférica causada pela indústria humana e tensões ecológicas anormais decorrentes do consumo humano de recursos, definem as condições perfeitas para extinções. Todas essas condições juntas indicam que uma sexta extinção em massa já está em andamento



Grande extinção do passado com semelhanças aos dias de hoje


Os mamíferos podem não evoluir o suficientemente rápido para escapar da atual crise de extinção


Referencia//Cosmosmagazine