sábado, 26 de outubro de 2019

Derretimento de gelo no Ártico revela 5 novas ilhas


A Marinha russa identificou cinco novas ilhas no arquipélago Novaya Zemlya, no Ártico, reveladas devido ao gelo derretido dos glaciares da região.
As ilhas têm um tamanho muito variado, tendo a menor apenas 900 metros quadrados, e a maior cerca de 54.500 metros quadrados.


O arquipélago de Novaya Zemlya. Photo (Jeff Schmaltz / Goddard Space Flight Center)

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Já havia suspeita da existência destas ilhas  desde 2016, quando a estudante de engenharia Marina Migunova, observou massas terrestres em imagens de satélite enquanto trabalhava num artigo.
Nesta expedição da Marinha, os investigadores analisaram a topografia das cinco ilhas, concluindo que elas devem ter surgido aproximadamente em 2014.
Apesar de jovens, as terras já estão colonizadas por algas, plantas e pássaros, além de demonstrarem evidências de animais terrestres maiores.



Temporárias ou permanentes?

No momento, não é possível saber por quanto tempo as ilhas permanecerão na paisagem ártica. Um glaciologista da expedição sugeriu que elas possam durar apenas uma década ou menos.
É difícil chegar a conclusões sobre sua importância e vida útil”, disse o capitão Alexei Kornis, chefe do Serviço Hidrográfico da Frota do Norte, ao site russo Arctic. “Encontramos os restos de uma foca mordida por um urso. Então, se tudo isso conseguir se enraizar, as ilhas sobreviverão”.
Um mundo gelado em mudança
A expedição russa, que navegou por águas há pouco tempo completamente congeladas, encontrou outras massas terrestres previamente desconhecidas durante a missão. Uma sexta ilha foi descoberta num estreito da Terra de Francisco José, um arquipélago polar russo.

De acordo com a Marinha, esses achados não são isolados, e sim fazem parte de uma dúzia de novas ilhas que têm emergido no Ártico nos últimos anos.
Conforme o mundo se torna mais quente devido à mudança climática impulsionada pela atividade humana, devemos ver cada vez mais transformações na paisagem polar.
A descoberta de ilhas à medida que a geleira Nansen recua não é uma surpresa, pois uma geleira é simplesmente um rio de gelo transportando neve e gelo compactados dos terrenos mais altos para o mar”, disse o oceanógrafo Tom Rippeth, da Universidade Bangor, no País de Gales, ao Newsweek. “À medida que o clima aquece, as geleiras diminuem e expõem a terra que estava por baixo delas. Esse é outro sintoma do aumento do aquecimento no Ártico, nesta região a temperatura média é de 5 a 6 graus Celsius mais alta devido às mudanças climáticas”.

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Fonte // ScienceAlert


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