terça-feira, 30 de julho de 2019

Um asteróide aproximou-se da Terra e quase não o via-mos

Os investigadores do Royal Institution of Australia, uma organização científica australiana sem fins lucrativos, informaram que um asteróide com grande potencial destrutivo, passou muito perto da Terra quase despercebido.
Nomeado Asteróide 2019 OK, tem um diâmetro entre os 57 e os 130 metros e passou a uma distância de aproximadamente 73.000 quilómetros da Terra, menos de um quinto da distância até a lua.



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Francamente, é muito preocupante. Não se trata de um filme de Hollywood. É um perigo real. Seria como uma explosão de uma bomba nuclear muito grande”, esclareceu Alan Duffy, principal investigador do instituto australiano.
É provavelmente o maior asteróide a passar tão perto da Terra em muitos anos”, complementou Michael Brown, astrónomo e professor da Universidade Monash, ao The Post.
O asteróide foi detetado na semana passada por duas equipes de astronomia diferentes, uma no Brasil e outra nos EUA.
Os astrónomos não identificaram o objeto, de um tipo conhecido como “assassino de cidades”,  até estar já muito perto da Terra, deslocando-se a cerca de 61 vezes a velocidade de um jato comercial.
Os dados sobre seu tamanho e órbita só foram compilados algumas horas antes de ele passar pelo planeta.





Comparativamente, o incidente com meteoro de 2013 em Chelyabinsk, na Rússia, tinha apenas 20 metros de diâmetro e explodiu com mais energia do que uma arma nuclear. Por que não o detetamos antes? Como deixamos um asteroide tão grande quase passar despercebido?
Justamente por causa do seu tamanho e órbita. Embora seja grande, o Asteróide 2019 OK não é do tamanho da asteróide que causou a extinção dos dinossauros. Objetos deste tipo são detetados 90% das vezes pelas instituições científicas.
Além disso, o asteróide tem uma órbita muito elíptica. Segundo Brown, ele passou bem além da órbita de Marte, quase na órbita de Vénus, de forma que ficou difícil deteta-lo.
Por fim, há a questão da velocidade. O asteróide viajava a 24 quilómetros por segundo. As rochas espaciais detetadas recentemente possuíam velocidades entre 4 e 19 quilómetros por segundo.



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Segundo os astrónomos, essa deteção tardia serve para nos avisar da ameaça real que asteroides podem representar para a Terra. Se tivesse nos atingido, teria sem dúvida resultados devastadores.
Embora as hipóteses de um grande asteróide destruir uma cidade inteira sejam reduzidas, Brown afirma que vale a pena investir em recursos para a deteção e prevenção deste tipo de objetos. O Asteróide 2019 OK prova que existem outros por aí potencialmente perigosos dos quais não temos conhecimento, que podem se aproximar da Terra sem aviso prévio.
De acordo com o The Washington Post, os astrónomos estão desenvolvendo pelo menos duas abordagens para tentar desviar asteróides possivelmente perigosos para o planeta.
Duffy explicou que uma das estratégias envolve empurrar o asteróide lentamente para longe da Terra, e a outra, chamada de trator de gravidade, usa a gravidade de uma nave para desviar o objeto, mas tem que ser  detetado a tempo


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Fonte//Futurism TheWashingtonPost








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