sábado, 13 de julho de 2019

Há luas que fogem dos seus planetas. Será que a nossa é uma delas?

Uma equipa internacional de investigadores propôs um novo tipo hipotético de mundo chamado “ploonet”. Uma antiga lua que escapou da órbita do planeta hospedeiro e começou a circundar a sua estrela hospedeira.
Os cientistas já tinham proposto o termo “lua-lua” para descrever luas que podem orbitar outras luas em sistemas solares distantes. Agora, outra equipa de cientistas deu o nome de “ploonet” para luas de planetas gigantes que orbitam estrelas. Devido a algumas circunstâncias, estas luas abandonam as órbitas, tornando-se satélites da estrela hospedeira, ficando com uma orbita como a de um planeta.



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Ainda não foram encontrados Ploonets, mas podem produzir assinaturas que os telescópios poderiam identificar, de acordo com o novo estudo publicado a 27 de junho no arXiv.
Para o estudo, os cientistas criaram modelos de computador para testar cenários que poderiam transformar uma lua em órbita num ploonet. Os astrónomos descobriram que, se uma lua está a circundar um tipo de exoplaneta conhecido como “Júpiter quente”, um enorme gigante de gás perto de uma estrela, a ligação gravitacional entre estrela e planeta poderia ser suficientemente poderosa para arrancar a lua do planeta.
Orbitar uma estrela próxima seria complicado para um pequeno ploonet. A sua atmosfera poderia evaporar-se e o ploonet perderia parte da sua massa, criando uma assinatura distinta na luz emitida pela vizinhança da estrela. Essa é a assinatura que os telescópios podem detetar.




De facto, observações recentes de misteriosas emissões de luz perto de estrelas quentes distantes poderiam ser explicadas pela aparição e desaparecimento de ploonets.
Alguns poderiam sustentar as suas órbitas durante centenas de milhões de anos. Ao acumular material do disco de poeira e gás á volta da sua estrela, um ploonet poderia até mesmo construir o seu corpo até que eventualmente tornar-se num pequeno planeta.
No entanto, a existencia da maioria dos ploonets seria relativamente curta. A maioria dos objetos simulados desapareceu num milhão de anos, sem nunca tendo chegado a tornar-se num planeta. Em vez disso, desintegraram-se durante colisões com os seus ex planetas, foram devorados por estrelas ou foram ejetados da órbita para o espaço.


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A equipa acredita, que os ploonets poderiam explicar vários fenómenos astronómicos invulgares. A água de uma lua gelada pode evaporar à medida que escapa da órbita do seu planeta e move-se em direção à sua estrela, por exemplo, dando ao ploonet uma cauda de cometa. A passagem do tal ploonet pela da sua estrela pode explicar por que algumas estrelas parecem piscar.
Enquanto isso, um ploonet que eventualmente colidiu com seu antigo hospedeiro poderia criar detritos que poderiam explicar os estranhos anéis encontrados em volta de alguns exoplanetas.
A nossa Lua é uma candidata a tornar-se um ploonet, uma vez que se afasta da Terra quatro centímetros por ano. Por outro lado, se o ritmo se mantiver constante, o nosso satélite não se soltará da órbita da Terra nos próximos 5 mil milhões de anos.

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