domingo, 30 de junho de 2019

Como as lojas online nos levam a comprar o que não precisamos


Um grupo de investigadores da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, mostram num novo estudo como é que as lojas online usam as chamadas técnicas de “padrão escuro” para levar as pessoas a gastarem mais dinheiro.
Estas técnicas estão a manipular os utilizadores a tomar decisões que de outra forma não tomariam e a comprar coisas que não precisam”, afirma Gunes Acar, investigador da universidade norte-americana que participou no estudo, ao Business Insider.


Photo Pixabay

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Acar e o resto da equipa criaram uma ferramenta que analisou onze mil sites e-commerce e notaram que mais de 1.200 utilizavam as chamadas técnicas de “padrão escuro” para levar os consumidores a perderem mais tempo ou a comprarem mais coisas.
Mostrar um cronómetro a dizer que só nos restam poucos minutos, ou uma opção que diz ‘não obrigada, não quero pedir comida deliciosa’ em vez de um botão simples para cancelar um pedido, é definitivamente uma maneira muito baixa, exemplifica Acar.
Ao todo, o estudo identificou 15 maneiras pelas quais os sites de compras manipulam os clientes, dificultando o cancelamento de uma compra, envergonhando os clientes quando eles tentam sair e criando depoimentos falsos, por exemplo.
Muitos sites de comércio eletrônico funcionam com fornecedores terceirizados para implementar designs mais manipuladores. O estudo identificou 22 desses fornecedores, notando que dois deles anunciam abertamente suas técnicas.



O New York Times tentou replicar alguns dos seus resultados e descobriu que certos sites levam esta estratégia tão longe que, em alguns casos, há um cliente falso que está ativamente a comprar produtos que nos interessam.
Um dia, uma certa ‘Abigail, de Albuquerque’ apareceu para comprar mais de duas dúzias de artigos, incluindo vestidos nos tamanhos 2, 4, 6 e 8. Infelizmente, a Abigail parece não existir”, reporta o jornal norte-americano, tendo sido apenas criada para criar pressão nos consumidores e garantir que outra pessoa também comprou um determinado produto.
O conceito de “padrão escuro” não é exclusivo ao comércio na Internet. Os chamados ‘scammers’ também já usaram e usam técnicas semelhantes para levar as pessoas a comprarem subscrições de certas aplicações e até mesmo o Facebook já foi acusado de se aproveitar desta estratégia para atrair os seus utilizadores a partilharem informações de contacto com os seus amigos e familiares.

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