sexta-feira, 31 de maio de 2019

Descoberto exoplaneta na zona menos provável do universo


Um exoplaneta três vezes maior que a Terra e com a sua própria atmosfera foi descoberto no Neptunian Desert, zona que fica perto das estrelas e onde se julgava que planetas com estas características não existiam.
 Segundo a CNN, a investigação foi liderada pela Universidade inglesa de Warwick e envolveu uma equipa internacional de astrónomos.



A massa do NGTS-4b, como é tecnicamente conhecido, equivale à de 20 planetas Terra. Ao mesmo tempo, este exoplaneta, assim denominado por se localizar fora do Sistema Solar, é 20% mais pequeno que Neptuno e tem uma temperatura de 1000 graus Celsius. O “pequeno” planeta orbita em torno da sua estrela a cada 1,3 dias, o equivalente ao percurso que a Terra faz à volta do sol em 365 dias. É assim o primeiro planeta de sempre a ser encontrado no Neptunian Desert com estas características.
Este planeta fica mesmo na zona onde pensávamos que nenhum planeta com o tamanho de Neptuno podia sobreviver”, afirmou Richard West, autor da Universidade de Warwick envolvido na investigação.





O Neptunian Desert recebe constantemente uma forte irradiação das estrelas. Isto significa que os planetas nesta zona não conseguem reter as suas atmosferas gasosas, estas evaporam ficando apenas uma formação rochosa. Ainda assim, o NGTS-4b consegue reter a sua atmosfera de gás, conseguindo deste modo manter a sua estabilidade e existência. Dada a sua raridade, os astrónomos apelidaram-no de “Planeta Proibido”.

Photo (NASA, ESA e A. Feild (STScI)

A equipa de astrónomos crê que o planeta se terá “mudado” para a zona do Neptunian Desert recentemente, ou seja, há um milhão de anos. Ao mesmo tempo, há a hipótese de, em tempos, o planeta ter sido muito maior. Isto significaria que a sua atmosfera tem vindo a evaporar, o que está a causar a redução do tamanho do NGTS-4b.
Os investigadores detetaram o “Planeta Proibido” a partir do Next-Generation Transit Survey (NGTS), instalações para pesquisas astronómicas localizadas no Deserto Atacama, no norte do Chile. O planeta foi observado durante 272 noites, entre 6 de agosto de 2016 e 5 de maio de 2017.
“Estamos agora a analisar os nossos dados para vermos se conseguimos encontrar mais planetas no Neptunian Desert. Talvez este deserto tenha mais vida do que o que se pensava”, concluiu West.
O estudo resultou de uma colaboração da Universidade de Warwick, Leicester, Cambridge e da Universidade de Queen em Belfast. Estiveram ainda envolvidos na investigação o Observatório de Génova, o DLR de Berlim e a Universidade do Chile.

A pesquisa foi publicada no Monthly Notices da Royal Astronomical Society .

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Fonte//ScienceDaily



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