terça-feira, 16 de abril de 2019

Astrónomos detetam exoplaneta com potenciais condições de suporte à vida


Uma equipa de astrónomos detetou um planeta orbitando a estrela Próxima Centauri, localizada a apenas 4,2 anos-luz do Sistema Solar e que tem potenciais condições de suporte à vida sendo o mundo mais próximo da Terra, o “Próxima b”.

Photo Pixabay

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É apenas um candidato. É muito importante sublinhar”, disse Mario Damasso, da Universidade de Turim, em Itália, durante uma apresentação na conferência Breakthrough Disc na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, citado pela agência Europa Press.
Damasso e a sua equipa analisaram as observações de Próxima Centauri captadas pelo HARPS (High Precision Radial Velocity Planet Searcher), instrumento que foi instalado num telescópio do Observatório La Silla do European Southern Observatory (ESO), no Chile, que acompanha e regista os pequenos movimentos estelares induzidos pela atração gravitacional dos planetas em órbita.
Os dados deste instrumento ajudaram a descobrir o exoplaneta “Próxima b” (o mais próximo do Sistema Solar), entre muitos outros mundos fora do sistema solar.






O “Próxima b” orbita a zona habitável da anã vermelha Próxima Centauri a uma distância orbital onde pode existir água líquida na superfície de um planeta. Contudo, não é ainda certo que o exoplaneta possa abrigar vida como a Terra. Tal como os cientistas explicam, é possivel que o exoplaneta esteja bloqueado pela sua estrela, tendo, por isso um lado muito quente e um outro lado noturno gelado. Além disso, as explosões na sua estrela podem ter-lhe retirado a sua atmosfera há muito tempo.
A discussão sobre a habitabilidade não será, à partida, arrastada para a confirmação do novo planeta (o potencial “Próxima c”), caso esta venha a acontecer. O mundo “vizinho” tem uma massa mínima aproximada de cerca de seis vezes a da Terra e orbita a 1,5 unidades astronómicas da Próxima Centauri e, por isso, será provavelmente muito frio.


Photo Newcientist

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Tal como relata o portal Space.com, esta distância orbital também faz com que seja mais difícil detetar o Próxima c, uma vez que a atração do planeta na estrela é muito fraca.
A equipa acredita na deteção do novo planeta, mas sublinha que os dados são ainda preliminares. Além disso, o documento foi enviado para a revisão de pares e posterior publicação, não tendo, até ao momento, sido aceite para publicação.






Os cientistas disseram que a confirmação pode ser feita através de observações adicionais do HARPS, outros instrumentos semelhantes, ou até pelas medições feitas pela missão espacial europeia Gaia que produz mapas estelares. Se o Próxima c for realmente verdadeiro, o Gaia poderá ser capaz de o detetar.
E se o planeta for real, poderão abrir-se múltiplas oportunidades. Os telescópios espaciais poderão, muito em breve, fotografar este mundo exótico. “Potencialmente, este é um laboratório espetacular para imagens diretas”, disse Del Sordo, que participou na investigação e na apresentação dos seus resultados.





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