sexta-feira, 15 de março de 2019

Temperatura no Ártico vai aumentar de 3 a 5 graus até 2050


Não importa o que façamos, o Ártico do futuro será um polo à parte do que conhecemos hoje.
Um novo documento da ONU revela que, mesmo se pararmos com todas as emissões de carbono agora, a região do Ártico vai continuar aquecer até 5 graus Celsius no final do século.
A realidade é que nós simplesmente emitimos muitos gases de efeito estufa, e agora não há como fugir das consequências.


Photo Ultimo Segundo

Está chovendo no gelo da Groenlândia, no inverno, e isso é muito mau



Mesmo seguindo os termos do Acordo de Paris, a pesquisa mostra que as temperaturas no inverno no Ártico devem aumentar em pelo menos 3 ° C até 2050 e 5 a 9 ° C até 2080.
A região ártica é onde se concentram mais os efeitos das mudanças climáticas, mas isso não significa que o resto do mundo fique livre de grandes alterações. À medida que os polos do nosso planeta começam a derreter, é certo que as consequências se espalham pelo planeta todo.
Há muitas pesquisas indicando que as mudanças climáticas na região do Ártico desencadearão aumentos perigosos do nível do mar em todo o mundo, causando inundações costeiras, erosão e danos a edifícios e infraestruturas. Também destruirá os ecossistemas, contaminará a água potável e levará à migração humana em massa .







"O que acontece no Ártico não fica no Ártico", diz Joyce Msuya, diretora executiva da UN Environment.
"Nós temos a ciência; agora é necessária uma ação climática mais urgente para evitar pontos de inflexão que poderiam ser ainda piores para o nosso planeta do que pensávamos inicialmente".
Uma parte importante do problema é que as mudanças devastarão uma região já muito atingida. Desde 1979, a pesquisa mostra que o Ártico perdeu cerca de 40% de seu gelo marinho, e o gelo que ainda permanece é mais fino e vulnerável do que nunca.
Alguns modelos climáticos chegam a prever que a calota de gelo do Ártico poderá desaparecer completamente no verão de 2030. À medida que o derretimento chega mais e mais, pode despertar " um gigante adormecido ",um ponto de inflexão que poderia inviabilizar todos os nossos objetivos climáticos.

Photo Meio Ambiente

Cientistas avisam que o oceano está ficando sem oxigênio



Mesmo que o Acordo de Paris seja cumprido, espera-se que o permafrost do Ártico diminua 45% mais, liberando bilhões de toneladas métricas de carbono e metano na atmosfera.
Isso acabará por aumentar ainda mais a temperatura, derretendo ainda mais o gelo num círculo vicioso chamado "feedback positivo". As consequências podem incluir incêndios florestais mais frequentes, perda de habitat e danos em infraestruturas.





Um estudo recente descobriu que, em 2050, quatro milhões de pessoas e cerca de 70% da infraestrutura atual do Ártico podem estar ameaçadas pelo derretimento do permafrost.
Assim como as pedras de um dominó em que uma derruba a próxima, os cientistas acham que esse ponto de inflexão também desencadeará outro.

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