sexta-feira, 22 de março de 2019

Os Boeing 737 acidentados não tinham 2 recursos de segurança que eram extras pagos


Há certas semelhanças entre as fatídicas viagens do vôo 610 da Lion Air e o vôo 302 da Ethiopian Airlines. Ambos eram aeronaves Boeing 737 Max 8 e ambos caíram apenas alguns minutos após a descolagem.
De acordo com o New York Times, existe uma outra semelhança que une as duas tragédias. Nenhum dos dois aparelhos estava equipado com um recurso de segurança crítico que poderia ter evitado o desastre porque o fabricante, a Boeing, cobrava uma taxa extra que ambas as companhias optaram por não pagar.


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Em ambos os acidentes foi apontado o dedo á Boeing, que viu todos os aviões Max 8 e 9 proibidos de voar, proibição esta, levada a cabo pelas autoridades de aviação em todo o mundo, logo após a tragédia da Ethiopian Airlines, que matou 157 pessoas no início deste mês. As autoridades que investigam o acidente observaram as semelhanças evidentes entre este e o desastre da Lion Air em outubro.






No centro das investigações está um sensor localizado na fuselagem do avião, que supostamente forneceu dados imprecisos ao cockpit do Lion Air Flight 610, alertando que a cauda da aeronave estava muito alta. A falha desencadeou o Maneuvering Characteristics Augmentation System (MCAS) do avião, que inclina o nariz do avião para baixo, numa tentativa de para evitar a perda de altitude. Os pilotos do voo Lion Air tentaram levantar o nariz do avião mas não o conseguiram e acabaram despenhando-se no Mar de Java, apenas 15 minutos após a decolagem, matando 189 pessoas. O Inspetor-Geral do Departamento de Transportes (DOT) está abrindo uma investigação sobre a aviação federal.
Ainda não se sabe o que causou a tragédia da Ethiopian Airlines, mas os pilotos, aparentemente não estavam preparados para lidar com o súbito aparecimento de um problema de controle de voo que ocorreu apenas dois minutos após a decolagem.


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Essas dificuldades e a tragédia inevitável poderiam ter sido evitadas por uma característica de segurança adicional que ambos os aviões não tinham, segundo o Times. Um recurso opcional que ambas as companhias aéreas se recusaram a comprar é o indicador de ângulo de ataque, que exibe as leituras de dois sensores para medir a posição da cauda do avião em relação ao nariz. Outro, chamado de luz discordante, acende quando há uma discrepância entre as duas leituras. A luz em desacordo será um recurso padrão em todos os próximos aviões Boeing 737 Max, segundo o Times .





A Boeing comprometeu-se a lançar uma atualização de software em toda a sua frota do 737 Max, com o objetivo de corrigir os defeitos do software. Essa atualização ficará concluida no final de março.



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Fonte//TheNewYorkTimes





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