quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Depois de quase 100 anos, a Pantera Negra reaparece em África


Passados quase 100 anos dos últimos avistamentos, as panteras negras foram avistadas novamente na África. Uma equipe do Instituto de Pesquisa para Conservação do Zoológico de San Diego (EUA) e da Loisaba Conservancy (Quênia) confirmou a existência desse animal no condado de Laikipia, ao norte de Nairóbi, capital do Quênia.


Photo NYTimes

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A última observação confirmada desse majestoso predador na África havia sido em 1909, em Addis Abeba, capital da Etiópia.
As panteras negras estavam lá, mas não havia registos fotográficos até agora”, disse Nicholas Pilfold, biólogo do instituto de San Diego, na rede social Instagram. “Panteras negras são raras, apenas cerca de 11% dos leopardos são negros. Na África, são extremamente raras”.
A pantera negra, também chamada de leopardo negro, nome científico Panthera pardus, é mais vulgar no tropical e húmido Sudeste Asiático. Mas, aparentemente, o melanismo, a causa da cor negra, também pode ser verificada em climas semiáridos. Na sequência de relatos de avistamento, a equipe de pesquisa instalou oito câmaras ao redor do Laikipia Wilderness Camp, em fontes de água e trilhas de animais.





De fevereiro a abril de 2018, cinco das câmaras gravaram imagens de uma jovem pantera negra fêmea. Ela apareceu sozinha em quatro vídeos noturnos, bebendo água de fontes artificiais ou carregando restos de uma presa, e, no único vídeo diurno, estava seguindo um leopardo fêmea adulto com pelagem normal.
Observações não confirmadas de setembro de 2017 dos dois leopardos juntos sugerem que a fêmea comum pode ser a mãe da pantera negra, já que em avistamentos anteriores, esta era menor em tamanho.

A coloração escura da pelagem dos leopardos melanísticos é atribuída a um gene recessivo que causa a perda da função normal.
Apesar de serem chamados de negros, esses animais geralmente são marrom-escuros e têm o mesmo padrão de manchas que outros leopardos.


Photo NYTimes

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Contudo, existem também teorias sugerindo que o melanismo poderia ter um fator ambiental.
Acredita-se que o melanismo seja uma adaptação a ambientes em que uma coloração escura fornece camuflagem de predadores ou presas”, explicou Pilfold num artigo científico publicado no African Journal of Ecology.
Até recentemente, os leopardos eram considerados uma espécie relativamente abundante.
Um estudo publicado em maio de 2016, entretanto, sugeriu que esses felinos perderam 75% da sua população desde 1750, sendo então classificados como “vulneráveis” na lista de espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza.
Três subespécies de leopardo são hoje classificadas como “criticamente ameaçadas” e outras duas como “ameaçadas”


Fonte//NYTimes




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