quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Antartida está a perder massa de gelo a ritmo alarmante


As geleiras da Antártida têm derretido em ritmo acelerado nas últimas quatro décadas graças a um influxo de água quente do oceano. Uma descoberta nova e surpreendente que os Investigadores dizem que pode significar que o nível do mar deve subir mais rapidamente do que o previsto nas próximas décadas.
A Antártida perdeu 40 biliões de toneladas de gelo  a cada ano de 1979 a 1989. Esse número subiu para 252 biliões de toneladas por ano a partir de 2009, segundo um estudo publicado na revista Proceedings da National Academy of Sciences .


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Isso significa que a região está perdendo seis vezes mais gelo do que há quatro décadas, um ritmo sem precedentes. (São necessários cerca de 360 ​​bilhões de toneladas de gelo para aumentar um milímetro do nível do mar.)
"Eu não quero ser alarmista", disse Eric Rignot, cientista da Universidade da Califórnia em Irvine e NASA que liderou o trabalho. Mas ele disse que o problema na Antártida Oriental, que abriga a maior camada de gelo do planeta, merecem um estudo mais profundo.


"O que está acontecendo na Antártida afeta o mundo todo, e parece mais grave do que inicialmente se pensara. Isso, para mim, parece ser motivo de preocupação.", disse Rignot.
Estas descobertas são o mais recente sinal de que o mundo poderá enfrentar consequências catastróficas se a mudança climática persistir. Além de secas mais frequentes, ondas de calor, tempestades severas e outras condições meteorológicas extremas que podem vir a aquecer continuamente a Terra, os cientistas já previram que os mares poderiam subir quase um metro até 2100 se não se reduzir as emissões de carbono.







Essa subida do nível do mar resultaria na inundação de comunidades insulares em todo o mundo, devastando habitats da vida selvagem e ameaçando o fornecimento de água potável. Os níveis globais do mar já subiram de sete a oito polegadas desde 1900.
Todo o gelo da Antártida aumentaria em 57,2 metros o nível do mar. Este maciço corpo de gelo flui para o oceano através de um conjunto complexo de geleiras parcialmente submersas e espessas extensões flutuantes de gelo chamadas plataformas de gelo.

O fluxo externo de gelo é normal e natural, e é normalmente compensado por cerca de 2 triliões de toneladas de neve por ano, um processo que por si só deixaria o nível do mar relativamente inalterado. No entanto, se o fluxo de gelo acelerar, as perdas da camada de gelo podem ser superiores ao volume de neve. Quando isso acontece, os mares sobem
É o que a nova pesquisa diz que está acontecendo. Os cientistas chegaram a essa conclusão depois de verificar sistematicamente ganhos e perdas em 65 setores da Antártida, onde grandes geleiras, ou glaciares que desembocam numa plataforma de gelo, alcançam o mar.

É na Antártida Ocidental onde é maior a perda de gelo do continente. A pesquisa de segunda-feira afirma essa descoberta, detalhando como uma única geleira, Pine Island, perdeu mais de um trilião de toneladas de gelo desde 1979. A geleira Thwaites, a maior e potencialmente mais vulnerável da região, perdeu 634 biliões.
Toda a camada de gelo do oeste da Antártida é capaz de fazer subir o nível do mar em 5,28 metros, e agora está perdendo 144 biliões de toneladas por ano.

A nova pesquisa destaca como algumas geleiras gigantescas, que até agora foram muito pouco estudadas, estão perdendo quantidades significativas de gelo. Isso inclui Cook e Ninnis, que são a porta de entrada para a enorme Bacia Subglacial Wilkes e outras geleiras conhecidas como Dibble, Frost, Holmes e Denman.


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Denman, por exemplo, contém gelo que poderia aumentar o nível do mar em quase um metro e meio e perdeu quase 200 biliões de toneladas de gelo, segundo o estudo.
A nova pesquisa é coincidente em alguns aspetos com um importante estudo publicado no ano passado por uma equipe de 80 cientistas que constatou que as perdas de gelo da Antártica triplicaram numa década e agora totalizam 219 biliões de toneladas por ano. Essa pesquisa não encontrou grandes perdas similares da Antártica Oriental, embora tenha notado que há uma grande incerteza sobre o que está acontecendo lá.




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