segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Porsche e Boeing fabricam carro voador juntos

A construtora alemã Porsche fez parceria com a gigante aeroespacial Boeing para construir um carro voador. Uma maneira rápida e elegante para os multimilionários voarem sobre as cidades onde as pessoas comuns circulam num trânsito caótico.
 De acordo com o executivo da Boeing NeXt, Steve Nordlund, a parceria trará uma oportunidade para investigar o desenvolvimento de um veículo de mobilidade aérea urbana premium com uma marca automóvel líder". É de salientar mesmo o premium, pois essa não será uma aeronave nada vulgar.

"A Porsche procura melhorar o seu portefólio como fabricante de carros desportivos, tornando-se uma marca líder em mobilidade premium", disse o executivo da Porsche Detlev von Platen numa conferencia de  imprensa . "A longo prazo, isso pode significar mudar as viagens  para a terceira dimensão da viagem".
Nem a Boeing nem a Porsche são as primeiras empresas a tentar o mercado indescritível de carros voadores.
A startup de carros voadores Kitty Hawk revelou recentemente sua terceira aeronave de descolagem e aterragem vertical, com autonomia para 160 km. A fabricante alemã de carros voadores Volocopter também exibiu seu táxi aéreo enquanto voava sobre uma cidade alemã no início deste ano.

Lightyear One, o carro solar que todos vão desejar


Fonte//TheVerge


domingo, 13 de outubro de 2019

Akureyri, a cidade exemplo em sustentabilidade ambiental

Uma pequena cidade no norte da Islândia tornou-se quase neutra em CO2. Os investigadores foram até lá para descobrir como fizeram isso e o que podemos aprender com eles.
Atualmente, as cidades são lugares muito insustentáveis, uma vez que consomem demasiados recursos sendo as responsáveis por mais de metade das emissões mundiais de gases com efeito de estufa. Mas as cidades são também o lugar onde muitos dos problemas de sustentabilidade podem ser revertidos.
Uma pequena cidade no norte da Islândia é o exemplo disso.

 
Photo Pixabay//Mariamichelle

Como seria se todo o gelo da Terra derretesse numa noite



A Islândia é conhecida pela sua natureza impactante, mas é também muito interessante para os cientistas em matéria de energia, devido às excelentes condições para energia hidroelétrica e geotérmica. A abundância de energia ajudou a melhorar a condição de vida das pessoas, mas nos últimos anos também criou grandes problemas.
Além disso, apesar de as emissões de aquecimento e eletricidade serem bastante baixas para as famílias islandesas, as emissões per capita de transporte e outros tipos de consumo ainda são muito altas.
Há cerca de uma década, Guðmundur Sigurðarson e Sigurður Friðleifsson, dois habitantes da pequena cidade de Akureyri, decidiram não continuar com esta situação e iniciaram uma ambiciosa transição de baixo carbono que agora afeta todos os cidadãos locais e transformaram Akureyri num pioneira das políticas climáticas em todo o país.

O fator chave para a transição foi o facto de Guðmundur e Sigurður levarem em consideração todos os fluxos de carbono da cidade. Isto significa que analisaram todos os materiais que usados pela cidade, como óleos de cozinha, gasolina, resíduos verdes de parques públicos e avaliaram de que forma esses materiais poderiam ser integrados no sistema de energia local.
Depois, desenvolveram uma estratégia que visava transformar os fluxos lineares de carbono da comunidade em loops. Assim, em vez de ter algo a fluir para a cidade, usando-o e transportando-o como lixo, tentaram usar todos os materiais para novos propósitos.

Há uma opção segura de geoengenharia para reduzir o CO2


Ciclo de energia, desperdício e transporte

Em relação ao transporte local, o novo sistema transforma óleos usados e gás de cozinha do antigo aterro em combustível para carros e autocarros. Ao mesmo tempo, um projeto local de florestação ajuda a construir locais de captura de carbono.
Além dos fluxos de carbono, a nova abordagem em Akureyri garante que os nutrientes não são perdidos, mas que permanecem no sistema local de produção de alimentos. Agora, o lixo orgânico é compostado e os nutrientes são usados para a produção agrícola local. Esta prática ajuda a economizar emissões uma vez que, assim, os agricultores locais precisam de menos fertilizantes artificiais.


O círculo de energia, desperdício e transporte em Akureyri. (Ilustração: Rakel Kristjansdottir e Henner Busch )

A energia nuclear pode travar o aquecimento global



A investigação, publicada na Sustentability, revela várias medidas que foram vantajosas para a transição verde. A primeira importante característica para o sucesso desta transição foi o tamanho da cidade: Akureyri tem 18.000 habitantes e é o maior centro urbano do norte do país. Com esta dimensão, a cidade possui todas as instituições e empresas necessárias e, ao mesmo tempo, é tão pequena que os intervenientes têm conhecimento mutuo tornando os procedimentos administrativos menos complicados não impedindo novos projetos.

Além disso, a cidade abriga uma universidade na qual é possível encontrar uma atmosfera aberta a novas ideias e conceitos inovadores. As autoridades locais também foram fundamentais, na medida em que criaram o quadro institucional certo para a transição, um fator chave foi o estabelecimento de uma empresa local chamada Vistorka, administrada por Guðmundur.
A transição local de baixo carbono em Akureyri trouxe vários benefícios, desde melhorias ambientais a um projeto de florestação que criou uma agradável área verde na cidade. Além disso, o projeto criou novas empresas e empregos locais no setor ambiental que ajudaram a aumentar a atividade económica, criando receita tributária adicional para o município.

Por último, mas não menos importante, Akureyri criou uma imagem forte como líder ambiental na Islândia e um exemplo para todo o mundo


As alterações climáticas estão aquecendo a Europa

Fonte//Sciencenordic



Seis dicas incríveis para a iluminação da sua casa

Muita gente diz que não existe fórmula para se ter um projeto de iluminação ideal para nossa casa. Isto é bem verdade, afinal, o gosto por criar elementos, percepções e sensação varia de pessoa para pessoa e, por isso, um projeto de iluminação que tenha relação com uma pessoa deve ser sempre exclusivo!
Contudo, um projeto de iluminação de uma residência deve estabelecer elementos centrais para sua implantação, primando não somente pelo caráter visual de lâmpadas num ambiente, mas também a função desse determinado espaço e a relação que o morador tem com ele.

Tudo deve ser pensado de acordo com o aspecto funcional do seu projeto de interiores


 
Photo Pixabay



A Marinha patenteou um reator de fusão compacto, mas funcionará?





E existem pelo menos 6 dicas que são universais. De uma maneira direta, elas podem ajudar no melhor aproveitamento de cada estilo de luz que você gostaria de ter em sua casa em condomínio fechado ou apartamento. Confira!


1 – Iluminação para a sala de estar e jantar
Na sala de estar, o ambiente precisa ser agradável e aconchegante. Para ter este efeito, o ideal é utilizar lâmpadas com aparência de cor amarelada. A iluminação focada, obtida com lâmpadas refletoras (como as dicróicas), é mais sofisticada mas deve ser usada com cautela já que pode causar a sensação de ofuscamento, dependendo da posição em que for colocada. Elas também devem ser posicionadas corretamente porque não distribuem bem a luz pelo ambiente. A melhor opção é utilizar iluminação mais difusa, com luminárias suspensas.

Se você gosta de brincar com diferentes cenas de iluminação, a sala de jantar é o melhor lugar. Dependendo do clima desejado – um almoço em família, um jantar a dois, uma recepção para os amigos – a iluminação pode ser modificada.

Algumas opções de cena são: dois focos de luz em cima da mesa vindo do teto, que criam uma atmosfera mais intimista e deixam o resto da casa na penumbra; luz difusa sobre a mesa, que deixa o ambiente iluminado como um todo; arandelas para criar iluminação indireta e mais aconchegante, ideal para um almoço de família; ou um lustre pendente central, que conectado a um dimmer, pode controlar a intensidade da luz de acordo com a necessidade. iluminação para a sala de jantar.


Novo tipo de bateria reduzirá a pegada ecológica


2 – Iluminação da cozinha
Na cozinha, é preciso enxergar com precisão os alimentos. Por isso, o ideal para este cómodo é utilizar lâmpadas com grande Índice de Reprodução da Cor (IRC). As lâmpadas incandescentes (como as halógenas e as dicróicas) são as que possuem o maior IRC.

Uma dica importante: além de seguir estas dicas, você pode utilizar o aplicativo Bluelux para melhorar a eficiência energética de sua residência! Com este aplicativo, que é muito usado pelas imobiliárias em São Paulo, você pode automatizar sua residência e evitar o desperdício de energia com equipamentos e iluminação que ficam ligados 24h/dia.


3 – Iluminação do escritório
No escritório a iluminação deve ser focada em alguns pontos – nos livros e estantes e na mesa de trabalho. Mas também é preciso trabalhar para evitar o ofuscamento. Lâmpadas refletoras, por exemplo, podem incidir sobre a tela do computador e deixar o ambiente mais cansativo para trabalhar.

O posicionamento das luminárias deve ser pensado de acordo com a decoração, sempre levando em conta o aspecto funcional do cómodo. É importante descobrir o tipo ideal de lâmpada para o efeito de iluminação desejado e o posicionamento ideal que ela deve ter para uma melhor ergonomia do usuário do espaço.



4 – Iluminação do quarto
No quarto, a luz uniforme e indireta é a que dá melhor resultado. Ela pode ser obtida através de luminárias com filtros de acrílico ou vidro foscos. A iluminação precisa se ajustar às atividades que podem ser desenvolvidas no quarto – ler, ver televisão, namorar, trocar de roupa. Um recurso que costuma ser bastante útil é a dimerização, ou seja, o controle da intensidade de brilho da lâmpada.



BMW apresenta o i Hydrogen NEXT movido a hidrogénio



5 – Iluminação do banheiro
O banheiro é o cómodo onde mais se cometem erros de iluminação. A regra básica é: iluminação uniforme e intensa, principalmente na bancada da pia. As lâmpadas refletoras devem ser evitadas a todo o custo porque criam sombras no rosto e prejudicam as mulheres na hora de se maquiar e homens quando fazem a barba. Para o banheiro são indicadas luminárias com acrílico leitoso, vidro leitoso ou lâmpadas difusoras, como a fluorescente.


6 – Iluminação e a cor das paredes
A cor das paredes do cómodo deve ser levada em conta para escolher a melhor forma de iluminá-lo. A aparência da cor da lâmpada também deve ser levada em consideração: se for amarela e incidir sobre uma parede azul, pode deixá-la verde e o usuário perde o efeito de cor que queria quando escolheu a tinta.

No caso de paredes mais escuras, que absorvem mais luz, o ambiente obviamente irá necessitar lâmpadas com maior intensidade. Contudo, se o morador optar por tintas de cores mais claras, como é o caso de algumas casas em São Paulo utilizadas para temporadas de verão e lazer, o ideal é brincar com filtros coloridos sobre as lâmpadas e produzir efeitos de cor com maior versatilidade, o que deixa o ambiente mais alegre e versátil.

Portanto, na hora de reformar ou decorar a sua pense na iluminação como um elemento decorativo. Pesquise bastante antes de comprar produtos do setor de iluminação, pois podem variar bastante, especialmente os que tenham um custo mais alto.

Para sempre se proteger de problemas e de dores de cabeça, evite contratar pessoas conhecidas ou da família para ajudar no processo de decoração da sua casa: lembre-se que a melhor opção é fazer tudo de modo profissional, consultando alguém com experiência da área de design de interiores ou arquitetura.

Esta pessoa irá assessorá-lo e, ao produzir o projeto de iluminação desejado, irá trabalhar conceitos que são fundamentais para que ele seja realmente efetivo: destacar ambientes, focar detalhes, dar amplitude aos cômodos e, sobretudo, proporcionar conforto visual e físico aos seus moradores.


Gostou desse post? Deixe sua curtida e aproveite para compartilha-lo nas suas redes sociais!  Assim, mais pessoas poderão conhecer detalhes mais aprofundados sobre como realizar um projeto de iluminação em sua casa de maneira mais eficiente e elucidativa!


Novo rumo para combustíveis neutros em carbono a partir do CO2







sábado, 12 de outubro de 2019

Como seria se todo o gelo da Terra derretesse numa noite

Noventa e nove por cento de todo o gelo de água doce da Terra está no topo da Groenlândia e da Antártica e, todos os anos a quantidade que derrete é maior.
Normalmente, levaria centenas ou milhares de anos para que todo o gelo derretesse. Mas e se algo acontecesse que causasse um derretimento global da noite para o dia?

Se enquanto dormíamos, o nível do mar subisse 66 metros. Cidades costeiras como New York, Xangai e Londres ficariam submersas numa inundação apocalíptica, forçando até 40% da população mundial a sair de suas casas.
Embora todo esse caos ocorra acima da superfície, algo igualmente sinistro também acontece no subsolo. Toda essa água salgada se infiltrará nas reservas de água subterrânea para o interior, forçando seu caminho para os aquíferos de água doce próximos, aqueles que fornecem água potável, sistemas de irrigação e sistemas de refrigeração para fabricas. Todos esses aquíferos seriam destruídos.



Além disso, o gelo na Groenlândia e na Antártica é feito de água doce; portanto, quando derrete, cerca de 69% das reservas de água doce do mundo vai direto para os oceanos. Isso causará estragos nas correntes oceânicas e nos padrões climáticos.
A corrente do Golfo, por exemplo. É uma forte corrente oceânica que leva ar quente ao norte da Europa e depende de água densa e salgada do Ártico para funcionar. Mas uma inundação de água doce diluiria a corrente e poderia enfraquece-la ou até parar-la completamente. Sem esse ar quente, as temperaturas no norte da Europa desceriam, o que poderia gerar uma mini era glacial, segundo alguns especialistas.

Isso nem é o pior. Veja o que acontecerá quando os últimos 1% de gelo de água doce que não fazem parte do degelo da Groenlândia ou da Antártica, derreter. Parte desse 1% está em geleiras no interior.
As geleiras dos Himalaias representam especificamente uma das maiores ameaças por causa do que está preso no interior. Produtos químicos tóxicos como diclorodifeniltricloroetano ou DDT. Os cientistas descobriram que geleiras como essa podem armazenar esses produtos químicos por décadas. Mas, à medida que descongelam, essas geleiras liberam os produtos químicos em rios, lagos e reservas de água subterrânea, envenenando-os.


Photo Pixabay/edymariani

Há uma opção segura de geoengenharia para reduzir o CO2


O restante desse 1% está no subsolo, principalmente na tundra do Ártico, na forma de algo chamado permafrost. O permafrost é uma matéria orgânica congelada no solo há mais de dois milhões de anos.
Um dos problemas mais imediatos com o degelo do permafrost seria o envenenamento por mercúrio. Estima-se que existam 15 milhões de galões de mercúrio armazenados no permafrost do Ártico. Além disso, a matéria orgânica no permafrost é uma refeição para os microorganismos. Depois de digerir tudo, eles soltam dois dos gases de efeito estufa mais potentes do mercado, dióxido de carbono e metano.
Os cientistas estimam que isso poderia dobrar os níveis atuais de gases de efeito estufa na atmosfera e potencialmente fazer com que as temperaturas globais subissem 3,5 graus Celsius em comparação com hoje.
Pode não parecer muito, mas era o fim de rios e lagos por todo o mundo. Eles evaporariam com temperaturas mais altas e causavam secas em massa e climas desérticos. E todo esse vapor de água extra na atmosfera alimentaria tempestades, inundações e furacões mais frequentes e mais fortes.
Portanto, todo esse litoral recém-estabelecido no leste dos EUA seria um dos últimos lugares para se habitar. Em vez disso, haveria migrações em massa para o Canadá, Alasca, Ártico e até o que resta da Antártica.


Photo Pixabay/geralt

Novo Bioreator pode ser a solução para as emissões de CO2

Isso provavelmente nunca vai acontecer. Afinal, agora há gelo suficiente para cobrir todo o continente da América do Norte com uma camada de uma milha de espessura.
Então, da próxima vez que ouvir sobre o recorde de calor ou furacões ultra poderosos, pelo menos você sabe que pode ser pior. Mas os cientistas estimam que, se não agirmos e as temperaturas globais aumentarem apenas 1 grau Celsius, os efeitos das mudanças climáticas que já vemos hoje serão irreversíveis.

Anomalia no Pacífico ameaça o regresso do 'The Blob'


Fonte //Businessinsider



A Marinha patenteou um reator de fusão compacto, mas funcionará?

O poder da fusão é o Santo Graal da energia limpa há décadas. Agora, a Marinha dos EUA garantiu uma patente de um projeto de reator de fusão compacto que revolucionaria o mundo, se funcionar. Mas tudo ainda está confuso, mesmo para os padrões do Departamento de Comércio e Patentes dos EUA.



Photo ExtremeTech

Naves espaciais com motor de fusão podem estar para breve

A fusão poderia fornecer enormes quantidades de energia sem nenhum dos problemas de resíduos associados à produção de energia nuclear baseada em fissão. Como o deutério pode ser extraído da água do mar, há material suficiente na Terra para atender às nossas necessidades de energia planetária durante milhões de anos, superando amplamente as reservas recuperáveis ​​de qualquer outro combustível fóssil. No espaço, os foguetes de fusão acelerariam bastante as viagens espaciais. Um artigo de 1998 estimou o tempo de viagem de ida e volta da Terra a Marte em apenas 130 dias. Atualmente, são necessários de 150 a 300 dias para chegar a Marte a partir da Terra, dependendo da posição relativa dos dois planetas.

 
Photo ExtremeTech


Cientistas mais perto da fusão nuclear



A fusão é incrivelmente eficiente, incrivelmente poderosa e atualmente indisponível exceção ás armas nucleares ou ao Sol. Os cientistas não descobriram como equilibrar a produção de energia. Até o momento, a energia necessária para manter uma reação de fusão foi superior à energia que podemos extrair do processo. Qualquer descoberta que nos leve em direção a um poder de fusão viável e econômico é bem recebida, seja pelo interesse em reduzir as emissões de CO 2 , explorar o espaço ou fornecer energia de linha de base confiável, onde não haja  derretimentos e reações descontroladas.
A patente concedida à Marinha é para um dispositivo de " fusão por compressão de plasma ", mas o documento é bastante vago sobre como esses ganhos são alcançados. Frases como "É uma característica da presente invenção fornecer um dispositivo de fusão por compressão de plasma que gere ganho de energia por fusão nuclear induzida por compressão de plasma" são quase tautológicas na sua construção. O documento também afirma: "É um recurso da presente invenção fornecer um dispositivo de fusão por compressão de plasma que possa produzir energia na faixa de gigawatt a terawatt (e superior), com potência de entrada na faixa de kilowatt a megawatt".


Esta patente está basicamente indicando que pode contornar todos os anteriores problemas. Seria uma conquista importante para obter uma saída no nível de megawatt de um número menor de megawatts de entrada neste momento. É verdade que as patentes podem esperar o que elas esperam que seja possível no futuro, mas, novamente, não se sabe de onde essas melhorias vêm.
Supostamente, o reator também é capaz de ignição por fusão, uma reação auto-sustentável na qual a energia produzida pelo reator é o suficiente alta para aquecer a massa de combustível mais rapidamente do que vários mecanismos de perda podem esfriá-lo. A ignição é um objetivo ainda mais avançado do que alcançar um ponto de equilíbrio, porque o ponto de equilíbrio ignora explicitamente a energia perdida no ambiente do reator. A ignição é necessária a qualquer reator comercial prático. Mas, novamente, alegar ter resolvido o problema de ignição antes mesmo de conseguirmos equilibrar  produção líquida de energia é um avanço enorme.



Membros da equipe Skunk Works trabalhando em seu reator de fusão compacto experimental. Photo Lockeed Martin

A energia resultante da fusão está perto


Além disso, como o The Drive detalhou em um extenso relatório , o autor por trás dessa patente, Salvatore Cezare Pais, tem um histórico de registrar patentes muito estranhas. Pais trabalha como engenheiro aeroespacial na base de testes de aeronaves da Marinha. Uma de suas patentes anteriores descreve uma "nave híbrida aeroespacial-subaquática". A nave é supostamente capaz de criar um "vácuo quântico" á sula volta, permitindo repelir as moléculas de ar e água com as quais entra em contato e permitindo uma velocidade incrível e manobrabilidade
Mas o Pais não é apenas um maluco com uma conta do Gmail. Quando o USTPO recusou a concessão de uma patente relacionada a essa suposta descoberta, o CTO da Empresa de Aviação Naval dos EUA, Dr. James Sheehy, escreveu ao escritório de patentes para garantir sua legitimidade. A relação entre este evento e a vontade da Marinha de confirmar a legitimidade dos vídeos de OVNIs divulgados no mês passado é objeto de especulações contínuas.
O Drive observa que falou com alguns físicos sobre as patentes de Pais, incluindo esta, e todos acham que todas essas patentes estão além do domínio da física conhecida e são quase ridículas em termos de viabilidade. O resultado final de tudo isso é que a Marinha agora possui uma patente de um tipo de reator nuclear compacto que poderia resolver praticamente todos os problemas de energia que a raça humana enfrenta atualmente, mas não revelou nada sobre se estamos mais perto de construir o tipo do dispositivo supostamente patenteado


“Sol artificial” será concluído este ano na China



Fonte//ExtremeTech



sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Virgin Orbit pretende enviar cubesats comerciais para Marte


Os pequenos satélites padronizados conhecidos como “Cubesats” aumentaram o acesso ao espaço. A Virgin Orbit, o spin-off da Virgin Galactic, especialista em foguetes, assinou um acordo com a empresa de satélites polaca SatRevolution para enviar o primeiro Cubesats comercial para Marte em 2022 .


Photo Virgin Galatic

Mars Express fotografa cratera cheia de gelo em Marte



A Virgin Galactic, de Richard Branson, pretende enviar pessoas ao espaço por alguns minutos, usando um avião espacial, propulsionado a foguete. A empresa vem testando seus projetos há anos, e nem sempre saiu como o planeado. A Virgin Orbit adota uma abordagem igualmente diferente para chegar ao espaço. O foguete LauncherOne da empresa não ligará seus motores no solo. Em vez disso, ele será anexado a um avião Boeing 747 convencional que o leva para grande altitude. Soltar o foguete lá em cima reduz o consumo de combustível e torna mais barato o acesso ao espaço.

A sonda InSight da NASA está atualmente sozinha em Marte, mas fez a viagem ao planeta vermelho na companhia de um par de Cubesats chamados de Mars Cube One (MarCO A e MarCO B) que viajaram juntos como prova que o conceito Cubesats poderia operar em missões interplanetárias. A NASA perdeu o contato com esses satélites (como esperado) várias semanas após o lançamento do InSight, mas o sucesso do Mars Cube One convenceu o SatRevolution e o Virgin Orbit de que essas naves podem contribuir para a compreensão de outros planetas.



Teste de queda Photo Virgin Galatic

Novo estudo impulsiona a esperança de encontrar vida alienígena em Marte


O SatRevolution, que trabalha com um consórcio de universidades e empresas polacas, não forneceu detalhes precisos sobre o que espera realizar. Provalvelmente, os Cubesats realizarão flybys de Marte como Mars Cube One. Para entrar em órbita, eles precisariam de motores poderosos para reduzir a velocidade.
 Antes que o Cubesats possa ir para Marte, a Virgin Orbit precisa concluir o trabalho no sistema LauncherOne. O foguete de 70 pés foi carregado a bordo do Boeing 747 da Virgin Orbit para testes, mas ainda não ligou seus motores em voo. A Virgin Orbit espera realizar seu primeiro teste orbital até o final de 2019

Nova cratera negra e azul de Marte deixa cientistas surpresos


NASA identifica duna marciana com a forma do logotipo de Star Trek


Fonte//ExtremeTech

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

“Doença dos cervos Zombies” pode se transmitir aos seres humanos


Em Fevereiro, especialistas em saúde emitiram um aviso que soava como algo vindo da ficção científica. Uma infeção, conhecida como a "doença dos cervos zumbis" estava se espalhando pelo mundo e poderia contagiar os seres humanos.


Photo Pixabay/hashan

Nova pandemia pode matar 80 milhões de pessoas


Formalmente conhecida como doença cronica do desperdício (CWS) , a infeção consome o cérebro dos cervos, fazendo com que os animais exibam sintomas semelhantes a zombies, incluindo agressão, dificuldade para caminhar e sinais de demência acabando por sucumbir.
Com a chegada da temporada de caça aos cervos nos EUA, os especialistas estão novamente lançando avisos sobre a doença, mas, de acordo com um oficial de saúde, talvez já seja tarde demais para impedir que a CWS se espalhe para os seres humanos.
"Poderíamos ter transmissão humana ocorrendo hoje e nem saberíamos", disse Michael Osterholm, diretor do Centro de Pesquisa e Política de Doenças Infecciosas, ao The Independent .


Osterholm lembrou um precedente assustador. Demorou quase uma década para os especialistas em saúde perceberem que a encefalopatia espongiforme bovina, mais conhecida como " doença das vacas loucas ", havia chegado aos seres humanos.
“A questão principal aqui é que vemos, o facto de cozinhar a carne não destrói a doença e ela pode mesmo se propagar ás pessoas”. disse ele ao The Independent
As autoridades agora estão pedindo aos caçadores que façam teste a qualquer cervo que matam para detetar o CWS,  e se eles tiverem alguma razão para acreditar que o animal possa estar infetado com a "doença dos cervos zumbis", eles nem pensem em comê-lo.


Cientistas podem ter descoberto como reverter o envelhecimento


Fonte//The Independent


quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Guerra nuclear entre Índia e Paquistão provocará fome mundial


Além de matar 125 milhões de pessoas, um confronto nuclear entre a Índia e o Paquistão provocaria fome por todo o mundo devido aos impactos climáticos que se seguiriam, de acordo com um novo estudo.
Uma nova pesquisa publicada na semana passada na Science Advances apresenta evidências mostrando que uma guerra nuclear entre as duas potências, a Índia e o Paquistão, infligiria uma catástrofe regional e global.


Photo Pixabay/Comfreak

Cinco cenários apocalípticos que os governos estão atentos


A pesquisa, que envolveu investigadores da Universidade do Colorado, Boulder, Universidade Rutgers-New Brunswick, Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos EUA, entre outras instituições, indicou algumas estimativas alarmantes, mostrando que uma guerra entre as duas nações causaria entre 50 milhões e 125 milhões de mortes nas horas e dias seguintes ao conflito nuclear.
O que a pesquisa também mostra, no entanto, é como os impactos climáticos resultantes, produzidos principalmente pela fumaça dos incêndios, causariam falhas devastadoras nas colheitas e o colapso de ecossistemas vitais. Esse inverno nuclear iria causar a fome mundial, levando a "fatalidades colaterais".
Não estimaram o número pessoas que seriam afetadas ou mortas pela fome, mas provavelmente seria significativo, uma vez que o inverno nuclear subsequente duraria pelo menos uma década.
O novo artigo mostra que uma guerra nuclear, mesmo que envolva potências nucleares menores, traria graves problemas globais. O novo artigo lembra as pesquisas feitas em 2017, que mostravam que mesmo os ataques nucleares de menor dimensão, causariam o caos climático e um estudo de 2018 buscando determinou o " melhor cenário " para a guerra nuclear, ou seja, o menor número de armas nucleares necessárias para manter a dissuasão.
Os investigadores do Departamento de Ciências Ambientais da Universidade Rutgers New Brunswick, chegaram a esses resultados simulando um cenário em que a guerra nuclear eclodiu em 2025 entre a Índia e o Paquistão. Atualmente, essas nações disputam o território da Caxemira.


"Avaliamos os possíveis impactos climáticos de uma guerra entre a Índia e o Paquistão num futuro próximo, com um número maior de armas, armas mais potentes e alvos maiores, em comparação com nossa análise de uma década atrás", escreveu Robock um e-mail ao Gizmodo. De fato, o novo artigo é uma atualização de pesquisa semelhante realizada em 2010 por Robock e Owen Toon, professor do Departamento de Ciências Atmosféricas e Oceânicas da Universidade do Colorado em Boulder, pesquisa que praticamente concluiu o mesmo.
No cenário simulado, os investigadores consideraram o uso de entre 400 a 500 armas nucleares, que é o arsenal previsto para a Índia e o Paquistão em cerca de seis anos. As armas nucleares usadas na simulação variaram entre bombas do tamanho da de Hiroshima (15 quilotoneladas de TNT) e armas modernas capazes de libertar algumas centenas de quilotoneladas de energia explosiva. O cenário viu a Índia implantar 100 ogivas nucleares, enquanto o Paquistão implantou 150.


Photo Pixabay/TheDigitalArtist

Japoneses receiam uma catástrofe natural



Uma guerra entre duas novas potências nucleares 'menores' do outro lado do mundo agora tem o potencial de mergulhar a Terra num clima da era do gelo. Seria uma mudança climática instantânea."
Uma "catástrofe regional ocorreria se a Índia e o Paquistão participassem numa guerra nuclear em larga escala com seus arsenais em expansão", escreveram os autores do estudo. A troca nuclear simulada resultaria em 50 a 125 milhões de mortes, o que ocorreria quase instantaneamente devido aos efeitos diretos e imediatos das bombas.
A Índia sofreria duas a três vezes mais mortes e vítimas do que o Paquistão porque, no cenário, o Paquistão usa mais armas que a Índia e porque a Índia tem uma população muito maior e as cidades são mais densamente povoadas. No entanto, como percentagem da população urbana, as perdas do Paquistão seriam cerca de duas vezes as da Índia. As fatalidades e baixas aumentam rapidamente até a 250ª explosão devido à enorme população da Índia, enquanto a taxa de aumento no Paquistão é muito menor, mesmo na 50ª explosão.

Atualmente, os EUA e a Rússia representam cerca de 93% das 13.900 armas nucleares do planeta, segundo o jornal.
Os incêndios causados ​​pela guerra nuclear colocariam entre 16 e 36 milhões de toneladas de fuligem, também conhecido como carbono preto, na atmosfera superior da Terra. Em poucas semanas, essa fuligem proliferaria por todo o mundo. Segundo as estimativas dos pesquisadores, a luz solar diminuiria num fator de 20 a 35%, o que por sua vez arrefeceria o solo de 2 a 3 graus Celsius e reduziria a precipitação em 15 a 30%, dependendo da região.
Isso seria devastador para a vegetação do mundo, terrestre ou aquática. A vida das plantas diminuiria de 15 a 30% nas terras e de 5 a 15% nos oceanos. Este inverno nuclear duraria pelo menos 10 anos, segundo os pesquisadores.

Photo Discovery Science

Como um inverno nuclear afetaria todo o planeta


Os investigadores resumiram assim:

Todas as perturbações climáticas de curto prazo, com temperaturas declinando para valores não existentes na Terra desde meados da última Era Glacial, seriam desencadeadas pelo fumo das cidades em chamas. Um desastre global que ameaçava a produção de alimentos em todo o mundo e a fome em massa, assim como a grave perturbação dos ecossistemas naturais. Sem contar com a devastação provocada nos seus próprios países, as decisões dos líderes militares e políticos da Índia e do Paquistão em usar armas nucleares, podem afetar seriamente todas as outras nações da Terra.”

Como um especto interessante e relevante, o Prêmio Nobel da Paz de 2017 foi concedido à Campanha Internacional para Abolir Armas Nucleares (ICAN).
 Como Robock explicou ao Gizmodo, o ICAN "foi promulgado em parte com base nos estudos anteriores". A esperança é que as nove nações nucleares do mundo "assinem e ratifiquem o Tratado das Nações Unidas sobre a Proibição de Armas Nucleares".
Os resultados do novo estudo "reforçam a necessidade de abolir as armas nucleares", disse Robock. “Eles são instrumentos de genocídio em massa. E persiste o mito da dissuasão. Mas se as armas nucleares fossem usadas, elas teriam um grande impacto, através das mudanças climáticas, no país que as usa ”, afirmou.
 "Ameaçar usar armas nucleares para impedir é ameaçar ser um homem-bomba", acrescentou.

Aquecimento global pode fazer a Corrente do Golfo parar

China testa canhão eletromagnético

Fonte//Gizmodo



terça-feira, 8 de outubro de 2019

O mundo está a perder um recurso crucial e ninguém fala nisso


O clima está aquecendo rapidamente, os oceanos estão se tornando perigosamente ácidos, uma sexta extinção está oficialmente em curso, o nível dos oceanos sobe e há a ameaça da guerra nuclear. Porém, há uma outra crise de que mal ouvimos falar.
Trata-se da escassez do fósforo, um mineral essencial a todos os seres vivos, sejam plantas ou animais. Os cientistas dizem que, se o continuarmos a ignorar poderá trazer uma catástrofe global num futuro próximo.


Photo Wikicommons


O nível do mar já sobe 3,6 mm por ano e tende a aumentar

O fósforo não é um elemento renovável, e não existem substitutos conhecidos, além de serem muito pouco os locais de onde é extraído. À medida que o mundo precisa de quantidades cada vez maiores, as quantidades existentes são cada vez menores.
Os fertilizantes feitos à base deste elemento químico quintuplicaram nos últimos 50 anos e, com o crescimento da população, a procura deverá duplicar até 2050.

Não há colaboração ou coordenação a uma escala global que assuma a responsabilidade de governar este recurso, nem mesmo entre os estados-membros da União Europeia ou dos Estados Unidos”, afirma o ecologista Kasper Reitzel, num relatório publicado, em Julho, na revista Environmental Science & Technology.
Mantendo-se os níveis atuais de consumo, alguns modelos indicam que vamos ficar sem reservas de fósforo dentro de 80 anos. Outras previsões mais otimistas falam em 400 anos, e outras dão-nos menos de 40 anos para encontrar uma solução para este grave problema.

Há uma opção segura de geoengenharia para reduzir o CO2


A solução poderá passar por reduzir o consumo, mas também será importante aprender a reciclá-lo, sendo os países em desenvolvimento os que mais sentirão a falta do fosforo. Os EUA, há 30 anos, eram o principal produtor mundial de fósforo, e a Índia e a China consomem mais de 45% à escala mundial.
Durante todo estes anos, as práticas de mineração e consumo não tiveram progressos. Continua-se a adicionar aos solos misturas químicas enriquecidas com fosfato, que depois levado pelas águas para o mar. Isto só polui os oceanos e os cursos de água, como também é insustentável.

Os investigadores dizem que fosfato pode ser reutilizado aproximadamente 46 vezes como combustível, fertilizante ou alimento, se for desenvolvido um sistema de reciclagem num ciclo fechado.
 Os cientistas que subscreveram este relatório estão a apelar às indústrias e autoridades mundiais que desenvolvam uma nova geração de profissionais em sustentabilidade de nutrientes, que possam trabalhar juntos para garantir a gestão internacional de fósforo e um ambiente mais limpo.

A energia nuclear pode travar o aquecimento global



Fonte//ScienceAlert