sábado, 27 de outubro de 2018

Novo material, usa o calor do sol para produzir eletricidade mais barata

Uma equipe liderada pela Universidade de Purdue desenvolveu um novo material e processo de fabrico para uma nova maneira de usar a energia solar, como energia térmica,  para produção de eletricidade de maneira mais eficiente.



A inovação é um passo importante para transformar o calor solar em eletricidade e competir com os combustíveis fósseis, que são os responsáveis por produzir mais de 60% da eletricidade nos EUA.

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  • "Armazenar energia solar como o calor pode ser mais barato do que armazenar energia elétrica em de baterias, então o próximo passo é reduzir o custo da produçao de eletricidade através do calor solar com o benefício de emissões zero de gases de efeito estufa", disse Kenneth Sandhage, Reilly Professor da Purdue. Engenharia de Materiais.

A pesquisa, que foi feita em Purdue em colaboração com o Instituto de Tecnologia da Geórgia, a Universidade de Wisconsin-Madison e Oak Ridge National Laboratory, foi publicado na revista Nature .

As usinas de energia solar concentrada convertem energia solar em eletricidade usando espelhos ou lentes para concentrar muita luz numa pequena área, que gera calor que é transferido para um sal fundido. O calor do sal fundido é então transferido para um fluido, que se expande e faz funcionar uma turbina para gerar eletricidade.

Para tornar a eletricidade produzida pela energia solar, mais barata, o motor da turbina precisaria gerar ainda mais eletricidade para a mesma quantidade de calor, o que significa que o motor precisa aquecer mais.

O problema é que os trocadores de calor, que transferem calor do sal fundido quente para o fluido, são atualmente feitos de aço inoxidável ou ligas à base de níquel que fundem às temperaturas desejadas e à pressão elevada de dióxido de carbono supercrítico.

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Inspirado pelos materiais que já haviam fabricado anteriormente capazes de lidar com altas temperaturas e pressão em aplicações como bicos de foguetes de combustível sólido, Sandhage trabalhou com Asegun Henry, agora no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, para conceber um similar. Um compósito para trocadores de calor mais resistentes.

Dois materiais mostraram-se promissores juntos num composto: O carboneto de zircônio de cerâmica e o tungstênio.
Os cientistas da Purdue criaram placas do compósito de cerâmica-metal. As placas hospedam canais personalizáveis ​​para adaptar a troca de calor, com base em simulações dos canais conduzidos na Georgia Tech pela equipe de Devesh Ranjan.

Testes mecânicos realizados pela equipe de Edgar Lara-Curzio no Laboratório Nacional Oak Ridge e testes de corrosão realizados pela equipe de Mark Anderson em Wisconsin-Madison ajudaram a mostrar que este novo material compósito poderia ser adaptado para suportar com sucesso o dióxido de carbono supercrítico de alta pressão necessário para gerar eletricidade de forma mais eficiente que os trocadores de calor atuais.

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Uma análise económica feita por pesquisadores da Georgia Tech e Purdue também mostrou que a produção em grande escala desses trocadores de calor pode ser realizada a um custo comparável ou inferior ao do aço inoxidável ​​ou à base de ligas de níquel.

  • "Em última análise, com o desenvolvimento contínuo, essa tecnologia permitiria a penetração em larga escala de energia solar renovável na rede elétrica", disse Sanagdhe. "Isso significaria reduções drásticas nas emissões de dióxido de carbono produzidas pelo homem para produzir eletricidade".


A razão porque muitas pessoas não terminam um mau relacionamento

Um novo estudo analisou o que impede muitas pessoas de acabarem com relacionamentos que não funcionam e concluiu que elas fazem isso simplesmente porque acreditam que abandonar o parceiro ou parceira será mau para ele ou ela.



O estudo será publicado na edição de Novembro de 2018 na revista Journal of Personality and Social Psychology, e foca-se na facto das pessoas continuarem com relacionamentos maus, simplesmente por ter pena do parceiro ou parceira e por acreditar que as coisas podem melhorar no futuro.

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  • Quanto mais dependentes as pessoas acreditam que seus parceiros estão no relacionamento, menos hipóteses eles têm de terminar”, diz Samantha Joel, investigadora principal, da Universidade de Utah (EUA)

Outras investigações mostraram que tempo da relação, dinheiro e as emoções podem ser fatores que pesam na hora de optar por terminar o relacionamento ou não. Quem já investiu muito pode preferir insistir em manter o relacionamento.



As pessoas também podem escolher continuar com um mau relacionamento se as alternativas, ficar sozinho, as opções de encontrar outros parceiros, etc, parecerem uma má opçao. Nesses casos, o egoísmo fala mais alto, mas os casos analisados na pesquisa mais recente mostra que as pessoas podem ser altruístas mesmo quando não querem mais estar com a outra pessoa.

  •  “Quando as pessoas percebiam que seus parceiros estavam extremamente ligados ao compromisso com o relacionamento elas tendiam menos a terminar. Isso foi observado mesmo em pessoas que não tinham um grau de compromisso muito elevado no relacionamento. De modo geral, não queremos ferir nossos parceiros e nos importamos com o que eles querem”, diz Samantha Joel .

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Mas continuar contra a vontade pode ser pior ao prolongar um relacionamento mau. Além disso, quem quer ficar com uma pessoa que está no relacionamento sem vontade para isso?



Fonte//Hypescience

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Arqueólogos descobriram 19 esculturas de madeira em Chan Chan, no Peru

Um grupo de Arqueólogos descobriu 19 esculturas de madeira, com aparência humana, alguns com máscaras de argila bege no rosto, na antiga cidade de Chan Chan, no Peru, segundo o Ministério da Cultura do país.




As esculturas, com mais de 750 anos , têm cerca de 70 centímetros de altura, As esculturas foram descobertas em reentrâncias retangulares alinhadas num corredor feito de adobe.

Estes ídolos são os mais antigos que foram ate agora descobertos no complexo arqueológico Chan Chan no norte do Peru, que já foi a capital do Reino Chimú, uma cultura que durou de 900 a 1430 dC, quando caiu no Império Inca.

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Chan Chan é Património Mundial reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) desde 1986, mas o corredor repleto de ídolos foi encontrado recentemente.

  • "Na passagem, recentemente encontrada na cidadela de Chan Chan, foram encontrados 19 ídolos de madeira cobertos com máscaras de argila ", disse Patricia Balbuena, chefe do Ministério da Cultura do Peru, num comunicado . Por cima dos ídolos, a passagem tem as paredes decoradas com motivos de ondas e paisagens, bem como imagens de animais.

É provável que este corredor de 33 metros de comprimento fosse uma porta de entrada para um centro cerimonial ou praça, observou Balbuena.


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Cada estátua foi esculpida de forma única e algumas usam máscaras de argila. Outros carregam um cetro numa mão e têm um objeto circular que pode ser um escudo.

Os ídolos foram encontrados durante a restauração dos muros do complexo Utzh An, que começou em junho de 2017 e deve terminar em maio. de 2020

Fonte// LivesCiense

Avanço no caminho para limpar o ar da China

Há mais de 15 anos, o governo chinês investiu biliões de dólares para reduzir a poluição atmosférica, concentrando-se principalmente na redução das emissões de dióxido de enxofre das usinas que usavam o carvão como combustível

Foto diariotrv

Esses esforços conseguiram reduzir as emissões de dióxido de enxofre, mas os níveis de poluição ainda são muito altos, sobretudo no inverno e os especialistas estimam que mais de 1 milhão de pessoas morrem tos os anos na China devido à poluição do ar.

Uma nova investigação da Universidade de Harvard pode explicar por quê. A chave para reduzir a poluição atmosférica no inverno passa por reduzir as emissões de formaldeído em vez do dióxido de enxofre.

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A investigação foi publicada na Geophysical Research Letters .

  • "Concluímos que as políticas destinadas a reduzir as emissões de formaldeído podem ser muito mais eficazes na redução da poluição do ar do inverno do que as políticas destinadas a reduzir apenas o dióxido de enxofre", disse Jonathan M. Moch, estudante da Harvard John A. Paulson School of Engineering and Ciências Aplicadas (SEAS) e primeiro autor do artigo. " A nossa pesquisa aponta para formas que podem limpar mais rapidamente a poluição do ar. Isso poderia ajudar a salvar milhões de vidas e canalizando biliões de dólares de investimentos com reduções da poluição do ar."

Em Pequim, as medições do número de dias com poluição do ar especialmente alta, conhecida como PM2.5, mostraram um grande aumento nos compostos de enxofre, que têm sido tipicamente interpretados como sulfato. Com base nessas medições, o governo chinês concentrou-se na redução do dióxido de enxofre (SO 2 ), a fonte do sulfato, como um meio de reduzir a poluição do ar. Como resultado desses esforços, o SO 2 no leste da China diminuiu significativamente desde 2005. O problema é que a a existência de partículas no ar não seguiu o mesmo caminho.

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Descobriram que os instrumentos usados ​​para analisar partículas podem facilmente interpretar mal os compostos de enxofre como sulfato quando eles são, de fato, uma molécula chamada hidroximetano sulfonato (HMS). HMS é formado pela reação de SO 2 com formaldeído em nuvens ou em gotículas.


Foto diariotrv

Numa simulação de computador, os cientistas demonstraram que as moléculas de HMS podem constituir uma grande parte dos compostos de enxofre observados em PM2.5 na névoa de inverno, o que ajudaria a explicar a persistência de situações extremas de poluição do ar apesar da redução de SO 2 .

  • "Ao incluir essa química negligenciada nos modelos de qualidade do ar, podemos explicar por que o número de dias extremamente poluídos no inverno, em Pequim, não melhorou entre 2013 e janeiro de 2017, apesar do grande sucesso na redução do dióxido de enxofre", disse Moch. "A combinação enxofre-formaldeído também pode explicar porque as medidas pareciam reduzir repentinamente a poluição extrema no inverno passado. Durante aquele inverno, as reduções significativas nas emissões de SO 2 formaram concentrações abaixo dos níveis de formaldeído pela primeira vez e tornaram o SO 2 o fator limitante para HMS. Produção."



As principais fontes de emissão de formaldeído no leste da China são veículos e grandes instalações industriais, como refinarias químicas e de petróleo. Os pesquisadores recomendam que se mude a legislação  e que concentrem seus esforços na redução das emissões dessas fontes para reduzir a névoa extrema (smogg) na área de Beijing.

Em seguida, a equipe pretende medir e quantificar diretamente o HMS na névoa de Pequim usando sistemas de observação modificados

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Esta pesquisa foi co-autoria de J. William Munger, Pesquisador Sênior em Química Atmosférica, e Daniel J. Jacob, Professor Vasco McCoy de Química Atmosférica e Engenharia Ambiental na SEAS. Também foi co-autoria de Yuan Cheng, Jingkun Jiang, Meng Li, Xiaohui Qiao e Qiang Zhang.

O trabalho foi financiado pelo  Projeto Harvard-China do Harvard Global Institute, pela National Science Foundation Graduate Research Fellowship, e pela Robert and Patricia Switzer Foundation.



Fonte//ScienceDaily

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Replica do Titanic no mar em 2022

Em construção desde 2012, a réplica do mais famoso navio do mundo, Titanic, deverá singrar os mares a partir de 2022.

Problemas financeiros levaram a este atraso na construção do Titanic II, segundo informação do presidente da Blue Star Line, Clive Palmer.


Foto Sputniknews


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O Titanic II será uma réplica quase exata do Titanic original, sendo alguns metros mais largo para ter mais estabilidade.

O novo navio, deverá ser lançado em 2022, transportará o mesmo número de passageiros e tripulação: 2.400 passageiros em três classes, como o original, e uma tripulação de 900 pessoas, e estará munida da mais moderna tecnologia de navegação e segurança, e desta vez botes salva-vidas na quantidade necessária

A primeira viagem que o navio fará será a mesma que o Titanic original fez, de Southampton, Inglaterra, a Nova Iorque, EUA.

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Palmer disse que após a viagem inaugural transatlântica, o Titanic II "também irá fazer uma viagem de circunavegação.

O site atualmente não fornece informações sobre a venda de cruzeiros, mas adianta que  não há vagas.





Fonte // SputnikNews

NASA encontra dois icebergs retangulares

O cientista da NASA Jeremy Harbeck encontrou dois icebergs muito peculiares no dia 16 de Outubro de 2018, num voo da Operação Ice Bridge. As imagens foram divulgadas pela agência espacial e logo ficaram famosas no mundo inteiro pelas formas retilíneas.

Foto Hypscience

A Operação IceBridge da NASA consiste num voo de longa duração  que sai do Chile e sobrevoa a Antártica durante cinco semanas, parando apenas para abastecimentos e descanso dos pilotos e cientistas. Esta viagem tem como objetivo medir a altura de vários glaciares da plataforma de gelo Larsen.

Foto Hypscience

Esta plataforma é na realidade formada por três plataformas: Larsen A, Larsen B e Larsen C.

A primeira delas começou a desintegrar-se em 1995; a segunda, em 2002, e a terceira mantém-se um pouco mais estável, apesar de apresentar uma grande racha. Em 10 de Julho de 2017 um gigantesco iceberg, com uma área de 5,800 km², o tamanho de Brasília, soltou-se da plataforma C. Batizaram-no de A68.

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Quando sobrevoavam o A68 que encontram o primeiro iceberg com formato retangular. “Eu estava interessado em captar imagens do A68 que estávamos prestes a sobrevoar, mas ao ver esse iceberg retangular, pensei que era muito interessante e bastante fotogénico, então rapidamente eu tirei algumas fotos”, relembra Harbeck.





As primeiras imagens divulgadas mostram um rectângulo perfeito, com ângulos aparentemente de 90°, mas isso deve-se ao angulo da foto Outras imagens divulgadas posteriormente mostram que o iceberg tem formato mais parecido com um losango.

“Eu vejo icebergs com ângulos retos com frequência, mas eu ainda não tinha visto um com dois cantos em ângulos retos como esse”, diz ele.

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Durante o mesmo voo, Harbeck encontrou outro iceberg menor que também parecia ter formato retangular. Nas imagens, pode-se ver o primeiro iceberg retangular no canto esquerdo da foto (coberto parcialmente pelos motores do avião), o segundo iceberg no centro da imagem, e o gigantesco A68 no horizonte.

A Operação IceBridge deve terminar apenas no dia 18 de Novembro. Até lá é possível que os cientistas encontrem mais imagens curiosas da plataforma Larse

Fonte//Hypescience


quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Ser estranho filmado no Oceano Antartico

A "galinha do mar" é uma criatura estranha, vermelho-rosada com um corpo como uma galinha decapitada, pelo que foi batizada como  "monstro de galinha sem cabeça".


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Na verdade, não é nem uma galinha nem um monstro. É o pepino-do-mar Enypniastes eximia, e os cientistas conseguiram recentemente vídeos deste bizarro ser no Oceano Antártico, perto do leste da Antártida, onde nunca tinha sido visto antes.

O filme mostra o pepino do mar colorido à deriva. As barbatanas na parte superior e inferior do seu corpo tubular e translúcido quase se assemelham às asas e pernas .

O Enypniastes eximia ,  que era apenas encontrado  no Golfo do México, foi filmado recentemente por cientistas da Divisão Antártica Australiana (AAD), parte do Departamento Australiano do Meio Ambiente, equipa que se dedica a investigar a Antártida e o Oceano Antártico. Os investigadores usaram uma nova tecnologia de câmara para filmar o pepino-do-mar nadando a uma profundidade de cerca de 9,800 pés (3 quilómetros).

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As câmaras projetadas para a expedição AAD foram colocadas em linhas de pesca, de acordo com um vídeo do YouTube que a agência compartilhou ontem no dia 21 de Outubro.



Fonte//LivesCiense

Uma ilha havaiana inteira desapareceu da face da Terra

East Island, uma ilhota de areia no arquipélago havaiano, desapareceu. Era apenas uma questão de tempo para tal acontecer.

Foto ScienceAlert

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Imagens de satélite divulgadas nesta semana revelam que a totalidade de East Island desapareceu devido às fortes tempestades, consequência do furacão Walaka, um dos furacões mais fortes registados no Pacífico, e que atingiu a região no início do mês.

Imagens fornecidas pelo Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA (FWS) de antes e  depois do furacão, mostram uma história aterrorizante do que poderá ser o futuro de inúmeras ilhotas de areia igualmente minúsculas e baixas em consequência das alterações climáticas. Com a subida do nível do mar, e temperaturas mais elevadas que são propícias ao aparecimento de tempestades cada vez mais devastadoras estas ilhotas poderão ter o mesmo destino de East Island..






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A ilha vizinha, Tern  Island,  que era um importante local de reprodução da foca monge, em extinção, e locais de nidificação para ameaçadas tartarugas marinhas verdes, foi também vitima das tempestades .

Este habitat vital, agora submerso, não será mais um território seguro e seco para esses animais, ou para as aves marinhas. Embora ainda não tivesse sido inventariado os danos á vida selvagem, a perspetiva do que aconteceu é muito é grave

Enquanto East Island era apenas uma pequena massa de terra,  com cerca de 1 km de comprimento e 120 metros de largura, era a segunda maior ilha da Frigate Shoals francesa , que é o maior atol da região, nas Ilhas do Havaí do Noroeste e parte do Património  Nacional Marinho Papahānaumokuākea .

A Papahānaumokuākea foi listada como uma área protegida em 2006, a terceira maior área do mundo.

Este vídeo o último vislumbre desse paraíso da vida selvagem havaiana.

Os administradores da Papahānaumokuākea estão trabalhando com cientistas da FWS e da NOAA para entender melhor as implicações para espécies e habitats locais face a esses fenómenos atmosféricos.

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Os investigadores afirmam que é apenas o inicio do que se avizinha  e que o desaparecimento desta ilha não será um incidente isolado



Fonte//ScienceAlert




Como a NASA liberta 1,7 milhões de litros de água num minuto

O vídeo abaixo mostra o que a NASA chama de “sistema de inundação de água de Proteção contra Sobrepressão de Ignição e Supressão de Som” (do inglês “Ignition Overpressure Protection and Sound Suppression water deluge system”).


Foto HypsSience

Em pouco mais de um minuto, o sistema liberta cerca de 1,7 milhões de litros de água, de uma só vez. A pressão é tanta que leva a agua atingir 30 metros de altura.

O objetivo dessa descarga de agua é para reduzir o calor extremo resultante do lançamento de foguetões.

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Só para comparação, a quantidade de água libertada é suficiente para encher  uma piscina olímpica.

A filmagem foi feita durante um teste realizado no último 15 de Outubro no Launch Pad 39B do Centro Espacial Kennedy (Flórida, EUA).





O teste é a preparação para a missão Exploration Mission-1 (o primeiro voo não tripulado do Sistema de Lançamento Espacial e o segundo voo do Veículo de Tripulação Multiuso Orion), que tem o lançamento agendado para Junho de 2020.

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O Sistema de Lançamento Espacial é um foguetão enorme com o o motor de foguete mais poderoso já construído, o qual a NASA vem desenvolvendo há mais de uma década. Já a Orion é uma nave espacial desenvolvida para voos de exploração tripulados, construída para transportar astronautas à lua, Marte e asteróides.



Fonte//Hypescience

terça-feira, 23 de outubro de 2018

China inaugurou a maior ponte marítima do mundo

O presidente da china, Xi Junping, acaba de inaugurar oficialmente a ponte mais comprida do mundo, com 55 km de comprimento. Ela tem um túnel que passa por baixo da água e une Hong Kong, Macau e Zhuhai.


A ponte custou US$20 biliões e começou a ser construída em 2009. Durante esses nove anos de trabalho, 18 trabalhadores morreram e dezenas ficaram feridos. As condições de segurança da obra foi muito criticada, assim como o custo total.


Foto Hypscience

Com 55 quilómetros de comprimento, a Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau faz parte de um plano para criar um centro global de ciência e tecnologia ligando os  dois territórios chineses, Hong Kong e Macau, para nove cidades próximas.

Com um custo de US $ 1,5 trilião, vai incluir também inclui a construção de um comboio-bala de US $ 11 biliões ,  que será inaugurado em Setembro.

Foto Hypscience

A ponte será aberta ao tráfego na quarta-feira, embora apenas veículos possam atravessar. Peões e ciclistas estão proibidos.

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Embora alguns tenham criticado a construção alegando um desperdício de dinheiro dos contribuintes, outros defendem-na argumentando sua capacidade de fazer movimentar até 70 milhões de pessoas na região.

A ponte de 20 biliões de dólares é 20 vezes maior que a ponte Golden Gate.



O título de maior ponte marítima do mundo pertencia anteriormente à Ponte da Baía de Jiaozhou, que se estende por 42 quilómetros.

A ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau foi projetada para durar mais de um século, com capacidade para resistir a grandes tempestades e terremotos.

A estrutura foi projetada para resistir a ventos de 339 quilómetros por hora segundo os testes laboratoriais. O verdadeiro teste foi em Setembro, quando o tufão Mangkhut varreu Hong Kong, destruindo telhados, quebrando janelas e derrubando árvores.

A ponte é feita de 420.000 toneladas de aço,o suficiente para construir 60 torres Eiffel.

As torres da ponte foram inspiradas em três elementos: nós chineses, o golfinho branco chinês e o mastro de um barco. As curvas da ponte foram projetadas para se assemelhar a uma cobra.

Foto Hypsience


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Um túnel submarino de 6,4 quilómetros liga duas ilhas artificiais, que ajudam a sustentar a estrutura. O túnel foi construído para permitir a passagem de navios. A Greater Bay Area é um dos lugares com mais movimento de navios do mundo, com cerca de 4.000 embarcações passando por dia.

A construção começou em 2009 e estava prevista para terminar em 2016, mas atrasou devido problemas de orçamento e segurança.

Os ambientalistas temem que a construção tenha ameaçado o sustento do golfinho branco chinês. A área onde o Rio das Pérolas se encontra com o Mar do Sul da China já foi um santuário para a espécie, mas a população diminuiu desde o início da construção.

Espera-se que cerca de 40.000 veículos utilizem a ponte todos os dia.

Fonte//Hypescience

Retorno do Ford Ranger, Os primeiros saem da produção na próxima semana

A Ford anunciou publicamente o lançamento do Ranger na última assembleia geral da administração em Michigan. Todos os acabamentos do novo Ranger incluindo as cores estavam em exibição para serem observados pela para a imprensa, pelos convidados e pelos trabalhadores da fábrica. Houve também uma demonstração do off-road que foi construído para mostrar as qualidades do FX4 opcional.

Foto AutoWeek


De acordo com o Detroit Free Press, a decisão de construir o novo Ranger e Bronco em Wayne veio depois de uma reunião secreta entre os executivos da Ford e o UAW em 2015.

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"Estávamos desenvolvendo a ideia de trazer o Ranger de volta, e o Bronco também", disse Joe Hinrichs, presidente de operações globais da Ford. "Achamos que fazia sentido construí-lo nos Estados Unidos numa fábrica com história."
Foto AutoWeek

Hinrichs reuniu-se com o então presidente do UAW, Dennis Williams, na primavera de 2015, em Detroit, para lançar a ideia de transferir a produção do Focus para o México e usar Wayne para o Ranger e Bronco.

Fonte//AutoWeek

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Cidade chinesa quer lançar uma 'lua artificial' para substituir ailuminação publica

As ruas de Chengdu, no oeste da China, poderão em breve ser iluminadas por uma lua artificial satélite durante a noite, em vez das convencionais luzes da rua.É um plano ambicioso de uma empresa aeroespacial privada e está a aguardar autorização.


Foto Olhares sapo

A ideia é economizar os elevados custos de eletricidade, de acordo com Wu Chunfeng, presidente do Instituto de Pesquisas Microeletrônicas do Sistema de Ciência e Tecnologia de Chengdu.

Em vez de usar energia elétrica aqui na Terra com altos custos, o satélite refletiria os raios do Sol do outro lado do planeta para Chengdu.

O satélite teria asas com painéis  com um revestimento espacial refletor que redirecionaria a luz solar. A luz chegada ao solo seria cerca de oito vezes mais forte do que numa linda noite de luar,diz Chunfeng .

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Numa conferência de empresários, Wu disse que o satélite permitirá que a luz seja cuidadosamente controlada e mantida numa área de 10 a 80 quilómetros de diâmetro. A luz não seria forte o suficiente para interferir com a vida selvagem noturna, e nunca será mais forte do que luzes de rua.

O "brilho crepuscular" que a falsa lua criaria também seria uma atração turística para a cidade, de acordo com os empresários.

Aparentemente, a tecnologia necessária já foi testada e o próprio satélite pode estar pronto para entrar em órbita já em 2020.

Baseado num relatório do People's Daily na China, a inspiração veio de um artista francês não identificado que queria colocar um colar feito de espelhos na orbita da Terra para refletir a luz do sol em Paris à noite.

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E a ideia na verdade tem alguma precedência, de certa forma: na cidade norueguesa de Rjukan, que fica situada num vale tão profundo que não recebe luz solar nos meses de inverno, então, três espelhos controlados por computador ficam em cima de uma montanha próxima para refletir os raios do sol para a cidade.

É claro que fazer o mesmo no espaço requer muito mais conhecimento técnico e muito mais dinheiro, e a menos que o plano se mostre economicamente rentável, é improvável que seja posto em prática.



As tentativas anteriores de aproveitar os raios solares do espaço e os refletir para a Terra foram inviabilizados por dificuldades mecânicas e de fabrico.

Temos agora que esperar e ver se em Chengdu conseguem ter uma lua artificial.

Fonte//SputnikNews

Porque acreditamos em deuses? Nasce connosco ou aprendemos a acreditar?

As crenças religiosas não estão ligadas à intuição ou pensamento racional, de acordo com uma nova pesquisa feita pelas universidades de Coventry e Oxford.

Estudos anteriores sugeriram que as pessoas que possuem fortes crenças religiosas são mais intuitivas e menos analíticas, mas quando pensam mais analiticamente, as suas crenças religiosas enfraquecem.



Mas novas pesquisas, de académicos do Centro de Avanços na Ciência do Comportamento da Universidade de Coventry e de neuro-cientistas e filósofos da Universidade de Oxford, sugerem que esse não é assim e que as pessoas não nascem ``fiéis´´.



O estudo, que incluiu testes a peregrinos participando do famoso Caminho de Santiago e uma experiencia de estimulação cerebral, não encontrou nenhum elo entre o pensamento intuitivo e  analítico, ou inibição cognitiva (uma capacidade de suprimir pensamentos e ações indesejáveis) e crenças sobrenaturais.

Em vez disso, os académicos concluíram  que outros fatores, como educação e cultura, são mais responsáveis pelas crenças religiosas.

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O estudo, publicado na Scientific Reports , foi o primeiro a desafiar uma tendência crescente entre os psicólogos cognitivos nos últimos 20 anos, que tentou mostrar que acreditar no sobrenatural é algo que nos chega naturalmente ou intuitivamente, não nascemos com isso.

A equipe começou realizando uma investigação numa das maiores rotas de peregrinação do mundo, o Caminho de Santiago de Compostela, no norte da Espanha.

Eles inquiriram os peregrinos sobre a força de suas crenças e o tempo gasto na peregrinação e avaliaram seus níveis de pensamento intuitivo com uma tarefa de probabilidade, em que os participantes tinham que decidir entre uma escolha lógica e o pressentimento


Foto mitologiaonline

Os resultados indicaram que não há nenhuma ligação entre a crença sobrenatural e a intuição.

Num segundo estudo, onde usaram quebra-cabeças matemáticos para aumentar a intuição, também não encontraram nenhum elo entre os níveis de pensamento intuitivo e crença sobrenatural.


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Na última parte de sua pesquisa, usaram a estimulação cerebral para aumentar os níveis de inibição cognitiva, que é regula o pensamento analítico.

Para isso foram colocados 2 elétrodos no couro cabeludo do participante onde, para ativar o frontal inferior direito, uma parte do cérebro que controla o controle inibitório.

Um estudo prévio de imagens cerebrais mostrou que os ateus usavam mais essa área do cérebro quando queriam suprimir ideias sobrenaturais.

Os resultados mostraram que, embora esta estimulação cerebral tenha aumentado os níveis de inibição cognitiva, não alterou os níveis de crença sobrenatural, sugerindo que não existe uma ligação direta entre a inibição cognitiva e a crença sobrenatural.

Chegaram á conclusão que  é "prematuro" explicar a crença nos deuses como intuitiva ou natural



Fonte//ScienceDaily

domingo, 21 de outubro de 2018

Cientistas descobrem abundância de vida nas profundezas geladas doOceano Ártico

Um extenso e rigoroso estudo do fundo marinho do Ártico ampliou nossa compreensão da vida nas profundezas.

Os fundos marinhos do Ártico Central é uma das áreas oceânicas menos estudadas do mundo. Ainda assim, isso não significa que não há nada lá de interesse.

 
Foto depositphotos.com



Há a opinião geral que poucas criaturas poderiam sobreviver naquelas frígidas aguas, mas isso não é verdade.

Pelo contrário, o fundo do oceano Ártico está  repleto de vida .

As criaturas que vivem aqui incluem animais como pepinos do mar, estrelas do mar, caracóis, mariscos, vermes e caranguejos.

Em 1935, foi descoberta a primeira evidência da fauna de águas profundas no Ártico Central, mas, décadas depois, ainda havia muito pouca informação sobre a diversidade ou distribuição dessas criaturas.

Um novo estudo, liderado pelo Instituto Max Planck de Microbiologia Marinha, decidiu mudar isso.

Analisando os dados de antigos levantamentos do fundo do oceano, bem como 37 novas amostras de expedições recentes, os investigadores descobriram que a vida no fundo do Ártico é notavelmente semelhantes às zonas com água mais quente.

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O estudo identificou cinco grupos diferentes de grupos de espécies. Esses grupos incluem criaturas que viviam na plataforma externa, no declive superior, no declive inferior, no declive médio e no plano abissal, que é a parte mais profunda.

  
Foto depositphotos.com

As espécies dominantes para cada uma dessas profundidades diferirem bastante. Mais perto da superfície, por exemplo, descobriram uma predominância de bivalves e vermes marinhos .À medida que afunda, a diversidade de espécies aumenta e depois volta a diminuir à medida que a profundidade aumenta, mostrando um padrão mais parabólico, com um pico nas profundezas médias e depois caindo novamente nas maiores profundidades.

Nas partes mais profundas do Ártico Central, o plano abissal apropriadamente chamado, que fica a 4 quilómetros abaixo da superfície, a biodiversidade da vida era mais dispersa. Isto é mais provável porque os Invernos longos e a extensa cobertura de gelo não deixam a luz solar penetra.

Apesar de suas grandes diferenças, esse mesmo padrão é comum em águas mais temperadas. No Ártico, a taxa de declínio das espécies de profundidade é maior do que nas águas mais quentes.

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A pesquisa, no entanto, é mais do que apenas mapear a vida em uma região inexplorada do mundo.

Atualmente, as mudanças climáticas e o desaparecimento do gelo marinho estão mudando rapidamente o ecossistema do Ártico. Sem um conhecimento básico da região, os cientistas não terão um ponto de referência sobre como a macro-fauna mais profunda foi afetada pelo aquecimento global.

Estudos anteriores mostraram que, no Ártico Central, a quantidade de comida cai não apenas por causa da crescente profundidade, mas também porque o gelo do oceano Ártico limita a quantidade de luz.

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Esses estudos também mostraram que há mais comunidades quando há gelo sazonal mais fino. E hoje, graças ao aquecimento global, cerca de 70% da cobertura de gelo marinho do Ártico é gelo fino.

Resta ver o que acontecerá com esses ecossistemas no futuro.

"As alterações causadas pelo recuo do gelo marinho, que poderiam potencialmente melhorar a produtividade primária e os fluxos de exportação, são atualmente impossíveis de serem verificadas, dada a falta de dados para o fundo oceânico do Oceano Ártico", concluem os autores .



Fonte//ScienceAlert

Em busca da "selfie perfeita", já causou 259 mortes em todo o mundo

De acordo com uma pesquisa do Journal of Family Medicine and Primary Care, 259 pessoas já morreram tentando tirar a selfie perfeita.

Os casos foram registados entre Outubro de 2011 e Novembro de 2017 e envolvem incidentes em todo o mundo.



As “selfies” são aquelas fotos que as pessoas tiram a elas próprias com a câmara frontal do telemóvel. Ficaram mais conhecidas desde a introdução dos smartphones com cameras de grande resolução e, claro, com o boom das redes sociais.

Segundo o Google, apenas em 2015 mais de 24 biliões de selfies foram postadas no seu aplicativo de fotos. Ainda, de acordo com os analistas, cerca de 1 milhão de selfies são clicadas diariamente por pessoas com idades, principalmente, entre 18 a 24 anos.

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Tirar esse tipo de foto e compartilhá-las nas redes sociais tornou-se uma moda e um meio de expressão. Mas as pessoas por vezes colocam-se em situações perigosas, muitas vezes arriscando a própria vida, justamente para ganharem mais visualização.

A Índia é campeã de registos desse tipo. Logo em seguida aparecem Rússia, Estados Unidos e Paquistão. Mais, os homens são os que mais se arriscam em busca de uma boa fotografia.

Segundo a análise, 72,5% das vítimas eram do sexo masculino contra 27,5% do sexo feminino.

Quando às causas mais comuns das mortes, estão: afogamento, acidentes de trânsito e quedas de grandes alturas. No entanto, morte causada por animais, choques elétricos e fogo também aparecem no relatório.

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É importante dizer que, segundo a pesquisa, as selfies não são dadas como a causa oficial das mortes (já que normalmente é registado a ocorrência, por exemplo a pessoa ter caído ou ter se envolvido num acidente de trânsito). Assim, é possível que o número de pessoas que tenham sido vítimas da sua própria obsessão pela foto perfeita possa ser muito maior.

Por fim, os investigadores concluíram que a melhor solução para evitar esse tipo de acidente é estabelecer áreas onde seja proibido fazer selfies em atrações turísticas, especialmente em locais com riscos de afogamento e quedas de grande. Resta esperar que as pessoas realmente levam os avisos a sério e tomem atenção.



Fonte//RevistaGalileu

Conheça o buraco mais profundo do mundo

Nas profundezas da Rússia ocidental, existe uma zona de sucata. Essa zona foi outrora o sitio onde se escavou o buraco mais profundo da Terra. Podemos encontrar lá um disco de aço enferrujado que á a tampa desse buraco.



Esse buraco tem nada mais, nada menos que 12km de profundidade, mais profundo que o poço mais fundo dos oceanos.

É chamado de poço de perfuração de Kola Superdeep, e não tem nada a ver com a extração de petróleo, foi escavado para estudos científicos.

Os cientistas soviéticos começaram a perfurar a superfície da Terra durante a década de 1970, para descobrir mais sobre o conteúdo de sua crosta.

A verdade é que sabemos menos sobre o que está sob nossos pés do que sobre o que está do outro lado do Sistema Solar

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Ao longo de 24 anos, esses cientistas escavaram a crosta terrestre, e embora não tenham chegado tão longe quanto esperavam, em 1994, chegaram aos 12 quilómetros.

Continua a ser a escavação mais profunda até hoje efetuada e com tecnologia antiga, que nada tem a ver com as modernas técnicas de escavação, o que é notável.

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Mas o que realmente aprendemos com todo esse trabalho?

Em primeiro lugar, aprendemos que há água a 12 quilómetros da superfície, o que não se pensava ser possível.

E quase a  7 quilómetros de profundidade foram encontrados  fósseis microscópicos de 24 espécies de organismos unicelulares extintos  há milhões de anos.

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Eles tiveram acesso a rochas de 2,7 biliões de anos, o que é incrível, rochas essas que ainda continuam a ser motivo de estudos.

A temperatura registada a 12km de profundidade foi de 180 graus Celcius, cerca de 80 graus mais do que era previsível. Resta saber para quando chegar mais fundo.



Fonte//ScienceAlert