sábado, 20 de outubro de 2018

Desenvolvidos adesivos que podem salvar vidas e controlar estado desaúde

A cirurgia cardíaca normalmente é traumática para os pacientes. A monitorização contínua do estado de saúde pós cirurgia sem acompanhamento médico é ainda mais assustador. Imagine ser poder fazer isso com um simples adesivo aplicado ao seu corpo.


Um grupo de investigadores da Universidade de Purdue  avançaram  com uma solução que poderá tornar isso possível. A pesquisa foi publicada recentemente no ACS Advanced Materials and Interfaces.

"Pela primeira vez, criamos dispositivos electrónicos adesivos que pode-se facilmente colar à pele e são feitos de papel ", disse Ramses Martinez, professor assistente de engenharia industrial e engenharia biomédica da Purdue. que liderou a equipe de pesquisa.

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Os "adesivos inteligentes" são feitos de celulose, que é  compatível com a pele e é porosa, deixando-a respirar. Eles podem ser usados ​​para monitorizar a atividade física e alertar o paciente sobre possíveis riscos à saúde em tempo real.

Os profissionais de saúde poderiam usar os adesivos Purdue como sensores implantáveis ​​para monitorizar o sono dos pacientes, porque eles ligam-se aos órgãos internos sem causar reações adversas. Os atletas também podem usar esta tecnologia para controlar a sua saúde durante o exercício.

Esses adesivos têm forma de serpentina para tornar os dispositivos tão finos e elásticos quanto a pele, tornando-os imperceptíveis para o utilizador.

Como o papel se degrada rapidamente quando molhado e a pele humana está propensa a ser coberta de suor, esses adesivos foram revestidos com moléculas que repelem água, óleo, poeira e bactérias. Cada adesivo pode ser feito usando tecnologias de impressão e fabrico similares àquelas usadas para imprimir livros em alta velocidade.


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"O baixo custo desses dispositivos portáteis e sua compatibilidade com técnicas de fabrico em larga escala permitirão a rápida adoção desses novos sensores descartáveis ​​e portáteis numa enorme variedade de aplicações nos cuidados de saúde que exigem sistemas de diagnóstico de uso único", disse Martinez.

A tecnologia é patenteada através do Escritório de Comercialização de Tecnologia da Purdue, e procuram parceiros para testar e comercializar sua tecnologia.


Fonte//ScienceDaily

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Encontrado fóssil de peixe semelhante á piranha

Os mares jurássicos eram o lar de tubarões, crocodilos, monstros marinhos e, peixes carnívoros, semelhantes a piranhas.

Foi encontrado um fóssil quase completo de um peixe ósseo com barbatanas raiadas e dentes afiados supondo-se ser o equivalente jurássico da piranha.

Sendo assim essa seria a mais antiga evidência de um peixe ósseo carnívoro pertencente a um grupo idêntico à piranha.

 
(M. Ebert and T. Nohl)

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Antes desta recente descoberta, havia a ideia que os peixes ósseos do Jurássico só podiam esmagar as conchas ou engolir as presas inteira, mas agora acha-se que este espécimen podia cortar as barbatanas das suas presas.

  • "Ficamos chocados com o fato de que este peixe tinha dentes semelhantes a piranhas", diz a  principal autora Martina Kölbl-Ebert, paleontologista do Jura-Museum Eichstätt, onde o fóssil está.

  • ``Pertence a um grupo de peixes (os picnodontídeos) que são famosos por seus dentes afiados´´.
  •  
  • (M. Ebert )

Foram também encontrados vestígios das vitimas deste peixe nos mesmos depósitos de calcário no sul da Alemanha

  • ."Temos outros peixes da mesma localidade em que faltam pedaços nas suas barbatanas",  diz o  co-autor David Bellwood, investigador da evolução e ecologia dos peixes de recifes da Universidade James Cook.

  • "Este peixe tem parecenças incríveis com as piranhas modernas, que se alimentam não só de carne, mas principalmente das barbatanas de outros peixes. É algo extraordinariamente inteligente, já que as barbatanas se recuperam, sendo um recurso renovável puro.""Se alimentar-se de um peixe e ele morrerá mas se comer as  suas barbatanas e terá comida para o futuro", acrescentou Bellwood.

  • É esse tipo de comportamento renovável, que levou os investigadores a descrever esta nova espécie como um "exemplo impressionante de versatilidade e oportunismo evolucionário"

 
(The Jura-Museum, Eischstatt, Germany)

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Depois de uma inspeção minuciosa, descobriu-se que o peixe fossilizado tinha mandíbulas extremamente fortes, revelando dentes longos, pontiagudos e ligeiramente curvos. Nalguns dos incisivos ainda se vêm bordas serrilhadas, perfeitas para cortar carne ou barbatanas.

O seu corpo é plano o que lhe tiraria velocidade, mas, as suas grandes barbatanas o tornariam particularmente apto a manobrar  nos recifes tropicais de águas rasas, onde os cientistas acreditam que ele viveu.

Fonte//ScenceAlert

Subida do nível do mar deixa em risco lugares considerados PatrimónioMundial

Na região do Mediterrâneo, existem inúmeros monumentos e lugares, considerados como Património Mundial da UNESCO em áreas costeiras de baixa altitude. Estes incluem, por exemplo, a lagoa veneziana, a cidade velha de Dubrovnik e as ruínas de Cartago. No decorrer do século XXI, esses locais estão cada vez mais em risco devido ao aumento da erosão costeira causado pelo aumento do nível do mar. Esta é a conclusão de um estudo, realizado pela investigadora Lena Reimann, do Departamento de Geografia da Universidade de Kiel (CAU), juntamente com o professor Athanasios Vafeidis e outros parceiros internacionais. A equipa publicou os seus resultados na revista Nature Communications .



  • ´´Um grande número dos 49 locais do Património Mundial investigados, correm risco devido à subida do nível do mar. 37 desses locais estão em risco devido à chamada tempestade de 100 anos,(tempestade fenomenal que aparece em media uma vez em 100 anos) que tem 1% de hipótese de sempre mais forte que a anterior. 42 dos 49 locais estão em risco de erosão costeira. Se o nível do mar continuar subindo, na região do Mediterrâneo, o risco dessas tempestades de 100 anos, pode aumentar 50% em média, e o da erosão costeira 13 %, e tudo isso até o final do século 21. ``, disse Lena Reimann ao explicar os resultados do estudo.

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  • Para poder avaliar os riscos potenciais, a equipe de pesquisa criou um banco de dados de todos os Patrimónios Mundiais da UNESCO em áreas costeiras baixas da região do Mediterrâneo. Além da localização e forma dos locais, o estudo também incluiu o tipo de património, a distância do litoral e sua localização em áreas urbanas ou rurais. "Usando este banco de dados e simulando modelos de inundação, levando em conta vários cenários de elevação do nível do mar, conseguimos desenvolver índices. O índice de risco de inundação e o risco de erosão". O índice de risco de inundação tem em consideração a área potencialmente inundada e a profundidade máxima de inundação. O índice de risco de erosão é baseado na distância de cada local do litoral e nas propriedades físicas da costa, que determinam em grande parte o grau de erosão. Estas incluem, entre outras, as propriedades materiais da costa, desde a areia até a rocha, e a possibilidade da sedimentação.



  • O aumento no risco de inundação de até 50% e o risco de erosão de até 13% são baseados  numa subida média do nível do mar no Mediterrâneo de 1,46 metros até o ano 2100. Esse aumento tem uma probabilidade de ocorrer de 5% num cenário de alterações climáticas de alto nível (RCP8.5). "Mesmo que a subida do nível do mar seja inferior, esse cenário não pode ser descartado, devido às incertezas que existem em relação ao derretimento das camadas de gelo", disse o professor Vafeidis. "Além disso, tal cenário é bastante relevante do ponto de vista do gerenciamento  do fator de  risco, já que uma probabilidade de 5% neste contexto não é baixa".

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  • "Com o nosso trabalho, queremos promover estratégias de adaptação para proteger o património cultural do mundo", enfatizou Reimann.

O estudo identificou onde a adaptação é mais urgente. Estudos locais devem ser iniciados nesses locais, para investigar detalhadamente todos os sítios ameaçados. Devem ser desenvolvidas medidas para combater o aumento do risco, que deve ser implementado nos locais sem afetar seu status como Património Mundial da UNESCO. Um bom exemplo está em construção em Veneza, o projeto MOSE consiste na instalação de barreiras móveis, para proteger a cidade e sua lagoa de aumento do nível do mar até três metros acima do nível atual.

  • Essa medida pode garantir que o frágil ecossistema da lagoa seja mantido, e pode ser implementado no local sem interferir no status de Património Mundial da UNESCO. Além das estratégias de adaptação, o cientista também realçou a relevância central da mitigação climática. "Sem medidas de adaptação apropriadas, combinadas com mitigação de escala global rigorosa, a herança cultural do nosso mundo pode ser severamente prejudicada pelo aumento do nível do mar e, portanto, perder valor como Património Mundial da UNESCO. "

Fonte//ScienceDaily

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Falta de sexo engorda, diz estudo

A falta de sexo  torna-se visível no aspeto físico e também tem repercussões do ponto de vista psíquico.

Durante o orgasmo, o volume de ocitocina e endorfinas aumenta, permitindo-nos adormecer e reduzir os níveis de stress.

Os sexólogos têm indicado que não fazer sexo regularmente faz-nos diminuir a atividade física e principalmente começar a comer mal.

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Não fazer sexo tem várias implicações mentais e físicas descriminadas já a seguir.

  1. Quanto menos sexo pratica, mais peso terá.



  1. Sexo frequente faz um corpo mais tonificado.



  1. Pessoas que têm pouco sexo podem sofrer de depressão.



  1. Fazer sexo várias vezes por semana evita o aumento dos níveis de stress.



  1. A melhor maneira para estar em forma é fazer sexo com frequência.

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Fonte//25minutos

Na Escócia, orfanatos católicos abusaram de crianças durante mais de 60anos

Ao longo de mais de seis décadas, dois orfanatos católicos na Escócia, tratavam mal as crianças, abusando sexualmente e humilhando-as, foi o resultado de uma investigação em curso e divulgadas pelo Supremo Tribunal escocês.


O relatório preliminar, efetuado pela juíza Lady Anne Smith, indica que os menores viviam num clima de terror e humilhação, sendo abusados sexualmente e atingidos com crucifixos de madeira, paus, correias de couro, calçado, escovas de cabelo e inclusive uma trela de cão.

As Filhas da Caridade de São Vicente de Paul, congregação de freiras gestora das duas instituições, foram descobertos os abusos, o Orfanato Bellevue, perto de Glasgow e o Lar Infantil de Smyllum Park, no pequeno povoado de Lanark .

De acordo com as provas, no Lar Infantil de Smyllum Park, também houve abusos sexuais por parte dos sacerdotes, freiras, e membros do pessoal.

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  • A juíza Lady Smith, no seu relatório qualificou os maus tratos eram rotineiros e faziam parte do dia a dia de algumas crianças, e descreveu assim os fatos: "Parece-me que as crianças foram maltratadas tanto em Bellevue como em Smyllum. O abuso aconteceu. Foi físico, emocional e sexual".

As investigações começaram em Outubro de 2015 partindo de uma ordem do Governo escocês para investigar o abuso histórico de meninos e meninas realizado em instituições de acolhimento de toda a Escócia durante várias décadas.

Estava previsto que as investigações, que custaram mais de 15 milhões de libras (cerca de 17 milhões de euros), estivessem concluídas no próximo ano, mas vão se prolongar por mais tempo.

Atualmente estão a ser analisadas denúncias de abuso físico e sexual em 86 antigos orfanatos e internados da região.

Foram ouvidas um total de 54 testemunhas  que relataram o que sabiam das ocorrências passadas  em Smyllum Park, que encerrou em 1981, e em Bellevue House, que em 1961 também encerrou portas

Segundo as testemunhas, as crianças que molhavam a cama durante a noite eram obrigadas a dormir nos lençóis molhados e eram vítimas de insultos por parte das freiras e dos outros menores.

Além de espancadas constantemente, eram forçadas a tomar banhos de água suja, muito fria ou muito quente, alimentados à força e eram usados como mão-de-obra infantil.

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Não havia nenhum registo de nascimentos, pelo que muitos deles não sabiam quando faziam anos, se eram canhotos eram obrigados a usar a sua mão direita e outros eram espancados se fossem protestantes ou judeus.

O relatório identifica o ex-trabalhador de Smyllum Park, Charlie Forsyth, já falecido, como um dos responsáveis de agressões e maus tratos.

Uma criança de 6 anos, Samuel Carr, morreu em Smyllum após contrair uma grave infecção por encontrar-se desnutrido e após entrar em contacto com um rato. Segundo o relatório, uma freira bateu-lhe várias vezes poucos instantes antes de falecer.

Patricia Meenan morreu aos 12 anos quando foi atropelada por um automóvel quando fugia do mesmo orfanato em direção a Glasgow.

  • "Para as crianças que estavam em e Bellevue, os orfanatos eram lugares de medo, controlo coercitivo, ameaças, disciplina excessiva e abuso emocional, físico e sexual, onde não encontraram amor, compaixão, dignidade nem consolo", afirma o texto.

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Nesses centros, acrescenta, "foram frequentemente humilhados, controlados e insultados, sentindo-se inúteis, denegridos e sujeitos a castigos injustificados".

  • Num comunicado, as  Filhas da Caridade, descreveram os episódios documentados como "práticas que estão totalmente fora dos valores fundamentais que sustentam a nossa vida e missão".  E pediram perdão."Pedimos sinceramente as nossas mais sinceras desculpas a qualquer um que tenha sofrido algum tipo de abuso enquanto estava sob o nosso cuidado",disseram.

A investigação vai continuar com as audiências públicas no final deste mês para se conhecer melhor as práticas exercidas noutras instituições escocesas.



Fonte// EFE

Descoberto navio Viking enterrado na Noruega

O Instituto Norueguês de Pesquisa do Património Cultural (NIKU) disse que os arqueólogos descobriram um navio Viking usando imagens de radar numa área no condado de Østfold.


O navio parece ter cerca de 20 metros de comprimento e estar enterrado a cerca de 50 centímetros de profundidade.

Sua quilha e casco estão intactos, embora seja desconhecida da data em que foi enterrado.O navio é parte de um cemitério que tem restos de pelo menos sete montes funerários, que são colinas de terra em forma de cúpula e pedras empilhadas em cima de um túmulo. Os restos de cinco casas, onde os vikings teriam vivido, também foram descobertos perto do cemitério.

O cemitério e as casas  estão perto de um túmulo anteriormente escavado chamado Jell Mound, que remonta a cerca de 1.500 anos e, de acordo com uma história local, foi construído para um rei chamado Jell.


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O enterro do navio não é um ato isolado , mas faz parte das cerimonias fúnebres Viking para chefes e pessoas com muito poder, disse Lars Gustavsen, arqueólogo da NIKU que realizou o trabalho de radar no local, juntamente com o colega Erich Nau.

  • "Esta descoberta é incrivelmente excitante, pois só existem apenas de três navios Viking bem preservados encontrados na Noruega e que foram encontrados há muito tempo. Este novo navio terá certamente um grande significado histórico, uma vez que pode ser investigado com todos os meios modernos de arqueologia ", disse Knut Paasche, chefe do Departamento de Ar. Os arqueólogos planeiam usar outras formas de varreduras geofísicas para aprender mais sobre o navio e seu cemitério. Eventualmente, eles poderão precisar escavá-lo, embora os arqueólogos esperem evitá-lo, se possível, já que o navio pode ficar danificado quando exposto ao ar livre.

A tecnologia de radar usada pela equipe da NIKU foi desenvolvida pelo Instituto Ludwig Boltzmann de Prospeção Arqueológica e Arqueologia Virtual e é montada num veículo. O trabalho foi realizado em cooperação com o conselho municipal de Østfold, Arqueologia Digital da NIKU e especialista em navios Viking.

Fonte//LivesCiense

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Catalisador novo e durável para células de combustível de veículos ecológicos

O fator principal que impede o uso generalizado de células de combustível de hidrogênio ecologicamente limpas, 0% de emissões, em carros, camiões e outros veículos é o custo dos catalisadores de platina que fazem as células funcionarem. Uma maneira para ultrapassar este problema seria usar uma liga de platina com outros metais mais baratos, mas esses catalisadores degradam-se rapidamente.



Agora, uns cientistas da Brown University desenvolveram um novo catalisador construído com uma liga  que reduz o uso de platina e suportou bem os testes nas células de combustível. O catalisador, feito de uma liga de platina com cobalto em nano partículas, mostrou superar as metas do Departamento de Energia (DOE) dos EUA para o ano de 2020, tanto em reatividade quanto em durabilidade, de acordo com testes descritos na revista Joule .

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  1. "A durabilidade dos catalisadores de ligas de metais é um grande problema", disse Junrui Li, um estudante de pós-graduação em química da Brown e principal autor do estudo. "Foi demonstrado que as ligas têm desempenho melhor do que a platina pura, mas nas condições, dentro de uma célula de combustível, a parte de metal não precioso do catalisador oxida e fica lixiviada muito rapidamente".



Para resolver esse problema de lixiviação, a equipa desenvolveu nano partículas de liga com uma estrutura especializada. As partículas têm um invólucro externo de platina pura em volta de um núcleo feito de camadas alternadas de átomos de platina e cobalto. Essa estrutura central em camadas é a chave para a reatividade e a durabilidade do catalisador.

  • "A construçao em camadas de átomos no núcleo ajuda a suavizar e apertar a rede de platina na camada externa", disse Sun. "Isso aumenta a reatividade da platina e ao mesmo tempo protege os átomos de cobalto de serem consumidos durante a reação. É por isso que essas partículas têm um desempenho muito superior ao das partículas de ligas com átomos aleatórios de metal."




Os detalhes de como a estrutura ordenada aumenta a atividade do catalisador são descritos resumidamente no artigo de ´´Joule`` , mas é explicado mais especificamente num artigo de modelagem computacional publicado no Journal of Chemical Physics. O trabalho de modelagem foi liderado por Andrew Peterson, professor associado da Brown School of Engineering, que também foi coactor do artigo de Joule .



Para o trabalho experimental, os investigadores testaram a capacidade do catalisador para realizar a reação de redução de oxigénio, que é fundamental para o desempenho e durabilidade da célula de combustível. Num lado de uma célula de combustível de membrana de troca de prótons (PEM), os elétrons retirados do combustível de hidrogênio criam uma corrente que aciona um motor elétrico. Do outro lado da célula, os átomos de oxigénio absorvem esses elétrons para completar o circuito. Isso é feito através da reação de redução de oxigénio.

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Os testes iniciais mostraram que o catalisador teve um bom desempenho no ambiente de laboratório, superando um catalisador de platina. O novo catalisador manteve sua atividade após 30.000 ciclos de tensão, enquanto o desempenho do catalisador tradicional caiu significativamente.



Mas, embora os testes de laboratório sejam importantes para avaliar as propriedades de um catalisador, os técnicos afirmam que não demonstram necessariamente o bom funcionamento do catalisador numa célula de combustível real. O ambiente da célula de combustível é muito mais quente e difere em acidez em comparação com os ambientes de teste de laboratório, o que pode acelerar a degradação do catalisador. Para descobrir como o catalisador se manteria nesse ambiente, os investigadores enviaram o catalisador para o Laboratório Nacional de Los Alamos para testes numa célula de combustível real.

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O teste mostrou que o catalisador supera as metas estabelecidas pelo Departamento de Energia (DOE). O DOE tinha proposto aos investigadores para desenvolverem catalisadores com uma atividade inicial de 0,44 amperes por miligrama de platina até 2020, e uma atividade de pelo menos 0,26 ampères por miligrama após 30.000 ciclos de voltagem (aproximadamente equivalente a cinco anos de uso num veículo com célula de combustível). O teste do novo catalisador mostrou que ele tinha uma atividade inicial de 0,56 amperes por miligrama e uma atividade após 30.000 ciclos de 0,45 amperes.

  • "Mesmo depois de 30.000 ciclos, nosso catalisador ainda excedeu o alvo do DOE para a atividade inicial", disse Sun. "Esse tipo de performance num ambiente de célula de combustível do mundo real é realmente promissor".

Os investigadores já solicitaram uma patente provisória do o catalisador e vão continuar a desenvolvê-lo.



Fonte//ScienceDaily

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Robô humanoide da Boston Dynamics salta degraus enormes

A cada ano que passa, o robô humanoide da Boston Dynamics, chamado Atlas, fica mais incrível.

Ano passado, ele mostrou que podia recuperar o equilíbrio quando escorregava, bem como se desviar de obstáculos, numa  pista coberta de neve.

Agora, sobe degraus de 40 centímetros como se fosse a caminhar em terreno plano. A fazer isto muitos humanos ficariam cansados


Embora seja já uma façanha que um robô enorme e pesado (a última vez que a Boston Dynamics divulgou os números, Atlas pesava 81 kg) ande sobre dois pés, há ainda um conjunto de novos desafios que foram superados.

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Digamos que fazer os membros de Atlas subirem e pousarem no degrau, ao mesmo tempo em que o robô muda o peso no momento certo de um pé para o outro sem cair envolve mecânica bastante complicada.

Em câmara lenta podemos ver, a maneira como os quadris e pés do robô parecem inclinar um pouco para compensar o movimento.



Fonte//Techcrunch

Nos últimos 60 anos, perdemos mais de metade do gelo permanente do Ártico

O gelo do mar Ártico está agora mais fino e mais vulnerável do que nunca, de acordo com uma nova pesquisa da NASA .


Combinando os dados de satélites e sonares submarinos, o estudo revela que 70% da cobertura de gelo atual consiste em gelo sazonal, o material que se forma e derrete em um único ano, em vez de gelo mais espesso e permanente.

Enquanto o gelo marinho forma-se mais rápido, mas não importa quão extenso seja, não pode superar o gelo permanente e do volume do mesmo.

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Muito mais frágil, o gelo marinho do Ártico está muito suscetível ás ações do vento e do clima. Também vai derreter muito mais facilmente no verão e especialmente agora com o aquecimento global subindo as temperaturas dos oceanos.


  • "A espessura e a cobertura de gelo no Ártico são agora dominadas pelo crescimento, derretimento e deformação do gelo sazonal",  diz o  principal autor e cientista da NASA, Ron Kwok, do Jet Propulsion Laboratory,.

Nem todo gelo marinho se comporta da mesma forma. Em cada estação, a quantidade e a própria qualidade do  gelo flutuante do Ártico é diferente.

O gelo permanente é o nome dado ao gelo quando persiste por mais de dois anos e suas características são únicas. Ao contrário do gelo marinho recente e sazonal, que tem apenas cerca de dois metros de espessura e geralmente derrete no verão, o gelo de vários anos é mais espesso, e mais forte.Também é muito menos salino , tanto que os primeiros exploradores do Ártico costumavam derretê-lo para beber água, e quanto menos sal, menos propenso a derreter.

Os sensores dos satélites modernos são, tecnologicamente,  tão desenvolvidos que podem identificar essas diferenças.

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O estudo revela que desde 1958,  a cobertura de gelo do Ártico perdeu cerca de dois terços da sua espessura, e o gelo mais antigo retraiu quase 2 milhões de quilómetros quadrados.

Mesmo agora, apesar de um planeta em rápido aquecimento, não houve um novo mínimo recorde de gelo marítimo desde 2012 .

A dramática mudança no volume e na qualidade da cobertura de gelo do Ártico deixou a região ainda mais sensível às mudanças climáticas e vulnerável à destruição, alterando os padrões climáticos locais.

Em 2013, por exemplo, havia tanto gelo sazonal que os ventos invulgarmente fortes empurraram o gelo para a costa, tornando-o mais espesso por meses.

No passado, o gelo do Ártico raramente derretia, mas agora, à medida que as temperaturas no polo norte vão subindo, grandes quantidades de gelo antigo derretem-se no oceano.

 


Isso coloca em risco a região e seus ecossistemas.

  • "A combinação de gelo fino e ventos quentes do sul ajudou o gelo a quebrar-se e a derreter nesta região", explica Melinda Webster, pesquisadora de gelo marinho no Goddard Space Flight Center da NASA.

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  • "Essa falta de gelo afeta o ecossistema por vários motivos. Para começar, a água exposta absorve a luz solar e aquece o oceano, o que afeta a rapidez com que o gelo crescerá no outono seguinte, afetando também o ecossistema local, como populações de focas e ursos polares que dependem de gelo mais espesso e coberto de neve para desovar e caçar."

Fonte//Iopscience

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Os mamíferos podem não evoluir o suficientemente rápido para escapar daatual crise de extinção

Nós humanos estamos exterminando espécies de animais e plantas tão rapidamente que o mecanismo de defesa embutido na natureza, a evolução, pode não acompanhar. Uma equipe de pesquisa calculou que, se os atuais esforços de conservação não forem melhorados, muitas espécies de mamíferos serão extintas durante as próximas cinco décadas  e que a natureza precisará de 3 a 5 milhões de anos para se recuperar.



Houve cinco estinçoes nos últimos 450 milhões de anos, quando o clima do nosso planeta mudou tão drasticamente que a maioria das espécies de plantas e animais da Terra extinguiu-se. Após cada extinção em massa, a evolução preenche lentamente as lacunas com novas espécies.

A sexta extinção em massa está acontecendo agora, mas desta vez as extinções não estão sendo causadas por catástrofes naturais mas sim pelo homem. Uma equipe de investigadores da Universidade de Aarhus e da Universidade de Gotemburgo calculou que as extinções estão acontecendo demasiado rapidamente para a evolução se manter.


Uma ilustração de como os mamíferos menores terão que evoluir e diversificar nos próximos 3-5 milhões de anos para compensar a perda dos grandes mamíferos.
Crédito: Matt Davis, Universidade de Aarhus[/caption]

Se os mamíferos diversificarem nas suas taxas normais, ainda levarão de 5 a 7 milhões de anos para restaurar a biodiversidade ao seu nível.

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Os investigadores usaram seu extenso banco de dados de mamíferos, que inclui não apenas espécies que ainda existem, mas também as centenas de espécies que viveram no passado recente e se extinguiram como o Homo sapiens espalhado pelo globo. Isso significava que os cientistas poderiam estudar o impacto da nossa espécie nos outros mamíferos.

Alguns animais extintos, como o leão marsupial australiano, o leopardo Thylacoleo, ou a estranha Macrauchenia sul-americana (imagine um lama com um tronco de elefante) eram linhagens evolutivas distintas e tinham poucos parentes próximos. Quando esses animais extinguiram-se, extinguiram   inteiros da árvore evolucionária da vida. Nós não só perdemos essas espécies, como também perdemos as funções ecológicas únicas e os milhões de anos de história evolutiva que eles representavam.

"Os grandes mamíferos, ou a mega fauna, como preguiças-gigantes e tigres-dentes-de-sabre, extintos há cerca de 10.000 anos, eram  evolutivamente distintos. Como tinham poucos parentes próximos, suas extinções significaram que ramos inteiros da árvore evolutiva da Terra desapareceram. "diz paleontólogo Matt Davis da Universidade de Aarhus, que liderou o estudo. E acrescenta:

"Existem centenas de espécies de musaranhos, então eles podem resistir a algumas extinções. Havia apenas quatro espécies de tigres dentes-de-sabre; todas foram extintas."

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Regenerar 2,5 bilhões de anos de história evolutiva já é bastante difícil, mas os mamíferos de hoje também enfrentam taxas crescentes de extinção. Espécies criticamente ameaçadas, como o rinoceronte negro, correm alto risco de extinção nos próximos 50 anos. Os elefantes asiáticos, uma das duas únicas espécies sobreviventes de uma poderosa ordem de mamíferos que incluía mamutes e mastodontes, têm menos de 33% de probabilidade de sobreviver  que no século passado.

Os investigadores incorporaram essas esperadas extinções nos seus cálculos da história evolutiva perdida e ficou a duvida se os mamíferos existentes podem regenerar naturalmente essa biodiversidade perdida?

Usando computadores poderosos, simulações evolutivas avançadas e dados abrangentes sobre relacionamentos evolutivos e tamanhos de corpo de mamíferos existentes e extintos, os cientistas foram capazes de quantificar quanto tempo evolutivo seria perdido de extinções passadas e potenciais futuras, bem como quanto tempo levaria a recuperação.

Apresentaram um cenário de melhor caso do futuro, em que os humanos pararam de destruir habitats e erradicar espécies, reduzindo as taxas de extinção aos baixos níveis de fundo observados nos fósseis. No entanto, mesmo com esse cenário excessivamente otimista, os mamíferos levarão de 3 a 5 milhões de anos apenas para se diversificar o suficiente para regenerar os ramos da árvore evolucionária que devem perder nos próximos 50 anos. Levará mais de 5 milhões de anos para regenerar o que foi perdido das espécies gigantes da Idade do Gelo.

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"Apesar de termos vivido em um mundo de gigantes, castores gigantes, tatus gigantes, cervos gigantes, etc., agora vivemos em um mundo cada vez mais empobrecido de grandes espécies de mamíferos selvagens. Os poucos gigantes remanescentes, como rinocerontes e elefantes, correm o risco de desaparecerem muito rapidamente ", diz o professor Jens-Christian Svenning, da Universidade de Aarhus, que dirige um grande programa de pesquisa sobre mega fauna, que inclui o estudo.

A equipe de pesquisa não tem apenas más notícias. Seus dados e métodos podem ser usados ​​para identificar rapidamente espécies em risco de extinção e evolutivas, para que possamos priorizar os esforços de conservação e nos concentrarmos em evitar as mais graves extinções.

É muito mais fácil salvar a biodiversidade agora do que voltar a evoluí-la mais tarde

Fonte//ScienceDaily



China acusada de implantar chips minúsculos para roubar informaçõescorporativas.

http://www.visivaglobal.eu/2018/10/hackers-norte-coreanos-ganham-milhoes.htmlde algumas das maiores empresas e agências da América, incluindo um grande banco, contratados do governo e empresas de tecnologia. como Amazon e a Apple. 



Supostamente foram inseridos microchips do tamanho de uma ponta de lápis em “motherboards” em fábricas chinesas que depois que as forneceram à Supermicro, um fabricante de computadores que forneceu mais de 30 mil servidores ao longo de dois anos para funcionar em bases de dados em todo o mundo. Essas placas-mãe foram montadas em servidores, que foram enviados para bases de dados operados por até 30 empresas. Quando um servidor era ligado, o microchip comunicava-se com computadores externos e permitindo que os invasores tivessem acesso a senhas e controlassem o que os servidores faziam.

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A Bloomberg diz que três executivos da Apple corroboram a afirmação, bem como seis atuais e ex-altos funcionários de segurança nacional. Um total de 17 pessoas confirmaram que o ataque ocorreu, mas nenhum deles identificou-se "por causa da natureza sensível e, em alguns casos, classificada da informação". Um funcionário do governo disse à Bloomberg que o objetivo da China era "acesso de longo prazo a segredos corporativos de alto valor e redes governamentais sensíveis ”e que“ não há ramificações para os dados do consumidor ”.

A Amazon, a Apple, a Supermicro e o governo chinês emitiram declarações por e-mail para a Bloomberg, contestando os relatórios .

''Nisso, somos muito claros: a Apple nunca encontrou chips maliciosos, ‘’manipulações de hardware ou vulnerabilidades propositadamente implantadas em qualquer servidor", escreveu a Apple à Bloomberg. “A Apple nunca teve nenhum contato com o FBI ou qualquer outra agência sobre tal incidente. Não temos conhecimento de nenhuma investigação do FBI”.

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O ataque teria sido descoberto quando a Amazon estava a negociar a compra de uma nova empresa. O Washington Post aponta, que o ataque teria um impacto enorme na economia global.  A Bloomberg diz que é o ataque mais significativo conhecido realizado contra empresas americanas. Não apenas os invasores precisariam manipular o produto, mas precisariam garantir que os dispositivos acabassem por ir para o local desejado.



Fonte//Iflscience

domingo, 14 de outubro de 2018

Mulher australiana fica cheia de contusões para proteger filha bebé

Uma mãe australiana ficou com contusões terríveis e cortes depois de proteger seu bebê, Clara, de uma chuva de granizo na passada quinta-feira.

Fiona Simpson, de Kingaroy, Queensland, partilhou as fotos dos seus ferimentos no Facebook:



Simpson disse à ABC News que estava voltando para casa e foi forçada a parar perto da cidade de Nanango, no leste da Austrália, quando começou a chover granizo e era impossível conduzir.

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A tempestade ficou tão intensa que os vidros de duas das janelas de seu carro foram estilhaçados pelas pedras de granizo.

  • Ela só se preocupou em proteger seu bebê, que estava sozinho no banco de trás. "Eu sou mãe e uma mãe faz tudo o que pode para proteger seu filho, não importa o quê, mesmo que isso custe muito, e eu faria de novo", disse ela à ABC.

  • "Eu saltei para o banco de trás, e protegi o corpo dela com o meu."

Ela disse que a tempestade era tão violenta que ela não ouvia o bebê chorar por causa do barulho do granizo batendo no carro.




(The Project/TenDaily)

Fiona Simpson esperou que passasse a chuva de granizo, colocando o bebê no lugar do motorista, mas o granizo continuava caindo.

Sua avó de 78 anos também estava no carro

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No post do Facebook na quinta-feira, ela disse: " Hoje aprendi a lição, nunca mais conduzo numa tempestade de granizo! Cobri meu bebê com meu corpo para impedi-la de ficar gravemente ferida".

A ABC informou que a super célula da tempestade arrancou telhados de casas, dizimou pomares e assustou o gado.



Fonte//ScienceAlert

Trabalhar em demasia equivale e conduzir bêbado.

Os longos períodos de trabalho aumentam os riscos de acidente, os níveis de stress e até podem provocar dor física. Mas o grande problema é que a maior parte das pessoas não podem, simplesmente, parar de trabalhar.



De acordo com as últimas estatísticas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 400 milhões de pessoas trabalham 49 ou mais horas por semana num universo de aproximadamente 1,8 mil milhões de trabalhadores em todo o mundo.

Numa entrevista ao New York Times, o empresário Elon Musk, criador da Tesla, ficou comovido ao contar que passou a noite do seu 47.º aniversário dentro da fábrica. “Sem amigos, nada”, desabafou. E, foi só mais um dia numa semana de 120 horas de trabalho.

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Trabalhar durante muitas horas e fins-de-semana tornou-se usual em Silicon Valley, e está a espalhar-se por várias partes do mundo.


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Passar muitas horas no trabalho reduz a produtividade, mostram estudos[/caption]

O problema é que trabalhando muitas hora não significa, necessariamente, ser mais produtivo.

Há muitas evidências de que trabalhar demais reduz a produtividade, além de fazer com que a pessoa se sinta, e às vezes de facto esteja, menos saudável. Esse estilo de vida aumenta as hipóteses de desenvolver várias doenças.

Ainda assim, milhões de trabalhadores parecem incapazes de não fazer isso, desde médicos a trabalhadores temporários até freelancers. E o que acontece, então?

Pode parecer óbvio e é, se uma pessoa trabalha em excesso fica cansada e, portanto, mais propensa a sofrer um acidente no trabalho. Mas provar essa relação é impressionantemente difícil.

Um estudo que analisou 13 anos de registos de trabalho nos EUA descobriu que “trabalhar em empregos com horas extra estava associado a uma taxa de risco de lesões 61% maior em comparação com trabalhos sem horas extra”.

Esse estudo não consegue a dizer que o cansaço é a principal causa do aumento de risco, mas há amplas evidências disso. Por exemplo, se acordou às 8 horas e ficou de pé até à 1 hora do dia seguinte (ou seja, ficou acordado durante 17 horas seguidas), o seu desempenho físico será, provavelmente, pior do que se tivesse uma concentração de 0,05% de álcool no organismo, o equivalente a um homem de 73 kg teria que tivesse bebido duas latas de 355 ml de cerveja. É isso mesmo: está “bêbado” de cansaço.

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Se permaneceu acordado durante até 5 horas, a disfunção é idêntica a ter 0,1% de álcool no sangue,0,08% é considerado o limite legal para conduzir na maioria dos países do mundo.

Portanto, um indivíduo que fica acordado a noite inteira terá seu desempenho físico (como o tempo de reacção ou a coordenação motora) tão prejudicado quanto se ele estivesse bêbado ao volante. E se não pode conduzir, será que é capaz de trabalhar com segurança e competência?


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Mais de 400 milhões de empregados no mundo do trabalham 49 horas ou mais por semana de acordo com a OIT

Talvez trabalhar com um computador não seja tão arriscado como conduzir um camião por exemplo, mas é certamente algo importante, e considerar que, quando se faz um trabalho físico ou manual. esse trabalho requer atenção e concentração.

Muitas também são as pessoas que ficam presas a um círculo vicioso, elas dependem das horas extra para conseguirem ter um rendimento que pague as contas. E ficam reféns de um sistema que as leva a trabalhar várias horas ou à noite.

Esse é o exemplo comum de trabalhadores temporários no sudeste da Ásia e em África, que são contratados por companhias ou empreendedores dos EUA ou da Europa através de plataformas freelancers para tarefas como escrever códigos, publicações para blogues, desenvolver sites ou gerir redes sociais.

Uma pesquisa recente conduzida por Alex J. Wood, do Instituto de Internet da Universidade de Oxford, no Reino Unido, revela que os algoritmos que distribuem as tarefas a estes profissionais contribuem para o excesso de trabalho. Isso porque quanto mais alto o profissional estiver no ranking dessas plataformas, maiores serão as hipóteses de ele ser contratado para novos trabalhos.

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Mas para conseguir boas recomendações de clientes, acabam a fazer tudo o que os seus clientes querem, deixando pouco espaço para negociar melhores condições. “Têm que estar disponíveis a qualquer momento. Se o cliente tem um prazo apertado, eles têm de aceitá-lo. De contrário, receberão uma má avaliação”, refere Wood.

Se o profissional não está no topo do ranking, essa pressão aumenta. Alguns tentam atrair mais tarefas cobrando tarifas extremamente baixas, o que os força a trabalhar muitas horas por pouco dinheiro. Além disso, muitos investem várias horas em trabalho não remunerado, como administrar perfis, oferecer trabalhos na plataforma e desenvolver habilidades para criar perfis mais atraentes. Isto para além da já exaustiva rotina de trabalho.


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Um estudo americano com registros de 13 anos descobriu que 'trabalhar em locais com jornadas de horas extras estava associado a um risco 61% maior de lesões'

Este padrão parece replicar-se em várias áreas de trabalho temporário. Nos EUA, há notícias de motoristas que trabalham para aplicações informáticas conduzem até 20 horas diárias para terem vantagens nas tarifas. No Reino Unido, a Uber limitou ate 10 horas seguidas o horário dos seus motoristas a trabalharem após uma investigaçãoO impacto mais óbvio é o sono, que reforça o ciclo vicioso de pouco descanso e longas jornadas. “As pessoas seriam mais produtivas se não trabalhassem tantas horas. Mas a forma como os negócios são criados não permite que maximizem a produtividade porque precisam de trabalhar até tarde para cumprir prazos”. As plataformas de freelancers têm sido criticadas por enaltecer esse estilo de vida pouco saudável.

A época em que o trabalho terminava e as pessoas saíam do escritório acabou. Confirmar e responder a mensagens de trabalho parece inevitável. A tecnologia móvel aumenta as expectativas: gerentes e colegas esperam que a equipa esteja sempre pronta para trabalhar, constata um artigo de Ian Tower, investigador da Universidade SRH Hochschule, em Berlim, na Alemanha.


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Um estudo de 2016 descobriu que o nível de cortisol das pessoas em sobreaviso cresce mais rápido de manhã do que o das pessoas que não precisam estar disponíveis para o trabalho[/caption]



Mas estar disponível não é o mesmo que estar de folga, e a forma como o corpo reage a tais situações é diferente. Um estudo de 2016 descobriu que os níveis de cortisol (a hormona que regula a reacção de “lutar ou fugir” e que tem papel importante no stress) de pessoas que estão à disposição aumentam mais rápido de manhã, mesmo que elas não trabalhem naquele dia.



Esta hormona, geralmente, tem um pico de concentração quando acordamos e  reduz-se ao longo do dia. Mas os cientistas acreditam que fatores de stress diário alteram esse ciclo: os níveis sobem mais rápido se se esperar um dia stressante; os níveis permanecem altos se se está cronicamente stressado; e os níveis não aumentam se se sofrer uma Síndrome de Burnout , que é, geralmente, precedida por um período de stress crónico.



Como resultado, as pessoas não conseguem se distanciar mentalmente do trabalho quando estão de prevencão, além de evitarem fazer actividades que realmente querem.

Trabalhar durante dias a fio não é aconselhável. A notícia da sua rotina  de trabalho não foi bem recebida pelos investidores, e as acções da Tesla caíram 8,8% logo após a entrevista ao New York Times,  suspeitando-se  que o seu estado mental já estaria afetado pelo cansaço.

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Tome isso como um alerta: se puder evitar trabalhar tanto, faça-o, já que não há efeitos positivos na saúde, bem-estar ou produtividade. Mesmo que pense ser uma exceção, provavelmente não é.



O maior risco é para a maioria dos freelancers vulneráveis que não parecem ter oportunidade de interromper o ciclo de trabalho excessivo. O problema por trás disso, como diz Wood, é que “os clientes podem prejudicar os ganhos futuros de profissionais, devido aos freelancers aterem pouco poder de negociação”.



É improvável que estas plataformas mudem a forma de operar, especialmente quando este modelo de negócios permite a movimentação de milhões de dólares por ano. Enquanto isso, se contratar um freelancer online, talvez seja melhor dar-lhe mais tempo: podem não apenas fazer um trabalho de mais qualidade, como a vida deles também pode ser melhor.

Fonte//BBC