quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Russos vão criar parque da Era do Gelo no 'Parque Pleistoceno'


Cientistas russos querem fazer um "parque" cercado na Sibéria com grandes herbívoros o que poderia ajudar a transformar a paisagem num ecossistema de pastagem, como foi durante a última era glacial.
Há dezenas de milhares de anos atrás, as frias estepes da Sibéria eram ecossistemas campestres vibrantes, suportando diversas comunidades de herbívoros como mamutes, rinocerontes, alces, cavalos e bisontes. No final do Pleistoceno e Poch (entre 2,6 milhões e 11,7milhoes de anos) a maioria dessas espécies desapareceu, e os habitats das pastagens afundaram, tendo a grande parte das gramíneas desaparecido.

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Agora, uma equipa de cientistas russos está trabalhando para recriar essa paisagem antiga. Numa uma área cercada no norte da Sibéria, chamada "Parque Pleistoceno", os cientistas pretendem restaurar um mundo desaparecido onde enormes herbívoros vagueavam. Ao fazê-lo, os cientistas esperam também abordar o problema global das mudanças climáticas.
No Ártico, a cobertura de gelo permanente (permafrost) é atualmente muito vulnerável ao derretimento, e esse derretimento liberta gases de efeito estufa até então aprisionados no gelo, Estima-se que 1.400 giga toneladas de carbono, (1 gigaton equivale a 1 bilião de toneladas) estejam congeladas no permafrost da Terra, de acordo com o Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo (NSIDC).






Reintroduzir grandes herbívoros no parque siberiano e trazer pastos para as estepes pode ajudar a proteger o permafrost.
Ao contrário do fictício Jurassic Park, o Pleistocene Park não é um parque turístico com animais extintos clonados de fosseis. O parque tem uma área de 16 quilômetros quadrados e é o lar de renas, alces, bois almiscarados, bisontes e cavalos, todos reintroduzidos segundo o site to parque.
Os primeiros animais chegaram em 1988 e, nas décadas seguintes, o ecossistema modificou-se, ajustando-se à presença de grandes herbívoros. Já começaram a surgir mudanças na vegetação do parque, com mais grama, o que é uma resposta natural ao consumo por parte dos animais. Rebanhos de cavalos e bisontes percorrem a paisagem outrora habitada por mamutes extintos e rinocerontes peludos.


Mas a recriação de antigas pastagens trará de volta sistemas radiculares que lixiviam a humidade do solo, o que pode reduzir a produção de metano.
O aumento da queda de neve durante os últimos três invernos comprometeu ainda mais o permafrost , criando uma camada isolante que aquece a terra e impede o congelamento. Em muitos locais, os cientistas descobriram que as camadas de solo permaneciam descongeladas o ano todo.



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Embora os mamutes e rinocerontes da Sibéria já tenham desaparecido há muito tempo, outros grandes herbívoros vivos hoje podem proteger o permafrost fazendo o que seus antecessores faziam quando percorriam a tundra, pisando as camadas superiores de neve permitindo que o solo congele e protegendo o permafrost no Ártico.





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