sábado, 8 de dezembro de 2018

Projeto The Ocean Cleanup enfrenta um problema



Desenvolvido pela The Ocean Cleanup , a enorme engenhoca flutuante foi projetada limpar o Great Pacific Garbage Patch flutuando com as correntes e recolhendo milhares de toneladas de resíduos de plástico à medida que avança.
O primeiro protótipo, System 001, foi lançado ao mar em setembro após cinco anos de planeamento e construção . Foi rebocado para uma zona do oceano a meio caminho entre o Havaí e a costa da Califórnia chamada de Great Pacific Garbage Patch.

Photo The Ocean Cleanup


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Se o dispositivo funcionasse como se esperava, em mais cinco anos, ele poderia reduzir para metade a enorme quantidade de plásticos do Great Pacific Garbage,. Após menos de dois meses atividade foram detetados problemas que precisam ser resolvidos.
De acordo com os líderes do grupo, o aparelho está funcionando bem, apanhando o plástico oceânico, até mesmo os pedaços mais pequenos, mas, não os consegue reter. Além de algumas toneladas de redes de pesca abandonadas, a maior parte do plástico saiu do sistema alguns dias depois.
Alguns fatores poderiam ser a causa do acontecido mas as velocidade poderá ser o problema principal. A pouca velocidade leva a que o plástico volte a sair, pelo que é imperativo conseguir aumentar a velocidade, afirmou Lonneke Holierhoek, diretor de operações da The Ocean Cleanup, à Forbes.







O dispositivo funciona como um litoral artificial, recolhendo o plástico que está flutuando no meio do oceano da mesma forma que o lixo se acumula na costa.
O sistema depende de um flutuador de 600 metros de comprimento, em forma de U, que paira na superfície da água. Por baixo está uma saia com 3 metros de profundidade.
Essa saia, submersa mas também flutuante, é crucial. Na superfície, o vento e as ondas empurram o flutuador mais rapidamente do que o que está por baixo, e assim, ele recolhe todo o plástico que tende a ficar logo abaixo da superfície.
O sistema 001, no entanto, não está se deslocando com a rapidez suficiente e deixa sair muito plástico. Às vezes, o plástico um pouco mais fundo desloca-se mais rápido que o próprio sistema.
Mas não é motivo para preocupação. Já sabiam que algo poderia não estar perfeito logo á primeira e este é o primeiro protótipo. A equipa contínua confiante de que o dispositivo ainda pode funcionar, estando já a ser testada uma solução.

Photo The Ocean Cleanup


Os engenheiros acreditam que o primeiro sistema pode ter sido simplesmente muito pequeno e tudo o que é necessário é algo maior.

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A equipa sugere que, se puder ser aumentado em 25%, a bóia em forma de U pode ser aumentada mais 60 a 70 metros.
Os oceanos são vastos e a poluição plástica está espalhada por milhões de quilômetros quadrados, descolando-se constantemente em todas as direções, à mercê das correntes.
Tentar usar barcos e redes acabar ou minimizar esse problema provavelmente custaria biliões de dólares e levaria milhares de anos para ser concluído.
Um dispositivo como o System 001 pode funcionar muito mais rapidamente e com custos muito mais baixos. Além disso, se a tecnologia for comprovada, o sistema poderia tornar-se auto sustentável.

Ao reciclar o plástico recolhido por um ambicioso número de 60 engenhos oceânicos, a Ocean Cleanup espera o dinheiro proveniente da reciclagem seja suficiente para manter o empreendimento em funcionamento.
Até 2020, a equipe pretende lançar o System 002.





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