quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

O aquecimento global leva cada vez mais a situações climáticas extremas


As situações climáticas extremas são cada vez mais comuns, com situações extremos de chuva, num lado e extremos de seco no outro.
Os Estados Unidos central e oriental, o norte da Europa e o norte da Ásia sofreram situações de chuva extrema que causou inundações catastróficas recentemente. Contrariamente, a maioria das regiões africanas tem sido atingida por secas extremas cada vez mais graves e frequentes.
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O Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto Climático (PIK) elaborou um estudo que é o primeiro a analisar e a quantificar sistematicamente as mudanças de precipitação mensais extremas, examinando dados de cerca de 50.000 estações meteorológicas em todo o mundo.

Foram analisados detalhadamente os dados mensais de precipitação observados. Podem ser apenas alguns dias de valores recorde causar grandes inundações, ou a grandes secas, se o registro for a falta de precipitação. Segundo afirmações do autor do estudo Jascha Lehman. Os impactos nos meios de subsistência das pessoas nas regiões afetadas podem ser enormes, e que vão desde casas inundadas até segurança alimentar ameaçada devido a perdas de produções e mesmo de campos agrícolas.





Os EUA tiveram um aumento de mais de 25% nos meses chuvosos com valores altos nas partes leste e central no período de 1980 a 2013. A Argentina e os países vizinhos tiveram um aumento de 32%. No centro e norte da Europa, o aumento é entre 19 e 37 por cento. Na parte asiática da Rússia, o aumento é de cerca de 20%, enquanto o Sudeste Asiático mostra um aumento de cerca de 10%.

Foram verificados aumentos nos valores recorde de pluviosidade exceção feita apenas em África a sul do Saara e na região do Sahel, onde os registros de seca aumentaram em 50%. Isso significa que aproximadamente um em cada três meses de seca nessas regiões não teria ocorrido se não houvessem mudanças climáticas a longo prazo.
As regiões dos trópicos e subtópicos têm registado períodos maiores de seca e abaixamento nos valores de precipitação, e as zonas a latitudes médias a norte mais húmidos com os valores de precipitação a aumentarem, isso segue os padrões que os cientistas alertam como consequências das mudanças climáticas
 
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Foram comparados os valores de extremos de chuva e extremos de seca com o número de extremos que seriam esperados num clima estável e sem mudanças de longo prazo. Foram verificados valores até então nunca registados em certas zonas, tendo em conta os registos meteorológicos existentes de há mais de 100 anos. É claro que alguns registos de precipitação devem-se simplesmente à variabilidade natural. Normalmente, situações climáticas recordes ocorrem por acaso

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É preocupante termos aumentos significativos das tais situações extremas com apenas um grau de aquecimento global. Os governos dos países de todo o mundo reúnem-se na conferência climática da ONU, e se não concordarem com soluções apresentadas para limitar o aquecimento não permitindo que aumente mais que 2 graus, estaremos no caminho de aumentos de 3 ou 4 graus ainda neste século. A física diz que isso aumentaria ainda mais as situações climáticas extremas.




Fonte//ScienceDaily





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