sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Mapas mostram como mudamos a face da Terra nos últimos 25 anos


Nosso planeta está em constante mudança, e agora graças a investigadores da Universidade de Cincinnati, podemos ver algumas dessas mudanças em mapas durante ao um quarto de século.


(Universidade de Cincinnati)


Estes novos mapas publicados pela equipa mostram que 22 por cento da superfície habitável da Terra alterou-se substancialmente entre 1992 e 2015. Os gráficos coloridos mostram as alterações nas florestas, terras agrícolas e zonas húmidas, os ganhos e as perdas de água e muito mais.
Esses gráficos foram concebidos para entender melhor os padrões de alteraçao em todo o mundo, por que as pessoas mudam-se de um local para outro, mas também destacam a rapidez com que nossas paisagens estão mudando.



(Universidade de Cincinnati)


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Já sabíamos que estava a acontecendo a desertificação ou a perda de terras húmidas e o aumento da urbanização, mas agora podemos ver exatamente onde tudo isso está acontecendo.
Os mapas foram concebidos a partir de dados detalhados de satélite, tendo as imagens da superfície terreste unidas e tudo compactado em quadrados de 9 x9. Esses tipos de uso foram então codificados por cores para produzir os mapas.
Os dados foram originalmente recolhidos pela Agência Espacial Europeia (ESA) para estudar as mudanças climáticas e o ciclo do carbono porque uma zona de floresta absorve muito mais carbono do que um deserto estéril, e estes dados podem ser adaptados para muitos usos diferentes, como mostra este estudo.





A grande conquista para a Agência Espacial Europeia foi garantir que as imagens de satélite fossem compatíveis de ano para ano para que pudessem compará-las.
Os mapas mostram uma perda enorme de florestas na América Central e do Sul, por exemplo, enquanto um dos padrões dominantes em todo o mundo era a adaptação de florestas para terras agrícolas. Ao mesmo tempo, o aumento da urbanização é visível na América do Norte e na Europa, enquanto o sudeste dos Estados Unidos existem muitas áreas húmidas perdidas.



(Universidade de Cincinnati)

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Nos últimos 24 anos, o deserto do Saara cresceu, como mostram os mapas, já que a pastagem se transformou em deserto por causa do aumento da temperatura. Os diagramas também mostram a secagem do Mar de Aral na Ásia central, depois dos agricultores usarem sua água para a irrigação do campo de algodão.

Todas essas mudanças influenciam os padrões de migração, observam os investigadores. Assim como os efeitos contínuos da mudança climática, as mudanças mais diretas  da mão humana no planeta, como cortar florestas para dar lugar a terras agrícolas, também estão tendo um impacto sobre a escolha das pessoas onde para onde preferem viver e trabalhar.
Neste momento há caravanas de pessoas dirigindo-se para os Estados Unidos. Grande parte vêm da Guatemala e perderam a floresta porque as pessoas usam lenha para combustível. É uma parte da crise dos refugiados.
O que é preocupante é que mudanças tão grandes estejam acontecendo num período tão curto de tempo. A questão agora é como serão os próximos 25 anos, mas à medida que a população cresce, também aumenta a procura dos recursos naturais do planeta.



(Universidade de Cincinnati)

"Espero que este mapa torne as pessoas mais conscientes do impacto humano em nosso planeta.Como sociedade, precisamos estar mais bem informados sobre a escala das mudanças que fazemos na Terra e, em minha opinião, essa consciência pode influenciar futuras mudanças nas políticas ambientais,” disse um dos integrantes da equipa , Jakub Nowosad.




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