quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Astronomos com 99% de certeza em relaçao a um exoplaneta "perto" da Terra


A estrela mais próxima do Sol tem um exoplaneta pelo menos 3,2 vezes maior que a Terra,  a chamada super Terra. Este planeta recém-descoberto é o segundo exoplaneta conhecido mais próximo da Terra.

O planeta foi descoberto em orbite da Estrela de Barnard, a 6 anos-luz da Terra. Esta noticia foi anunciada num artigo publicado hoje na revista Nature e é resultado dos projetos Red Dots e CARMENES, cuja procura de planetas rochosos locais já descobriu um exoplaneta Proxima Centauri, orbitando nosso vizinho mais próximo, Alpha Centauri.



O planeta, agora designado por “Barnard's Star b”, é já o segundo exoplaneta conhecido mais próximo da Terra, a sua orbita é cerca de 233 dias. Barnard's Star, a estrela mãe do planeta, é uma anã vermelha, uma estrela fria e de massa baixa, com muito pouca luz, iluminando a planeta apenas com 2% da energia que a Terra recebe do Sol.


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Apesar de estar relativamente próximo da estrela, o exoplaneta é gelado. Este mundo sombrio pode ter uma temperatura de -170 , tornando-o inóspito para a vida tal como a conhecemos.

Com o nome do astrônomo EE Barnard, Barnard's Star é a estrela mais próxima do sol sendo também muito mais antiga. Tem provavelmente duas vezes a idade do nosso Sol, e é relativamente inativa, apesar de ter um movimento aparente mais rápido que qualquer outra estrela. Super Terras são o tipo mais comum de planeta a se formar em orbita de estrelas de baixa massa, como Barnard's Star.

"Depois de uma análise muito cuidadosa, estamos 99% confiantes de que o planeta está lá", afirmou o cientista chefe da equipa, Ignasi Ribas do (Instituto de Estudos Espaciais da Catalunha e Instituto de Ciências Espaciais, CSIC na Espanha). "No entanto, continuaremos a observar essa estrela que se move rapidamente para excluir possíveis, mas improváveis, variações naturais do brilho estelar que podem fazer confusão com um planeta."


Os astrônomos usaram o efeito Doppler para encontrar o exoplaneta. Durante a orbita do planeta á estrela, a atração gravitacional faz a estrela balançar. Quando a estrela se afasta da Terra, ela desloca-se em direção a comprimentos de onda maiores. Da mesma forma, a luz das estrelas é deslocada para comprimentos de onda mais curtos, mais azuis, quando a estrela se desloca em direção à Terra, sendo este fenómeno aproveitado para medir as mudanças na velocidade de uma estrela, com uma precisão impressionante. O HARPS pode detectar mudanças na velocidade da estrela tão pequena como 3,5 km / h. Este método é conhecido como método de velocidade radial, e ate agora nunca tinha sido usada para encontrar um exoplaneta do tipo super Terra semelhante numa órbita tão grande á volta da estrela.

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Utilizaram os dados registados por sete instrumentos diferentes, ao longo 20 anos de observação, tornando este um dos maiores e mais extensos conjuntos de dados já utilizados para estudos precisos de velocidade radial. A combinação de todos os dados levou a um total de 771 medições, uma enorme quantidade de informação.

A próxima geração de instrumentos do observatório que deve começar a funcionar em 2020 deve ser capaz de tirar fotos diretas e medições do espectro de luz de planetas relativamente próximos e isso ajudar-nos-á a aprender muito mais sobre esses exoplanetas.


Fonte//ScienAlert

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