terça-feira, 9 de outubro de 2018

Se não forem tomadas medidas urgentes a nossa sobrevivência poderá estar ameaçada

A humanidade está em rota de colisão com o mundo natural e, há décadas que os cientistas alertam para o problema.

Mas não importa quantas advertências que recebemos. Sejamos honestos, todos nós estamos conscientes do problema mas ninguém está disposto a travar a situação.



É hora de mudar, porque a menos que tomemos medidas drásticas, a muito curto prazo, a catástrofe é inevitável.

Um novo relatório do Painel Inter-governamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) sugere esta á a nossa ultima oportunidade e que se as consequências estão mais perto do que se pensa.

O relatório, que abrange mais de 6.000 referências científicas, descobriu que alguns dos cenários mais severos nas alterações climáticas podem ser sentidos em temperaturas ainda mais baixas do aquecimento global, ocorrendo décadas antes do esperado.

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  • "Os próximos anos são provavelmente os mais importantes da nossa história", disse Debra Roberts, co-presidente do IPCC.

O Acordo de Paris de 2015 (que nenhum país industrializado importante está atualmente a cumprir) previa evitar subidas superiores a 2 graus Celsius .

Este alvo foi por muito tempo considerado o limite para os efeitos mais perigosos da mudança climática, incluindo a destruição em massa de recifes de corais, escassez generalizada de alimentos, incêndios e inundações.

Mas essas previsões parecem ter sido demasiado conservadoras (uma crítica comum aos relatórios do IPCC em geral). O novo relatório perspetivou o que acontecerá se o planeta aquecer apenas 1,5 graus e é algo de muito grave.

  • "1,5 graus são os novos 2 graus", disse Jennifer Morgan, diretora executiva do Greenpeace Internacional, ao The Washington Post após participar da finalização do relatório do IPCC em Incheon, na República da Coreia.

Se as emissões de C02 e gazes de efeito de estufa globais continuarem na taxa atual, os 91 autores do relatório prevêem que a temperatura no planeta atingirá 1,5 graus em 2040.

Isso significa que temos apenas cerca de 10 a 15 anos para evitar um cenário que pensava-mos ter décadas para evitar.

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Com o aumento de 1,5 graus, o relatório constata que 70 a 90 por cento dos recifes de corais tropicais vão desaparecer. Mas se forem 2 graus, esse número sobe para mais de 99%, se forem 1.5 graus, o Oceano Ártico ficará sem de gelo marinho uma vez em cada século, se for 2 graus, isso acontecerá uma ou mais vezes por década.

Se o aquecimento for de 1,5 graus em vez de 2 graus, o relatório sugere que a subida do nível do mar global será menos 10 centímetros.

Parece que o que já foi nosso pior cenário agora inverteu-se. Mesmo assim, é um objetivo extremamente difícil de alcançar e exigirá uma ação drástica e imediata em escala internacional.

  • "Limitar o aquecimento a 1,5 graus Celsius é possível dentro das leis da química e da física, mas isso exigiria mudanças sem precedentes", disse Jim Skea, outro co-presidente do IPCC e especialista em energia sustentável no Imperial College de Londres.

No geral, os autores dizem que as emissões atuais de gases de efeito estufa devem ser reduzidas em 45% em relação aos níveis de 2010 até 2030. Até 2050, as emissões precisarão ser reduzidas em 100%.

Ao mesmo tempo, o mundo deve eliminar completamente o consumo do carvão, enquanto terá que aumentar as energias renováveis em quase 50%.

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Hoje, não estamos no caminho certo para atingir nenhum desses objetivos. De fato, o relatório do IPCC diz que estamos perigosamente nos aproximando de 3 graus Celsius.

" Precisamos reverter as tendências de emissões e transformar a economia mundial ", disse Myles Allen, cientista da Universidade de Oxford e autor do relatório, ao The New York Times .

Dado o histórico da humanidade, essa ação dramática e sem precedentes parece improvável.

Embora mais de 180 países tenham aceitado o resumo do relatório, os EUA (que é o segundo maior emissor do mundo) disseram que a aceitação do relatório não implica cumprir.

  • "Reiteramos que os Estados Unidos pretendem retirar-se do acordo de Paris, na primeira oportunidade, na ausência de identificação dos termos que são melhores para o povo americano", disse um comunicado do Departamento de Estado dos EUA .

Na realidade, parece muito mais provável que o planeta "ultrapasse" os  1,5 graus, causando danos irreversíveis. Nesse ponto, os autores advertem que a nossa única hipótese será uma tecnologia de remoção de carbono, que existe mas ainda não está provada que funcione na escala necessária e que não será capaz de salvar ecossistemas já perdidos.



Este  relatório foi publicado pelo IPCC .



Fonte//SienceAlert

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