quarta-feira, 12 de setembro de 2018

A droga que “desliga” a fome

 Um novo estudo do Centro Alemão de Pesquisas Helmholtz Zentrum München identificou um composto potencialmente útil encontrado numa planta usada na medicina tradicional chinesa capaz de evitar a fome em ratos.

Os cientistas já estão testando a substância, chamada celastrol, em seres humanos.

Se se provar que o químico é eficaz em pessoas, significa que estaremos mais perto de vencer a luta contra a obesidade.

Santo Graal


Conceber  uma pílula capaz de diminuir a fome sem causar efeitos colaterais significativos é o santo graal da pesquisa sobre obesidade.

Embora existam fatores metabólicos, psicológicos, sociais e genéticos envolvidos na obesidade, uma droga simples e econômica que reduza o apetite com segurança a longo prazo poderia fazer uma enorme diferença na vida das pessoas que tentam combater a obesidade.

De acordo com um dos autores do estudo, Dr. Paul Pfluger, os médicos muitas vezes pedem às pessoas com obesidade que percam 5 a 10% do seu peso corporal por ano, meta essa que raramente é alcançada.

 

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O composto, produzido pela planta Tripterygium wilfordii, nativa do sul da China, pode ajudar os pacientes a completarem esse objetivo. Ultrapassar essa “barreira” é importante, porque a perda de peso significativa leva a uma melhoria no metabolismo e ás doenças metabólicas associadas, como diabetes tipo 2.

Como funciona


Ao longo dos anos, o celastrol foi testado como tratamento potencial para artrite reumatoide e câncer. Em 2015, seu potencial para tratar a obesidade foi analisado pela primeira vez.

 

Os cientistas descobriram que, em ratos obesos, esse composto ativava os centros de saciedade, ou áreas do cérebro que informam o corpo que esta satisfeito.

Em pessoas com obesidade, tais centros de saciedade podem ser “defeituosos”. No nosso organismo, o tecido adiposo, ou gordura corporal, libera um hormônio chamado leptina que desencadeia a sensação de “estar cheio”. Algumas pessoas tornam-se resistentes à leptina; isso significa que, embora a substância química ainda esteja presente no sangue e na gordura, não causa a mesma sensação de saciedade, levando a excessos.

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O celastrol pode restaurar a sensibilidade à leptina e, portanto, a sensação de saciedade.

 

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Embora precisemos conter nossa empolgação enquanto aguardamos os resultados dos estudos de acompanhamento realizados em seres humanos, o Dr. Pfluger está confiante de que o celastrol funcionará da mesma maneira.

De acordo com o cientista, o sistema de leptina em camundongos é quase idêntico ao dos seres humanos, de forma que a experiência promete

Porém, que o celastrol não substituirá a mudança no estilo de vida, como dieta e exercícios. A droga pode, no entanto, fornecer um impulso muito bem-vindo para os esforços de perda de peso de um indivíduo.

 

Fonte//Hypescience

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