sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Ártico encerra perigo que ameaça todo o planeta

Novo estudo conclui que os processos que estão ocorrendo no Ártico podem acelerar o aquecimento global e resultar em consequências dramáticas para toda a humanidade.

 

Nova pesquisa conduzida pela NASA revela que o permafrost ártico e a liberação de gases de efeito estufa para a atmosfera podem ser acelerados por um processo conhecido como "descongelamento abrupto". O fenômeno ocorre em certos tipos de lagos do Ártico, conhecidos como lagos térmicos ou lagos de colapso.

 

As conclusões da pesquisa, que foi publicada na revista Nature Communications, são um alerta de que o processo pode levar à libertação para a atmosfera do metano contido no permafrost, camadas de gelo ártico permanentemente congeladas, em meados do século XXI.

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Os campos congelados do Ártico são a maior reserva de carbono orgânico do planeta. Quando o gelo derreter, os microrganismos lá contidos podem converter esse carbono em CO2 e metano, que será libertado na atmosfera e agravará o aquecimento global, explica a NASA no seu site.

A pesquisa liderada por Walter Anthony, da Universidade do Alasca, faz parte da Experiencia de Vulnerabilidade Ártico-Boreal da NASA, um projeto que durará 10 anos. A equipe é formada por investigadores alemães e norte-americanos que combinaram  modelos de computador e medições de campo e concluíram que o descongelamento abrupto dobra as estimativas anteriores do efeito estufa provocado pelo permafrost, aumentando entre 125% e 190% a quantidade de carbono libertado do solo.

O permafrost do Ártico é o solo congelado que permanece nesse estado durante todo o ano. Pode atingir até 80 metros de profundidade, mas, devido à atividade humana e ao aquecimento da atmosfera está derretendo. O processo, explicam especialistas da NASA, decompõe a matéria orgânica do solo ártico, fazendo com que os micróbios consumam o carbono armazenado desde 2.000 a 43.000 anos .

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A agência espacial norte-americana acrescenta que os lagos de colapso são relativamente pequenos e estão espalhados pelo Ártico. Os modelos climáticos que tentam prever o futuro de nosso planeta não os tem em conta. No entanto, a equipe acredita que incluir essas massas de gelo nas investigações futuras é importante para entender o papel do permafrost no aquecimento global. É verdade que as emissões de metano do permafrost são responsáveis por apenas 1% de toda a quantidade de metano que continua subindo, mas em meados ou no fim do século, ele pode se tornar a segunda maior fonte de gases de efeito estufa.

Fonte//SputnikNews

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