terça-feira, 15 de outubro de 2019

A galáxia pode estar repleta de nano sondas alienígenas


Não temos certeza se os alienígenas existem, mas muitos cientistas pensam que eles têm que existir e por isso procuram formas de encontrá-los.
Estamos falando do famoso “paradoxo de Fermi”: a aparente contradição entre a alta probabilidade de existência de civilizações extraterrestres e a falta de evidências de tais civilizações.
Se nunca encontramos um ser ou uma mensagem codificada de rádio no espaço, que outras evidências podemos procurar?


Imagem inget

NASA diz que podemos encontrar vida alienígena brevemente


Uma das teorias mais intrigantes é de que a galáxia pode estar cheia de “micro máquinas” alienígenas avançadas, chamadas de sondas de von Neumann.
Agora, um novo artigo do astrofísico Zaza Osmanov, da Universidade Livre de Tbilisi (Geórgia), sugere como podemos identificá-las.

Mas o que são as sondas de von Neumann

O conceito hipotético de “sonda de von Neumann” é baseado na ideia de máquinas que se auto replicam, do matemático John von Neumann.
Teóricos que se dedicam a levantar hipóteses para a tecnologia alienígena sugerem que civilizações avançadas podem ter criado máquinas que exploram longas distâncias no universo sem precisar sair de seus planetas, uma vez que esses dispositivos são capazes de fazer cópias de si mesmos conforme avançam, aumentando rapidamente o seu número.
Mas, esse tipo de máquina precisa recolher materiais para se auto copiar, e pode não os conseguir em qualquer canto ou asteróide do universo. Assim, são muito prováveis erros no processo de replicação.
Recentemente, no entanto, Osmanov solucionou esse problema argumentando que elas seriam ao nível microscópico. Funcionariam muito melhor se fossem microscópicas, ou seja, tivessem cerca de um nanómetro de comprimento.

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Nano sondas viajando pela galáxia


Primeiro de tudo, sondas microscópicas não precisariam de tantos recursos para se replicar. Basta um pouco de hidrogénio
Depois, sendo microscópicas seria mais fácil e mais rápido a replicação. Osmanov estima que uma população inicial de 100 se transformaria em cerca de 1.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000 (1 x 10³³) em apenas um parsec, ou 4 anos-luz.
Dado tudo isto, é normal que ainda não tenhamos visto uma dessas minúsculas sondas, mas podemos se observarmos bem.
Tais nano máquinas replicantes poderiam, por exemplo, produzir emissões luminosas ao encontrar e captar prótons. Tais emissões podem ser virtualmente impossíveis de se detetar quando isoladas, porém, se houver a sorte de apanhar um grande número de sondas, seriam observáveis pelo menos no espectro infravermelho.

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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Porsche e Boeing fabricam carro voador juntos

A construtora alemã Porsche fez parceria com a gigante aeroespacial Boeing para construir um carro voador. Uma maneira rápida e elegante para os multimilionários voarem sobre as cidades onde as pessoas comuns circulam num trânsito caótico.
 De acordo com o executivo da Boeing NeXt, Steve Nordlund, a parceria trará uma oportunidade para investigar o desenvolvimento de um veículo de mobilidade aérea urbana premium com uma marca automóvel líder". É de salientar mesmo o premium, pois essa não será uma aeronave nada vulgar.

"A Porsche procura melhorar o seu portefólio como fabricante de carros desportivos, tornando-se uma marca líder em mobilidade premium", disse o executivo da Porsche Detlev von Platen numa conferencia de  imprensa . "A longo prazo, isso pode significar mudar as viagens  para a terceira dimensão da viagem".
Nem a Boeing nem a Porsche são as primeiras empresas a tentar o mercado indescritível de carros voadores.
A startup de carros voadores Kitty Hawk revelou recentemente sua terceira aeronave de descolagem e aterragem vertical, com autonomia para 160 km. A fabricante alemã de carros voadores Volocopter também exibiu seu táxi aéreo enquanto voava sobre uma cidade alemã no início deste ano.

Lightyear One, o carro solar que todos vão desejar


Fonte//TheVerge


domingo, 13 de outubro de 2019

Akureyri, a cidade exemplo em sustentabilidade ambiental

Uma pequena cidade no norte da Islândia tornou-se quase neutra em CO2. Os investigadores foram até lá para descobrir como fizeram isso e o que podemos aprender com eles.
Atualmente, as cidades são lugares muito insustentáveis, uma vez que consomem demasiados recursos sendo as responsáveis por mais de metade das emissões mundiais de gases com efeito de estufa. Mas as cidades são também o lugar onde muitos dos problemas de sustentabilidade podem ser revertidos.
Uma pequena cidade no norte da Islândia é o exemplo disso.

 
Photo Pixabay//Mariamichelle

Como seria se todo o gelo da Terra derretesse numa noite



A Islândia é conhecida pela sua natureza impactante, mas é também muito interessante para os cientistas em matéria de energia, devido às excelentes condições para energia hidroelétrica e geotérmica. A abundância de energia ajudou a melhorar a condição de vida das pessoas, mas nos últimos anos também criou grandes problemas.
Além disso, apesar de as emissões de aquecimento e eletricidade serem bastante baixas para as famílias islandesas, as emissões per capita de transporte e outros tipos de consumo ainda são muito altas.
Há cerca de uma década, Guðmundur Sigurðarson e Sigurður Friðleifsson, dois habitantes da pequena cidade de Akureyri, decidiram não continuar com esta situação e iniciaram uma ambiciosa transição de baixo carbono que agora afeta todos os cidadãos locais e transformaram Akureyri num pioneira das políticas climáticas em todo o país.

O fator chave para a transição foi o facto de Guðmundur e Sigurður levarem em consideração todos os fluxos de carbono da cidade. Isto significa que analisaram todos os materiais que usados pela cidade, como óleos de cozinha, gasolina, resíduos verdes de parques públicos e avaliaram de que forma esses materiais poderiam ser integrados no sistema de energia local.
Depois, desenvolveram uma estratégia que visava transformar os fluxos lineares de carbono da comunidade em loops. Assim, em vez de ter algo a fluir para a cidade, usando-o e transportando-o como lixo, tentaram usar todos os materiais para novos propósitos.

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Ciclo de energia, desperdício e transporte

Em relação ao transporte local, o novo sistema transforma óleos usados e gás de cozinha do antigo aterro em combustível para carros e autocarros. Ao mesmo tempo, um projeto local de florestação ajuda a construir locais de captura de carbono.
Além dos fluxos de carbono, a nova abordagem em Akureyri garante que os nutrientes não são perdidos, mas que permanecem no sistema local de produção de alimentos. Agora, o lixo orgânico é compostado e os nutrientes são usados para a produção agrícola local. Esta prática ajuda a economizar emissões uma vez que, assim, os agricultores locais precisam de menos fertilizantes artificiais.


O círculo de energia, desperdício e transporte em Akureyri. (Ilustração: Rakel Kristjansdottir e Henner Busch )

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A investigação, publicada na Sustentability, revela várias medidas que foram vantajosas para a transição verde. A primeira importante característica para o sucesso desta transição foi o tamanho da cidade: Akureyri tem 18.000 habitantes e é o maior centro urbano do norte do país. Com esta dimensão, a cidade possui todas as instituições e empresas necessárias e, ao mesmo tempo, é tão pequena que os intervenientes têm conhecimento mutuo tornando os procedimentos administrativos menos complicados não impedindo novos projetos.

Além disso, a cidade abriga uma universidade na qual é possível encontrar uma atmosfera aberta a novas ideias e conceitos inovadores. As autoridades locais também foram fundamentais, na medida em que criaram o quadro institucional certo para a transição, um fator chave foi o estabelecimento de uma empresa local chamada Vistorka, administrada por Guðmundur.
A transição local de baixo carbono em Akureyri trouxe vários benefícios, desde melhorias ambientais a um projeto de florestação que criou uma agradável área verde na cidade. Além disso, o projeto criou novas empresas e empregos locais no setor ambiental que ajudaram a aumentar a atividade económica, criando receita tributária adicional para o município.

Por último, mas não menos importante, Akureyri criou uma imagem forte como líder ambiental na Islândia e um exemplo para todo o mundo


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Fonte//Sciencenordic